Ottawa – Parte III

Moçada, desculpem mas esqueci de falar o principal sobre a viagem pra ver as tulipas. Na real, o festival não é só uma data onde eles atocham de flores a cidade. Bom, de fato é sim, mas tem um motivo mais nobre por trás.

Momento Cultural

Durante a 2a. Guerra Mundial,  em 1945, a Holanda pediu ajuda ao Canadá para se proteger do ataque nazista, que ocupada o país durante os últimos 3 anos. O primeiro-ministro canadense ofereceu refúgio à toda a coroa holandesa enquanto defendia a Holanda e expulsava as forças do eixo. Como forma de gratidão a princesa Juliana enviou 100,000 bulbos de tulipas a Ottawa como forma de gratidão por ter liberado o país. Desde então esse fato é celebrado anualmente na capital do país como forma de lembrar a união entre os dois países.

Bom, depois das tulipas, do canal, do mercado e tudo o mais, faltava só uma parte pra ter a cidade completa: O Parlamento, claro. Dessa vez não tinha como se perder já que havíamos passado umas 5 vezes na frente da colina e sabíamos exatamente como era o lugar.

Como já passava das 17h e era sábado, os estacionamentos nas ruas estavam liberados. Depois de estacionar os carros por lá, fomos ver os prédios de perto. No caminho encontrei o prédio do senado e o relógio oficial da contagem regressiva para as olimpíadas de inverno. Este ano os jogos vão ser em Vancouver então tem propaganda em tudo quanto é lugar. O contador não é tao ignorante como aquele que fizeram na época do Brasil 500 anos, com aquele design estardalhante. O relógio fica bem em frente ao parlamento, numa praça onde foi montada uma exposição sobre os jogos olímpicos de inverno onde também está uma estátua de Terry Fox (esse cara merece um post só pra ele).

Entrada do senado... pra variar, tava fechado

Entrada do senado... pra variar, tava fechado

Estamos no parlamento mesmo

Estamos no parlamento mesmo

O prédio é bonito mesmo. Não tem como negar

O prédio é bonito mesmo. Não tem como negar

Esse é o tal do relógio, nada gritante como a patuscada do Hans Donner...

Esse é o tal do relógio, nada gritante como a patuscada do Hans Donner...

Gatineau é do outro lado do rio

Gatineau é do outro lado do rio

A moça queria saber o final de Wolverine, mas eu não podia falar alto

A moça queria saber o final de Wolverine, mas eu não podia falar alto

Atravessamos a rua e fomos conhecer o prédio. Pra nossa sorte já estava fechado. O quê? Alguém realmente achou que se trabalha depois das 5, num sábado, na capital política do país? Seguinte, estamos no Canadá, não no país das maravilhas. Nem aqui político fica disponível tanto assim! Por outro lado, tive a oportunidade de tirar umas fotos bem bacanas, inclusive rendeu minha primeira experiência com o CleVR. Por sinal, eu realmente gostei desse programa. Em breve demo começar a colocar mais fotos como essa por aqui.

Atrás da colina parlamentar tem uma vista muito bonita do resto da cidade e da cidade vizinha, Gatineau, onde moram o Thiago e a Rosana. Por sinal, moçada, desculpem mesmo não ter avisado que iríamos passear por aí. Foi uma falha terrível minha, mas vamos voltar dentro em breve. O Marmé e a Tati também estão se organizando pra ir visitar a cidade e vocês. A gente se conversa com calma.

E foi isso. A viagem pra Ottawa acabou tão rápida quanto começou. Depois de um jantar merecido pegamos a estrada ERRADA de volta e acabamos chegando de volta de Drummondville quase as 2 da manhã. Mesmo depois de ter parado duas vezes e enchido a cara de coca-cola, tinha horas na estrada quando eu realmente conseguia ver assombrações.

É, foi quase isso que eu tava vendo na estrada mesmo.

É, foi quase isso que eu tava vendo na estrada mesmo.

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