Trabalho corporativo

Eu sempre tenho a esperança de que um dia vou sair da eterna síndrome de fazer parte da equipe de remo brasileira e quem sabe fazer parte do time adversário (que coincidentemente é japonês [longe de mim estar puxando a sardinha pro meu lado]). Coincidentemente isso sempre acontece naqueles momentos em que parece que a gente está passando de fase, como ano novo, natal, emprego novo, mudança, troca de faixa, final de novela das 8, ressaca, pós-gripe, etc. Deve ter algo a ver com a tal da esperança.

Eu por exemplo tento entender a real intenção em criar diversos cargos diferentes com hierarquias e sub-hierarquias e outros níveis e por aí vai. Recentemente pude estar presente em mais um momento desses: onde antes havia três níveis agora existem quatro; e já recentemente já são 5 e bem atualmente já são sete. O engraçado é que a gente dificilmente está na “outra ponta do barco”. Ao invés disso sempre somos aquele pobre remador que fica do outro lado.

Sempre adorei as piadas do Scott Adams e admiro muito como ele consegue colocar o que é triste e deprimente de forma bem humorada e descontraída. É como se a gente fosse o Indiana Jones que fica sentado no chão rindo porque vai ser esmagado pela bola gigante de pedra. Apesar disso tudo, há faz algum tempo cheguei à conclusão que estava ficando velho (ou finalmente mais sábio) pois já não me sinto atingido por esses episódios de administração Troiana (lembram o que aconteceu com a cidade?) que antes tiravam meu sono.

O importante em tudo isso é deixar pra lá porque, você passa e as organizações sempre vão repetir os mesmos feitos. Mas e se não fosse, né? Imaginam como poderia ser um tédio não tem como falar mal do chefe, de como o marketing torra dinheiro em ações sem sentido, em como a gente se senta com cara de falso em reuniões motivacionais e finge muito bem, de como tem gente ao seu redor que fica o dia inteiro sem fazer nada enquanto você trabalha igual um desgraçado, e que apesar de trabalhar tanto na hora que você tira pra tomar um café e evitar ter um AVC sempre aparece alguém dizendo que você só fica voando por aí…

3 thoughts on “Trabalho corporativo

  1. Hehehehehehehehehe… Isso mesmo Japa. E pelo jeito será sempre assim… os caras dizem que puxação-de-saco é coisa do passado, eu acho que coisa do passado é não puxar o saco… Quem não puxa, não prospéra.

    Teriam que ensinar isso para gente na escola… Pelo menos os que não são “natos” nisso, poderiam ter a chance de ser com estudos e tals…

    Falows!

  2. hã!
    bom, a conclusão é o seguinte, quer subir de cargo? humm, que tal deixar de lado “o fazer” pelo “vamos marcar uma reunião”, quando mais se sobe na cadeia produtiva… menos se produz, afinal vc esta lá para pensar, e como ninguem consegue medir se vc tá pensando muito, ou nada, então vai tendo umas idéias bestas, fazendo uns power points, uns projects, mais uma planilha de custo e retorno do investimento,faz uns contatos, marca uma reunião e passa para a galera do OPERACIONAL fazer a encrenca, se não der certo, bom tem uma galera para botar a culpa, gerente de projeto, a linguagem, o fornecedor, o clima, a rotatividade, ai vc começa disparar emails para todos os culpados, enfim, vc é um gerente ou diretor, esse é seu papel. Mas cheguei a seguinte conclusão (séria) tem dois cargos nas empresas, quem FAZ, e quem VENDE, e mais uns outros que ficam gravitando entre esses dois, então OU FAZ, OU VENDE, quem vende TRAZ dinheiro, quem faz GASTA dinheiro e recurso, vc escolhe.

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