| Que tal trabalhar em alto mar e ganhar bem? |
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Pelo menos essa é a proposta das empresas que buscam pessoas para trabalhar em cruzeiros marítmos. É, sabe aqueles barcos imensos, cheios de gente, com piscina, salão de festa, bar, pista de patinação, quadra de tênis, shopping center, quadra de futebol, uma miniatura do simba safari e até uma sede da usp? Pois é.
As empresas que fazem a seleção de candidatos para trabalhar em cruzeiros marítimos estão com dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Quem estiver interessado ainda tem tempo de se candidatar já para a próxima temporada. Duas empresas que recrutam tripulantes estão com 800 vagas abertas para camareiro, auxiliar de limpeza, garçom, recreacionista, recepcionista, barman e chefe de cozinha, entre outras posições. Os salários variam de US$ 600 a US$ 3.200 por mês (entre R$ 1.200 e R$ 6.400). Para qualquer dos cargos, é exigida uma idade mínima de 18 anos e experiência nas áreas de bar, restaurante ou hotel – mas não é necessária a comprovação na carteira de trabalho; basta uma carta de referência. O fundamental é saber falar inglês fluentemente, e é justamente aí que está a dificuldade para preencher as vagas. Em uma das empresas, mais de 60% dos candidatos perdem a oportunidade por não conseguir passar pela primeira entrevista. “A gente recruta no estado de São Paulo inteiro, no Rio de Janeiro e no Sul. O Nordeste é um mercado que agora está abrindo também”, afirma Verônica Mesquita, presidente da empresa de recrutamento. O desejo de conhecer o mundo é um dos motivos que levaram vários candidatos a um processo de seleção em Santos, no litoral de São Paulo; juntar dinheiro é o outro. “O navio é uma oportunidade melhor porque você não tem gasto com acomodação, alimentação”, diz um candidato. O assistente de garçom Rodrigo Schrammel trabalhou cerca de quatro anos a bordo de navios e teve a oportunidade de conhecer países como Inglaterra, Noruega, Itália e França. Agora, espera por uma nova oportunidade. Outra candidata, Thirciane Diegues, foi aprovada na primeira fase da seleção. “Se der tudo certo, vai ter a saudade da família, mas a gente tem que encarar”.
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