| Canada: A próxima Índia? |
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Reportagem apresenta que o mercado de off-shore em TI em breve terá mais um ponto forte de competição, o Canadá. Será este mais um sinal de que o império do sr. Bush está chegando ao momento de declínio de alguns preconizam?
Pelo menos é o que afirma uma reportagem da Information Week publicada nesta terça-feira (02.10.07). Há alguns meses atrás publiquei aqui uma notícia sobre o Vietnã também se tornar centro de off-shore no mundo. Agora é a vez dos canadenses. Bem, vamos analisar bem as diferenças. O Canadá tem custos bem maiores que o Índia, Brasil e China, por exemplo. Contudo, eles tem uma grande vantagem no que se refere ao posicionamento geográfico e a cultura: estão na América do Norte. Ou seja, falam inglês, estão acostumados ao modelo de negócio norte-americano e além disso tudo, ainda falam francês. O canadense é um profissional extremamente capacidade e de fácil aceitação cultural, além de ter uma cultura de adaptação tão comum quanto o brasileiro (capacidade essa raramente encontrada em indianos e chineses). Outra vantagem é a facilidade do processo de imigração canadense. Ao contrário de seu vizinho Estados Unidos, o Canadá tem uma política que privilegia pessoas capacitadas, com no mínimo curso técnico ou superior, o que favorece principalmente profissionais de TI. Isso acaba sendo um grande atrativo para grandes empresas de tecnologia tal como a própria Microsoft, que recentemente apresentou seus planos de fixação na cidade de Vancouver (à oeste do país), e até mesmo o Google, com um centro de negócios na cidade de Montréal. Além disso tudo, o país tem uma área continental imensa, o que o divide em vários fusos horários diferentes, tendo a possibilidade atender desde a Leste Asiático até a Europa Ocidental sem grandes problemas de fusos horários. Se considerarmos também a população que já faz parte da comunidade canadense, Vancouver é a cidade com a maior concentração de chineses, tendo eles imigrado a duas, três e até quatro gerações atrás. Com isso, a barreira linguística que restringe a aproximação do ocidente à República Popular da China é superada de maneira natural por meio desses novos profissionais que já constituem a base atual canadense. Vamos ver o que acontece daqui pra frente. |
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