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E a ordem é: Façam Filhos! PDF Imprimir E-mail
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E quem vai pagar por eles?
Parece até brincadeira, mas não é. Depois de anos se falando em super-população, debates e mais debates sobre utilização racional dos recursos naturais e conscientização sobre destruição ambiental, parece que (como tudo o mais) está sendo esquecido ou não levado muito a sério por alguns. Entre eles: o governo Russo e até o Papa?

Acabei de ler uma notícia no mínimo curiosa enquanto navegava no site do Terra, cujo conteúdo parcial apresento abaixo:

Os habitantes da cidade de Ulyanovsk, capital da região russa de mesmo nome situada no curso central do rio Volga, aproveitarão hoje o feriado que foi decretado pelo governador local, Serguei Morozov, só para que a taxa de natalidade regional aumente. "Dia da comunicação familiar" é o nome oficial da data que, a partir deste ano, será comemorada a cada 12 de setembro em Ulyanovsk. Porém, os habitantes da localidade já a batizaram de "Dia da fecundação".

(...)

No entanto, Ulianovsk não é uma exceção. Segundo declarações feitas na semana passada pelo primeiro vice-premier da Rússia, Dmitri Medvedev, o país tem registrado números recordes de nascimento desde o fim da União Soviética, em 1991.

Segundo as previsões oficiais, a população do país, atualmente de 142 milhões de habitantes, se estabilizará em 2015 e experimentará um aumento de três milhões nos próximos dez anos.

Segundo o presidente do Conselho da Federação (Senado) russa, Serguei Mironov, o objetivo, a longo prazo, é aumentar a população do país até 250 ou 300 milhões de habitantes.

"Se não fizermos nada no âmbito demográfico, a Rússia pode chegar a 2080 com 52 milhões de habitantes. E não é preciso ser um grande especialista em geopolítica para saber que, com uma população dessa, não é possível manter um país com um território tão extenso e tão rico", disse o líder do Senado.

Se não bastasse isso, houve também a declaração do atual Papa, e agora profeta, "Chico" Bento XVI. Segundo ele "a Europa tem pela frente um futuro sombrio com a diminuição da natalidade e uma rejeição aos valores tradicionais e a Deus". De acordo com Sua Santidade, "a Europa se tornou pobre em crianças. Queremos tudo para nós, e dedicamos pouca confiança no futuro".

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É fato que a população da Europa está sofrendo do mesmo efeito que em países desenvolvidos ao redor do mundo, onde a população possui expectativas de vida cada vez maiores com taxas de natalidade cada vez menores. Na Europa, por exemplo, a média gira em torno de 1,5 filhos por família, não muito diferente do Canadá que tem a média de 1,3 filhos por casal. Muitos países já começaram a tomar atitudes para previnir o impacto negativo que uma população de idosos vai causar aos serviços públicos dentro dos próximos anos, mas nenhum deles ainda conseguiu resultados que comprovem suas atitudes.

Voltando ao fato do Papa, não acho que ele esteja errado em dizer que faltam crianças, mas ele também não é o cara mais indicado pra falar disso. Afinal, um homem que nunca foi casado e vive às custas da Igreja e que nunca teve filhos não tem muita noção do quão caro e cansativo é criar e educar com valores decentes uma criança hoje em dia. E ele ainda reclama de 1,5 filhos por casal!

 
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