O Primeiro Happy Hour

04.07.2007

Sexta-feira, dia internacional da gandaia, certo? Pois é, tradição mundial não se contraria. Foi nossa vez de sairmos para curtir ao invés de só ficar ralando. Depois de ficar na dúvida se iríamos ficar de plantão no domingo ou não, ficamos mais tranquilos quando o Steve falou que desta vez estaríamos liberados, já que não teríamos nada de diferente para fazer. Portanto, já tínhamos a certeza de que o final de semana seria mais proveitoso.

Após um dia normal, fomos em direção a Hoboken, norte de Jersey City, lugar onde haveria mais emoção e coisas para fazer. O plano era ir assistir a um show de bandas locais em um boteco conhecido. Ao desembarcar na estação e começar a andar, notamos que realmente a coisa era diferente por lá. Havia muito mais gente, muita vida, lojas e restaurantes abertos, diferente de onde estávamos. A realidade é que Hoboken é uma região mais antiga e mais residencial, diferente de Newport que é um centro de negócios que passava por uma série de reconstruções para criar um ponto de desafogamento de Manhattan.

Procure no Google Maps por Jersey City, New Jersey, veja as fotos de satélite. Boa parte dos prédios está em construção, e não é para menos. Esta região era portuária e industrial antigamente, mas decidiram torná-la um ponto comercial moderno por diversos motivos. O principal é a proximidade de Manhattan. Em 10 minutos de trem você está em Downtown ou na 33rd, ambos pontos muito movimentados e no meio da ilha. Além disso, Jersey tem taxas de impostos menores que Manhattan, o que torna tudo mais interessante. Além disso, não há 1/3 do trânsito que existe em Manhattan, além das ruas limpas e organizadas.

Mas enfim, voltando ao nosso passeio, estávamos em Hoboken. Depois de andar pra cacete na tal da Washington Street, rua onde fica localizada a maior parte dos restaurantes e bares da região, decidimos comer numa típica lanchonete que serve hamburgers. Os sanduíches mataram uma fome que perdurava há algum tempo e acabamos descobrindo que o garçom falava português quando, ao sair, o cara vira-se pra nós e responde: “Obrigado”. Não deu pra descobrir muito, mas ele respondeu rapidamente que era português. Curioso, não? E assim é em trocentos outros lugares. Você se pega ouvindo conversas nos mais diferente idiomas: chinês (uh), italiano, espanhol, russo (os caras que sentam do meu lado), indiano (ah, sério?), português (claro, brasileiro em qq buraco do mundo) e outros dialetos que a gente não tem a menor idéia do que seja.

Sobre o depois do restaurante, acabamos não indo pro tal do boteco onde iríamos assistir o show das bandas. Demos meia-volta, pegamos um taxi e voltamos ao início da rua. Comentário sobre o motorista do taxi. Bicho estranho, velho. Tocando aquele hip-hop-hap do inferno nas alturas, uns 150kg de ser humano que falava algo parecido com inglês, mas que eu mal pescava algumas palavras. O Espiga acabou gravando na câmera dele alguma coisa da viagem. Vou ver se consigo pegar aquilo com ele e colocar aqui outra hora. Só vendo pra crer.

Ao final da viagem, achamos outro boteco pra ficar, um tal de Texas Arizona. Boteco mesmo, cheio de gente que tinha saído do trabalho bebendo e assistindo a jogos de hockey, baseball e outros bichos. Interessante, mas o DJ não colaborou muito. Começou a tocar aquelas músicas que pra gente são típicas de festa gay e não deu pra aguentar muito. Não, não era um bar gay. Os caras daqui realmente gostam dessas músicas mesmo, bele?! Bom, fomos embora porque tínhamos planejado passear no sábado e no domingo pra conhecer um pouco mais, além de fazer uso das câmeras pra valer.

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