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Vai trabalhar com TI o resto da vida?
Aqueles em busca de vida eterna precisam voltar seus esforços para a informática. É muito rara a tomada final quanto à descontinuidade de uma tecnologia, aquele momento em que você realmente desiste de algo e o joga em uma sala escura e esquecida, como aconteceu com muitas séries enlatadas dos anos 70. Assim, mesmo não sendo simples para alguns profissionais encontrar empregadores que necessitem de seus serviços, é muito difícil considerar essas habilidades – ou qualquer outra, realmente – mortas.

Na verdade, quanto mais você tenta se livrar de uma tecnologia ou declará-la morta parece que mais se torna evidente que você depende dela. Após uma pesquisa que envolveu uma lista de especialidades e tecnologias, profissionais da PC World chegaram a um relatório das 10 mais especialidades ou tecnologias que estão morrendo ou em processo de desaparecimento. Mas, vale lembrar o que foi dito por Stewart Padyeen, fundador da AdPickes Inc., “Obsoleto é um termo relativo e não absoluto no mundo da tecnologia”.

Antes de começar a ler, é melhor ter em mente uma coisa. Não fez essa pesquisa nem tampouco concordo com tudo que tem aqui. Experiências a parte, cada um tem sua opinião. Eu fico com a minha. Quem quiser meter o pau na reportagem original, sinta-se à vontade acessando o site da notícia.

1. Cobol
O ano 2000 foi a segunda corrida do outro para os programadores Cobol que buscavam uma oportunidade para ganhar melhor. Contudo, há mais ou menos 6,5 anos não há nem sinal de atualização ou novidade na linguagem. Ao mesmo tempo, enquanto pouquíssimas universidades preocupam-se em cobrir essa tecnologia em seus currículos, quando você conversa com pessoas da área sempre escuta que existem milhares de aplicações em organizações que precisam de manutenção.

Para aqueles que desejam realmente um lugar nesse mercado é possível encontrar vários cursos de Cobol em consultorias e empresas, onde a disputa por um profissional atinge ofertas de até R$ 12 mil. No Brasil  instituições financeiras e outras grandes corporações possuem uma base legada de aplicações que representam o funcionamento primordial da companhia, sendo impossível abrir mão da tecnologia.

2. Bancos de Dados não-relacionais
Nos anos 80 existiam duas grandes tendências no gerenciamento de sistemas de bancos de dados: sistemas hierárquicos, tais como o IMS e o SAS, bancos de dados relacionais, tais como o IDMS e o Oracle, antigamente chamado de VAX DBMS. Hoje, contudo, ambos foram substituídos pelos bancos de dados relacionais (ou DBMS), representados por bancos de dados como o DB2, o Oracle Database, Microsoft SQL Server, entre outros. Os demais raramente são inclusive tratados em cursos superiores.

3. Redes não-baseadas em IP
A tecnologia TCP/IP tomou conta do mundo. Como resultado existe cada vez menos demanda para sistemas SNA (Systems Network Architecture, da IBM). “Isso praticamente não vale nada”, diz David Foot, presidente da Foote Partners LLC em New Canaan. Foote afirma que o mercado paga pelas habilidades dos profissionais de maneira indireta na forma de uma percentagem do salário dos funcionários ou em bônus anuais, que basicamente serão utilizados pelas pessoas para cursos de aprimoramento. A tecnologia SNA demanda menos de 1% dos investimentos feitos em treinamento desses profissionais.

Apesar do fato de que muitos bancos, seguradores e outras companhias tenham feito grandes investimentos em redes SNA, as ofertas de educação nessa área são raríssimas. O atual modelo TCP/IP basicamente é dominante.

4. cc:Mail
O hábito de “armazenar e passar pra frente” dos sistemas de e-mail dos anos 80 foi (e ainda é) a base de mais de 20 milhões de pessoas. Contudo, uma vez que o uso dessa ferramenta está diretamente ligado à integração com sistemas mais complexos tais como o Lotus Notes e o Microsoft Exchange, cada vez menos as pessoas adotam a política de gerar mensagens duplicadas.

Hoje o uso do e-mail está ligado a praticamente tudo, desde sistemas corporativos até telefones celulares. E cada vez mais as informações tornam-se mais divulgadas, evitando a necessidade de comunicar tudo para todos de maneira tão pouco colaborativa.

5. ColdFusion
Esta linguagem de programação para Web lançada no meio dos anos 90 pela Allaire Corp. (depois comprada pela Marcromedia e que recentemente foi comprada pela Adobe), certa vez tão popular, foi substituída por outras plataformas de desenvolvimento, incluindo a Active Server Pages e .NET da Microsoft, Java, Ruby on Rails, Python, PHP e outras linguagens open-source.

As discussões sobre o fato de ColdFusion ser tão robusta quanto suas concorrentes continua, mas definitivamente os investimentos nesse tipo de profissional praticamente desapareceu, soterrada por outras tecnologias.

6. Programação C
À medida que a popularidade da Web cresceu, a linguagem C tornou-se cada vez menos procurada. C++ e C# são linguagens ainda muito utilizadas, seja para Web ou quaisquer outras finalidades. Ao procurar por um programador unicamente C é muito fácil encontrar gente desempregada ou estudando novas tecnologias.

7. PowerBuilder
Era muito comum no início dos anos 90 o conceito de que PowerBuilder era uma tecnologia quentíssima para quem quisesse ganhar bem. Desenvolvida pela Powersoft Inc., essa ferramenta de desenvolvimento foi comprada em 1994 pela Sybase Inc., que um dia foi um grande concorrente da Oracle.

Hoje em dia, desenvolvedores PowerBuilder estão no final da lista de demanda de profissionais de desenvolvimento de aplicações, pagando quase o mesmo que programadores Cobol. Aliás, essas tecnologias estão intimamente ligadas, principalmente no mercado financeiro, onde seu uso foi amplamente difundido. O produto continua em desenvolvimento, com o lançamento do PowerBuilder 11 esperado para este ano, o qual incorpora a habilidade de gerar código .NET.

8. Engenheiros NetWare Certificados
No início dos anos 90 era praticamente uma necessidade tornar-se CNE, ou Engenheiro Certificado NetWare, especialmente com a Novell dona de 90% do mercado de servidores. Hoje, contudo, não é difícil encontrar CNEs estudando novas tecnologias para manterem-se no mercado. Parece até que aconteceu da noite para o dia. Todo mundo tinha Novell e num período de 2 anos eles migraram par NT. A Novell afirma que vai continuar suportando o Netware 6.5 até 2015. Contudo, muitas de suas certificações foram tiradas do mercado, incluindo o Máster CNE e o NetWare 5 CNE, e já existem planos para retirar o NetWare 6 CNE também. Apesar das empresas ainda pagarem por profissionais CNE a preço de ouro, a cada dia que passam eles são menos procurados.

9. Administradores de redes PC
Com o movimento acelerado para consolidar os servidores Windows, cada vez menos existe a necessidade de ter um administrador de redes para os servidores. “Isso é muito claro quando vemos centros de treinamento e capacitação técnica de 1 ou 2 anos”, diz Nate Viall, presidente da Nate Viall & Associates, uma companhia de recrutamento de AS/400.
Pessoalmente isso é uma grande verdade no mercado externo. Aqui no Brasil muita gente ainda aposta em soluções baseadas em open-source ou mesmo servidores Unix como Solaris, AIX, HP-UX, entre outros. Nesses casos tais profissionais são cada vez mais disputados.

10. OS/2
Uma tradução literal do OS/2 poderia ser “dinheiro jogado fora”. Inicialmente criado pela Microsoft e IBM e lançado durante a feira de 1987, a parceria logo acabou. E depois de repetidos fatos negativos ligados ao fiasco do projeto, a IBM finalmente descontinuou as vendas em 2005.

Mesmo com todos os fatores contra, o OS/2 possui uma comunidade dedicada e até mesmo uma companhia que se dedica à venda do sistema operacional sob o nome eComStation.

 
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