| Estudo revela o quê as mulheres buscam na área de TI |
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Já notou quantas mulheres existem na área de TI? Agora, quem tem mais de 30 deve se lembrar como eram as coisas quando era mais novo e trabalhava com seu tk85. Quantas mulheres existiam que realmente chegavam perto daquelas coisas de telas verdes e teclados barulhentos? Pois é. O negócio mudou. Hoje você olha pro lado e é quase impossível não ver alguém do sexo feminino trabalhando com TI. Mas, o que elas esperam dessa vida? As empresas de recrutamento insistem em enfatizar a falta de promoção e a segurança no trabalho são fatores que mantém as mulheres longe da área de TI. Pelo menos é o que diz um estudo da Penn State feito com 92 mulheres que trabalham na área. Recrutadores e head-hunters não reconhecem que as mulheres têm valores e motivações bem específicas no que se refere às suas carreiras, afirma Eileen Trauth, professora de ciências da informação e tecnologia na Penn State’s College of Information Sciences and Technology, autora do trabalho “O que as mulheres querem: Uma Investigação sobre os objetivos Femininos na Carreira de TI”. Apesar de representar quase 60% da mão-de-obra do mercado, acredita-se que esses números são muito menores. Em torno de 32% estão realmente trabalhando na área. Tal diferença não somente prejudica a melhoria da qualidade e a flexibilidade desse mercado, mas também desconsidera uma fatia de profissionais que possuem capacidade de contribuir para o desenvolvimento da inovação e da economia, complementa a professora. Considera-se que a carreira é o fator primordial paras as mulheres, onde a estabilidade e a segurança são os pontos principais. No estudo feito pela professora Trauth, foram considerados três aspectos principais: competência tecnológica, competência gerencial e segurança organizacional. Foram entrevistadas mulheres de diferentes origens étnicas e identidades culturais, além de idades e históricos escolares diferentes. A função desempenhada também foi considerada, tendo sido entrevistadas mulheres em diferentes cargos, desde CIO e outros cargos de nível gerencial até desenvolvedoras Web e administradoras de redes. As descobertas dos pesquisadores apontam, por exemplo, que: apesar das teorias tradicionais, nenhum desses fatores sozinho é decisivo na escolha da carreira para as mulheres. Enquanto que 30% afirmam que escolheram a área por conta da afinidade, as demais afirmam que buscavam carreiras em áreas gerenciais. Contudo, não houve um consenso quanto a se gerentes devem abrir mão de habilidades técnicas para desenvolver suas carreiras ou não. 28 das mulheres entrevistadas nesse estudo expressaram maior afinidade e interesse na área técnica. Dentre essas, o fato de desempenharem funções que permitem o aprimoramento de suas habilidades em áreas técnicas é a característica preponderante. “Trabalhar com TI é a oportunidade perfeita para uma criança que cresceu em um ambiente de disfunção familiar”, explica a arquiteta de operações de 49 anos que teve uma infância problemática. “Eu posso me organizar. Eu posso colocar esse monte de coisas em ordem. Eu tenho um local de ordem perfeita. Eu posso compilar algo e ver que realmente funciona. São essas e outras ‘coisinhas’ que existem na vida de desenvolvedor que sempre vão te dar alguma certeza. É sempre a mesma coisa.” 18 das profissionais entrevistadas demonstraram maior afinidade com a área gerencial. Elas falaram sobre os valores da carreira que lhes garantiu a oportunidade de supervisionar, gerenciar e coordenar o trabalho dos outros. “Meu grande interesse é me tornar gerente de TI ou analista de negócios”, fala a analista de sistemas de 34 anos. “Eu não acho que eu consiga ficar programando muito mais tempo. Eu gosto realmente da característica de ‘solução’ da área de TI, mas ficar ‘escovando bits’ não é algo que eu realmente goste.” Diversas outras entrevistadas falaram sobre a importância de manter-se em constante atualização acadêmica para galgar novos horizontes na área de gerenciamento. “Meus pais dizem que poderiam pagar [somente] por quatro anos de estudo, o que não me permitiria me tornar advogada, por exemplo”, explica a CIO de 48 anos. “Eu concordei com a posição deles mas, como eu tinha interesse em realmente ganhar dinheiro, pensei: ‘o que mais eu poderia fazer?’ Após uma breve pesquisa descobri que a indústria da computação seria o próximo grande boom, e aqui estou eu”. |
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