Please to meet you. Hope you guess my name.

01.05.2007

Não, nada tão apavorante assim aconteceu, apenas conhecemos o Shah. Pra variar não era exatamente como eu imaginava, mas é tão gente fina quanto pude notar pelo telefone. Uma pessoa super amigável, com um sotaque fácil de compreender. Uma das coisas mais curiosas que acontece por aqui é você descobrir de onde a pessoa é. Ele, por exemplo, imaginava que fosse indiano por conta do nome (Shahjehan), mas acabei descobrindo que ele é do Paquistão, e com isso vieram novas dúvidas. Conhecer pessoas tem essa grande vantagem, você sempre tem coisas novas pra perguntar e geralmente são muito diferentes do que já está acostumado. No caso dele, descobri que falam a mesma índia que o norte da Índia, mas escrevem as coisas de maneira diferente. Poderiamos dizer que, caso ele estivesse na Índia, seria um analfabeto funcional, mas não é o caso. O cara morou vários anos em Toronto e Boston, acabando conseguindo a nacionalidade Canadense. Pessoa super simpática mesmo, sem contar que tem uma paciência de Jó. Aliás, preciso tirar uma foto dele pra colocar aqui.

Sobre o resto do dia, bom, foram os ossos do ofício. Ainda estava sofrendo as conseqüências de ter comida no Popeye’s. Definitivamente, não comam lá. A comida é excelente pra quem quer morrer do coração depois de andar uma ou duas quadras: frango frito em gordura pura com molho hiper-apimentado. Dá pra imaginar algo pior? Desesperador. Este foi um dia de comer salada, nada que pudesse me matar, apenas o bom e velho pasto verde com torradinhas e chá, claro.

Ah sim. Esqueci de dizer. Ontem conhecemos a “chefe” do Espiga por aqui. Seu nome é Kunj Ganji, é, como o cara que você já ouviu falar que lutou pela Índia. Não, eles não são parentes. Ganji é algo como “Silva” por lá. Sobre ela, uma moça super simpática. Está terminando sua segunda faculdade. A primeira foi em Ciência da Computação (claro), e agora é um MBA. A mulher é foda. Bom, eu também seria se tivesse a vida pra estudar e condições pra isso. Mas é também muito gente boa. Tem um sotaque inglês pesadíssimo mas bem compreensível, pelo menos pra mim. Ultimamente é quem tem nos ajudados em se virar nesse lugar, não nos deixando esquecer dos recibos dos restaurantes, tickets de metro e coisas do gênero. E por sinal, a mulher não tem nada das indianas que a gente ouve falar. Bebe, fala palavrão e é ultra descolada. Nos levou num bar nesse mesmo dia, um típico bar americano, com mesa de sinuca e tal. Muito bacana. Mas, como temos que trabalhar no dia seguinte, caimos fora cedo e voltamos andando mesmo, porque Jersey… é um ovo =)

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