Temporada de Solteiro: Dia 2

Tinha prometido chegar na casa do malandro as 9h. Que horas eu acordo ? 8h30, claro. Dou um salto que me teletransporta do colchão pro chuveiro e depois de um banho mais rápido que aquela corrida que você dá quando está à procura de um banheiro e está ultra-apertado, pego o carro e me mando pra fazer força. No caminho, passo no Tim Hortons e pego dois croissants e um suco de laranja (não falei que eu tinha mudado =D). Ainda assim chego na casa do cara as 9h30, não tão ruim quanto eu esperava.

Depois de carregarmos todas as caixas que estavam previstas pra mudança dele no meu carro e nas vans dele e de outro amigo, partimos pra viajem e pro trabalho de descarregá-las na casa nova (que por sinal, muito show de bola meeesmo). Churrasco pra discontrair, o garoto aqui fica na base do Nestea e do Peixe Grelhado. Quê? To falando sério! Nada de bera, nada de carne, nada de porco; época de desintoxicação depois de um verão que mais pareceu uma suruba gastronômica.

Dou o fora da casa dele em torno das 15h e vou pra casa depois de ter falado com meu compadre no Brasil e descobrir que nem a esposa nem o filho haviam chegado no voo previsto pras 13h30. Chegando em casa, vejo meu correio e recebo uma notificação de que o trajeto deles tinha mudado e que deveriam chegar as 16h30 em Curitiba. Sem saber exatamente o porquê, eu tinha minhas suspeitas já que, São Paulo é São Paulo e Aeroporto É Aeroporto… Dito e feito. Após ligar de volta pro Carlitos e avisá-lo da mudança do trajeto ele me fala que o voo que supostamente eles estariam chegando havia acabado de aterrizar. Vários minutos depois consigo falar com a esposa e descubro o que eu já imaginava: perderam a conexão graças à fantástica organização de Guarulhos. Uma recepção como eu poderia esperar =)

Bem, em casa, resolvo fazer o improvável: cortar grama e arrancar mato. Sim, Japonês modo Jardineiro: ON. Luto com a máquina de cortar grama (se arrependimento matasse… eu sabia que deveria ter sido um pouco menos mão-de-vaca e comprado a outra, à gasolina…) e consigo terminar tudo direitinho, apesar do terreno estar insanamente irregular. Vou pro quintal e começo a arrancar trevos. Nunca pensei que essas plantas fossem me dar tanta dor de cabeça na vida. É incrível como essa coisa se entranha na grama e a sufoca. O mais bacana mesmo e tentar arrancar tudo.

Uma hora e meia depois e dois sacos de malditos trevos depois, São Pedro me avisa que vai me poupar do trabalho de molhar o gramado e parto pra dentro de casa com a inusitada missão: O que jantar ? Depois de quase sucumbir às tentações de descongelar uma pizza e de se aproveitar da comida do cachorro (essa ia ser o cúmulo do hardcore), decido tirar forças das minhas próximas 15 vidas e vou cozinhar um Udon pra mim (um dia eu posto a receita. É bom e prático, apesar do que possa parecer). Pra acompanhar: Gioza e uma sopinha de Misso que me faz companhia neste momento junto com o cão que parece ter voltado de uma rave e que não reage nem aos meus estímulos de jogá-lo de um lado pro outro.

Dia 3, espere por mim =)

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