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A vitória contra a hepatite C PDF Imprimir E-mail
A medicina comemora a cura da doença, que atinge 170 milhões de pessoas em todo o mundo, três milhões delas no Brasil

Publicada na edição 1988, de 5/12/2007, na revista Isto É.

A ciência finalmente pode dar uma boa notícia aos 170 milhões de portadores de hepatite C existentes no mundo, três milhões deles no Brasil. Causada pelo vírus da hepatite C (HCV), a doença tem cura. A ótima novidade vem sustentada por pelo menos dois estudos conduzidos por centros de pesquisa muito respeitados na comunidade científica. Um deles foi realizado por pesquisadores da Virginia Commonwealth University Medical Center, nos Estados Unidos, e da Universidade de Calgary, no Canadá. A conclusão foi possível após o acompanhamento de 989 pacientes que se submeteram ao tratamento-padrão contra a enfermidade, baseado no uso dos medicamentos interferon e ribavirina, eliminaram o vírus do corpo e se mantinham livres do inimigo mais de sete anos depois do final da terapia. Na avaliação dos pesquisadores, essa evidência é suficiente para validar a utilização da palavra cura. "Ficamos muito felizes porque é raro podermos dizer que um paciente com doença viral está realmente curado", afirmou Mitchell Shiffman, chefe do Departamento de Hepatologia, diretor médico do Centro de Transplante de Fígado da universidade americana e um dos coordenadores do trabalho. "Mas nesse caso podemos afirmar aos portadores de hepatite C que a medicina já consegue livrá-los desse mal", completou. O outro trabalho foi conduzido por cientistas da Universidade Paris II e do Serviço de Hepatologia do Hospital Beaujon, na França. Eles acompanharam 215 pacientes submetidos ao mesmo tratamento durante dez anos. Nesse período, nenhum voltou a apresentar o vírus no sangue. As pesquisas tiveram grande repercussão - e por razões compreensíveis. Descoberto em 1989, o vírus da hepatite C se transformou em um pesadelo de dimensões e desafios assustadores. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre três milhões e quatro milhões de pessoas são infectadas a cada ano, fundamentalmente por causa do contato com sangue contaminado. Outro problema é que a enfermidade tem evolução lenta e em 70% dos casos não dá sintomas. Portanto, calcula-se que milhões de pessoas sejam portadoras do HCV sem desconfiar disso. Para agravar ainda mais o quadro, oito em cada dez infectados vão desenvolver a forma crônica, quando o vírus se estabelece no corpo e pode iniciar a gradual destruição do fígado, levando a doenças sérias como cirrose e câncer hepático. Não é à toa que, segundo a OMS, a hepatite C é a principal causa dessas enfermidades em todo o mundo. E, pelo menos por enquanto, não há vacina contra o HCV.

No Brasil, as pesquisas confirmaram o que os especialistas verificavam na experiência do consultório. O hepatologista Raimundo Paraná, professor de hepatologia da Universidade Federal da Bahia, por exemplo, já atendeu mais de 500 portadores de hepatite C e comemora o fato de muitos estarem livres da doença. "Tenho diversos pacientes curados há mais de dez anos", conta. O médico se recorda de um em especial. Era um jovem que, aos 26 anos, já tinha desenvolvido cirrose e havia perdido o pai para a mesma doença anos antes. "Ele se curou e está bem até hoje", lembra Paraná.

O advento da possibilidade de cura só foi possível graças à feliz combinação de interferon com ribavirina. O primeiro remédio é uma cópia feita pela engenharia genética de uma substância produzida naturalmente pelo corpo humano para ajudar na defesa contra microorganismos nocivos. Sua função é fortalecer o sistema imunológico para lutar contra o vírus tipo C e também auxiliá-lo a impedir que o agente se multiplique dentro das células. O uso dos interferons foi iniciado em 1990. Em 2002, surgiu uma nova versão, o interferon peguilado. Ele trouxe mudanças na sua composição que permitiram uma permanência mais duradoura dentro do corpo - o paciente toma uma dose semanal, contra as três por semana indicadas no caso do interferon convencional. Isso possibilita que o medicamento esteja disponível dentro do organismo de forma mais constante, tornando contínua a pressão contra o vírus. Já a ribavirina, introduzida no tratamento em 1996, é tomada diariamente e potencializa os efeitos do interferon, mas ainda não se sabe exatamente por quais mecanismos ela consegue esse feito.

O fato é que as drogas, juntas, destroem os vírus em 40% a 90% dos casos. Em geral o tratamento dura um ano. Infelizmente, não são todos os pacientes que conseguem ficar livres da doença. Entre os fatores que reduzem a chance de cura estão consumo de álcool, obesidade, idade superior a 40 anos, longo tempo de infecção e ser do sexo masculino. Também contam a quantidade de vírus presente na circulação sangüínea - quanto maior, pior - e o genótipo (o tipo do material genético do vírus). Há vários deles. No Brasil, os mais comuns são o 1, o 2 e o 3. Porém, estima-se que 75% dos doentes sejam portadores do tipo 1, justamente o mais resistente às drogas.

Outro complicador é a adesão ao tratamento. Os interferons podem causar um baque fenomenal no doente, dependendo do quanto ele for susceptível. O número de plaquetas, fragmentos de célula do sangue que ajudam na coagulação, por exemplo, pode cair muito, deixando o paciente vulnerável a hemorragias. Além disso, pode haver irritabilidade, insônia e até depressão. Porém, um trabalho exemplar realizado no Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo, em Botucatu, interior de São Paulo, mostra que esse obstáculo pode ser superado. Coordenado pelo médico Giovanni Faria, o estudo envolveu 58 pacientes, acompanhados durante 48 semanas. O grupo recebia a medicação mas também contava com o suporte de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, nutricionistas e médicos clínicos gerais. "Ao final do tratamento, 52% estavam curados", conta Faria. É um índice alto, obtido muito em razão do apoio que os doentes tiveram ao longo do tratamento. "Essa ajuda impediu que eles interrompessem a terapia", conclui o especialista.

Uma dúvida que perturba os pacientes é saber se, mesmo depois de tanto tempo, o vírus pode voltar. Hoje já se sabe que, se ele não foi mais detectado no sangue após seis meses, a chance de cura é superior a 95%. Isso se tiverem sido usados exames extremamente sensíveis, capazes de detectar a presença de cerca de 50 cópias de genoma viral por mililitro de sangue. Após 12 meses, a chance é superior a 98%. "Quando meu paciente ultrapassa a barreira de um ano sem a detecção do vírus, dou os parabéns. Na medicina não existe o nunca nem o sempre. Mas nesses casos será excepcional se houver uma recaída. Será como ganhar na loteria às avessas em termos de probabilidade", afirma o especialista Paraná. Na experiência obtida até agora, nos pouquíssimos casos nos quais o vírus reapareceu após um longo período, os cientistas especulam sobre o que teria acontecido. As hipóteses mais discutidas - e prováveis - são as de que os pacientes podem ter se infectado novamente ou terem sido submetidos a testes que deram resultados equivocados: os colocaram entre os que haviam respondido positivamente ao tratamento, quando na verdade isso não tinha ocorrido.

O próximo passo contra a hepatite é correr atrás de alternativas para quem ainda não consegue bons resultados com o tratamento disponível. Nesse sentido, também há promessas interessantes. Os laboratórios Schering-Plough, Vertex e Roche, por exemplo, têm resultados promissores com medicamentos que estão desenvolvendo e que atuam sobre enzimas usadas pelo vírus para se multiplicar dentro da célula. A Novartis também está estudando um novo tipo de droga, a ser injetada duas vezes por mês, o que garantiria maior conforto ao doente.

Outro foco de investigação é o estudo da relação entre a hepatite e a diabete tipo 2. A doença acomete 21% dos portadores do HCV contra 12% dos infectados pelo tipo B. Estuda-se por que isso acontece. Uma das hipóteses é a de que o vírus leve o corpo a desenvolver resistência à insulina. Este hormônio abre as células para a entrada da glicose que está no sangue. Na diabete, é produzido ou absorvido de forma deficiente. "É importante tratar primeiro o vírus. Pesquisas mostram que a resistência à insulina pode desaparecer após o tratamento", afirma o médico Edison Parise, da Universidade Federal de São Paulo, um dos estudiosos do assunto.

 
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30/05/2010, Você não gosta de rendez-vous? Pense novamente »»

Uma coisa que as pessoas acham incômoda quando chegam em Quebec é o fato de marcar rendez-vous pra tudo, desde abrir uma conta no banco chegando até ao ponto de ir no cabeleireiro. Pois bem, se vocês acham isso ruim, pensem novamente. As coisas podem parecer ( e as vezes até serem burocráticas mesmo ) mas com certeza não chegam aos pés de ter que depender do serviço brasileiro. Vou relatar um breve episódio ocorrido conosco quando precisamos dos serviços do consulado em Montreal.

Antes de sair do Brasil tivemos a idéia de deixar procurações para nossas mães evitando assim o incômodo de ter que se envolver com qualquer coisa relacionada ao Brasil. Como estávamos na correria pra viajar pra cá acabamos otimizando o tempo da maneira que dava. Assim, fiz minha procuração em um cartório diferente do da minha mulher. Era pra ambas terem o mesmo conteúdo, afinal, pedimos a mesma coisa, mas por alguma razão ela ficaram diferentes. Infelizmente só ficamos sabendo disso quando precisamos utilizá-las. Minha mãe precisava de uma procuração autorizando minha mulher a vender alguma coisa. Era pra ser simples, bastava que minha sogra fosse no cartório e pedisse que redigissem a tal da procuração. Acabou que não deu certo porque a procuração que deixamos pra ela não dava direitos de assinar uma procuração praqueles fins. Resultado: tivemos que usar o consulado.

Bom, seguimos os procedimentos descritos no site do Consulado de Montréal para solicitação de procuração e entramos em contato com eles para informar que havia uma certa urgência e se existiria a possibilidade de concluir a declaração antes dos 5 dias previstos pelo site. Fomos então informados que sim mas que precisavam que enviassemos os documentos scaneados. Fizemos isso e nos enviaram uma data para que estivéssemos lá. Seria uma sexta-feira e teríamos que estar lá as 10h da manhã.

No tal dia, estávamos lá. Nunca estivéramos antes no consulado, então tratamos de chegar cedo. Ao chegar lá, nos deparamos com uma sala com cadeiras, um balcão envidraçado e uma máquina de senhas! Depois de quase 2 anos aqui, dar de cara com aquilo era no mínimo… inusitado. Bom, pegamos a próxima senha e esperamos. Não lembro o número agora, mas era algo como se tivéssemos pego o 22 e ainda estavam atendendo o 8 e, a julgar pela demora de chamar o próximo número, aquilo ia demorar muito ainda. Mas, como macaco velho que sou, resolvi dar uma de curioso e fui conversar com o funcionário atrás do vidro.

- Oi. A gente entrou em contato com vocês pra fazer uma procuração. Falamos com e fomos informados que bastava vir aqui hoje e pegá-la. Estamos com a senha 22.

- Nããããããããão. A senha é só pra quem está pedindo visto. Bastava você vir aqui e falar com a gente.

Ao olhar ao redor, não vi placa ou papel ou bilhete ou qualquer outra coisa dizendo que a senha era só pra vistos, mas tudo bem. Foi a primeira vez que me senti idiota no dia.

- Ahm, ok então. E a procuração tá pronta ?

- Quando vocês vieram aqui ?

- ahm, a gente tá vindo hoje. Conversamos com a por e-mail e ela nos informou que bastava que enviássemos os documentos por e-mail e que trouxéssemos os originais aqui hoje, assinar o livro e ponto final.

- Nãããããããããããããão. A gente não faz isso, não. A gente vai fazer isso agora e daqui a 5 dias a gente entrega pra vocês.

Depois do sangue subir à cabeça e quase destruir meus vasos, de me sentir idiota pela segunda vez no dia e quase ter um AVC, resolvi perguntar com moderação ao rapazinho.

- Viu, tem como a gente falar com a?

- Só um pouco. Eu vou ver se ela pode atender vocês.

Eis que chega a e nos diz que deve ter acontecido um mal-entendido e que a nossa procuração já estava pronta, bastando que o “Ministro” a assinasse. Pediu que esperássemos um pouco e que já voltaria a falar conosco.

Pausa pra reflexão: Alguém com conhecimento consular ou jurídico ou qualquer coisa parecida poderia me dizer que o cônsul tem o título de ministro ou algo parecido pra que a o chamasse assim ?

Apesar da procuração já “estar pronta”, só depois de uma hora esperando ela volta a nos chamar na janela com a folha da procuração impressa e pede que validássemos o que estava escrito. Texto revisado, estávamos satisfeitos pois ainda nem era meio-dia e voltaríamos para Québec a tempo de descansar.  Ledo engano. Ela nos informa que o “ministro” saíra para almoçar e que estaria de volta somente as 15h30 mas que seria melhor que chegássemos as 16h pois as vezes ele demorava no almoço (QUATRO HORAS DE ALMOÇO!?).

Sem muita opção e com cara de idiota pela terceira fez no dia, saímos pra almoçar ali perto. Mesmo que quiséssemos não tinha como ficar no consulado já que este fechava durante o almoço.

Quatro horas depois, chegamos pontualmente as 16h e fomos direto no guichê. Pedimos pela , que chega com cara de desesperada pra dizer que ela já entregaria a procuração ao “ministro” pois agora ele estava ocupado. Cinco horas da tarde, depois de ter o saco quase consumido por um dia perdido, ainda dava tempo de ser feito de idiota uma vez pelo funcionário do consulado. Ao perguntar se demoraria muito que a voltasse com nossa procuração assinada, o rapazinho se volta pra mim e disse:

- Olha, se eu fosse você ficava bem tranqüilo porque a só está fazendo isso pra vocês porque ela é tua amiga.

Agora sim, com o sangue causando múltiplos rompimentos de capilares , eu querendo quebrar aquelo vidro e esmagar a cabeça do espertalhão do outro lado vidro só pude me distanciar e ir respirar bem longe dali. Só não acabei xingando ninguém porque momentos depois chega a com a procuração assinada pelo cônsul como precisávamos.

Moral da história. O que eu posso dizer sobre rendez-vous. Eles são um mal necessário. Pelo menos, você pode se programar pra fazer as coisas, não precisa ficar como um palhaço a mercê dos outros, principalmente do consulado brasileiro.



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28/04/2010, Festival de Verão 2010 »»

Entre várias razões que nos fizeram escolher o Canadá para morar estava a possibilidade de assistir a grandes shows de bandas e artistas que a gente curte e que no Brasil pagaria uma fortuna pra ver ou iria ver o osso branquear de tanto esperar por eles. Mas, em especial, tem duas coisas que eu sonhava ver quando viesse ao Canadá: o GP de Montréal de Formula 1 e um show do Rush. E chegou a hora disso acontecer!!!

Todo ano, durante o Verão, no Québec inteiro brotam festivais de todos os tipos. Tem o festival de Jazz de Montréal, o Festival das Nações em Sherbrooke e aqui na capital, tem o Festival de Verão.  São 11 dias de shows e espetáculos que transformam a rotina da cidade. Chegamos em agosto de 2008 aqui e acabamos perdendo o evento que acontece em julho. Ano passado também não conseguimos ir e acabamos sem ver Placido Domingo, Sting e Kiss. Sabe o que vai ter este ano ?

rammstein rush-2010 santana-2010 iron-north-america-2010 jimmy-cliff-2010 black-eyed-peas-2010

É isso mesmo! Olhem só a lista do que vem por aí!

  1. John Butler Trio (08/07)
  2. Apocalyptica & Rammstein (18/07)
  3. Iron Maiden & Dream Theater (09/07)
  4. Santana (13/07)
  5. Black Eyed Peas (16/07)
  6. Jimmy Cliff (17/07)
  7. RUSH!!!!!! (15/07)

E isso são só os caras que EU conheço e quero ir assistir. Tem ainda uma montueira de artistas daqui que eu não conheço mas também não vou perder a chance de assistir. O lado mais bacana de tudo isso? O preço! 44$ já com impostos pra assistir a todos os shows! E a gente ainda pode contar com a estrutura montada que é coisa fenomenal. Linhas de ônibus operando durante todo o tempo, com reforço de frota e carros a cada 15 minutos e policiamento constante.

Mapa do Festival de Verão

Tem shows pela cidade inteira!

Os eventos principais acontecem na Plaines d’Abraham, ondem também acontecem as principais atrações do Carnaval de Inverno. A estrutura, bom, não tem nem o que comentar. É tudo muito bem feito e organizado. Os passes que compramos são pulseiras com chips embutidos (RFID) que permitem o controle e tráfego do pessoal. A entrada é gratuita para crianças até 12 anos acompanhadas de um responsável. E,  se você tem dúvida se dá pra levar as crianças em shows como esses, não precisa nem perguntar. É CLARO que vamos levar o moleque pra assistir ao menos ao Rush, pra que ele conheça de perto o que é Rock’n Roll!

Pra moçada que está por aqui por estes lados ou que está programando estar por aqui nesta época, sugiro ficar antenado. Compramos nossos ingressos hojes nas lojas dos mercados Metro. A venda pela Internet começa a ser feita dia 1o de maio as 10h da manhã, horário daqui. São apenas 60,000 ingressos e deve acabar logo. Hoje pela manhã, quando pegava carona com a Márcia pra ir trabalhar, passamos na frente de vários Metros e todos já tinham fila, as 8h da manhã!



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23/03/2010, Imigrando com filhos adolescentes »»

Recentemente acompanhei uma discussão sobre como tratar de imigração quando você tem filhos adolescentes. Não foi o nosso caso, mas deve ser o de muita gente. Como eu gostei realmente da opinião de uma das pessoas, resolvi publicá-la aqui.

1. deixe bem claro pros seus filhos que esta e a nova realidade. nao deixe que eles se apeguem a uma esperanca/possibilidade de retomar a vida no brasil do mesmo ponto que eles deixaram. a vida segue e mesmo que que voltassem nunca poderiam continuar do mesmo ponto que deixaram. transmitam confianca no que diz respeito a este passo que vcs estao dando.

2. de apoio emocional. mostre empatia ao que eles estao sentindo: ‘sim, eu sei que vc gostaria de ficar no brasil”, “”sim, eu imagino que vc sinta-se frustrado por ter que deixar a vida que vc construiu aqui e recomecar”, “mudanca gera incertezas e insegurancas, eu entendo que vc nao queira dar este passo”, etc.
mostrem a eles que vcs tb tem medos e receios. que vcs tb sentirao saudades dos amigos, familias, do emprego, etc. quando eles perceberem que vcs estao no mesmo barco que eles, se aproximarao. evita-se assim o pensamento: “minha mae/pai nao me entendem. pra eles e facil, nao tem que abrir mao de tudo como eu”, etc. deixem eles perceber que vcs sao humanos tanto quanto eles, que tem medos e incertezas. facam-no de uma forma que ainda assim eles os vejam como fortes e vencedores, e o + importante: que vcs sigam sendo a coluna de sustentacao de seus filhos.

3. deixe bem claro que independente do que venha acontecer e das diferentes opinioes vc e sua esposa estao com eles pro que der e vier e que irao apoia-los no que for preciso.

4. certifique-se de que seus filhos se sentem a vontade pra conversar com vc e sua esposa sobre seus medos e tristezas. incentive-os a conversar com vcs e expor seus receios. eles precisam de uma valvula de escape.

5. estudem juntos sobre as inumeras possibilidades que esperam por eles no canada.
surfem na net sobre escolas diferentes, summer camping, atividades de inverno, cursos extra-curriculares (musica, esporte, linguas, danca etc.), lugares que gostariam de passear juntos, etc. se eles estao deixando algo que fazem no brasil e gostam muito, comecem a procurar juntos uma alternativa. a intencao e deixa-los empolgados com as novidades que virao. fazer com que vejam o lado positivo da coisa.
o novo/desconhecido muitas vezes e visto como ameacador. o remedio e diminuir o desconhecido.

6. repitam sempre que o objetivo da mudanca e de dar a familia uma melhor perspectiva de vida, que todos vcs – sem excecao – estao investindo no futuro familiar e individual de cada um. eles podem fazer pouco caso disso hoje, dizer nao acreditar, mas funciona. e como osmose. e como diz o ditado: agua mole em pedra dura tanto bate ate que fura. entao podem comecar cantarolar nos ouvidos deles! rsrsrs

7. talvez eles parecam ja grandinhos, mas na verdade ainda sao criancas em seus coracoes. e como toda crianca eles precisam saber acima de qq coisa que vc e sua esposa os amam muito. que enfretarao esta mudanca juntos. “um por todos e todos por um”.

8. depois que ja chegarem ao canada dividam com seus filhos suas dificuldades. quando vcs coemcarem a contar suas experiencias eles se sentirao mais a vontade pra contar as deles. e ainda se sentirao aliviados de ver que e normal ter dificuldades, e nao sentirao que estao decepcionando vcs ou nao respondendo a expectativa de que eles se adaptem facilmente.



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Para Refletir
"O preço que os bons homens pagam pela indiferença pelas questões sociais é serem governados por homens maus. (Platão)"