Coisas do cotidiano do Québec

Três meses aqui já dá pra ter uma boa referência de como é viver por aqui. Não dá pra conhecer a fundo, mas já é tempo suficiente pra plantar e colher cogumelos.

Enfim, a Márcia já fez isso antes e agora me sobrou um tempo fazer eu também. Vou colocar algumas coisas curiosas que notei por aqui:

  • Fila de ônibus: Pode parecer estranho mas, não tem fila pra entrar no ônibus. Nada daquelas minhocas quilométricas que a gente tinha que enfrentar e quando chegava o coletivo todo mundo ia se empurrando pra entrar. Pelo contrário, além de não ter ordem, quando o ônibus chega todo mundo sem se matar. E dependendo do lugar até te dão a vez.
  • Fazendeiro != Matuto: Pois é. Tive a oportunidade de ir nesses mercados diretos do produtor antes de começar a esfriar pra valer. Parava nas barracas e ficava conversando com os próprios produtores sobre os produtos, os diferentes tipos de solo, a região, o país, a condição financeira dos produtores, os modelos novos dos carros, a história da colonização da Autrália, o período Meiji no Japão, a psiquê e os efeitos nocivos da exposição à violência, a história do império egípcio. Pois é. Logo cheguei à conclusão que o inverno deve ser muito, muito, muito frio e TV a cabo e Internet são a base da sobrevivência…
  • As línguas deveriam ter outros nomes: Sou partidário de que os idiomas deveriam ter suas denominações mudadas a partir do momento que evoluem. Por exemplo, no Brasil já não se fala português faz muito tempo. Tem gente que até me olha torto quando digo que falo brasileiro, mas é a pura realidade. Aqui é a mesma coisa. O que se fala no dia-a-dia aqui já foi francês e há muito tempo atrás. Filmes franceses da TV5 nunca foram problema pra mim, até o telejornal daqui eu entendia, mas o cotidiado é um troço totalmente diferente, principalmente se você ouve velhos ou adolescentes falando. É mais fácil fazer sudoku no escuro.
  • Faça você mesmo: Depois de se habituar ao jeito de ser daqui a gente aprende como nossa cultura no Brasil é colonialista e escravagista ainda. O sul do país nem tanto mas caras quem morou no norte/nordeste vai entender melhor isso. Taxista te leva de um lugar pra outro, nao te ajuda com mala nem nada. Caixa de mercado passa tuas compras, tu é quem tem que ensacar tudo. Frentista?! A cultura aqui é muito, muito voltada ao do-it-yourself. Por causa disso tem muitas opções de bricolagem, artesanato, pintura, tudo que vocês imaginar tem. Mas não espere que façam pra você. Trate de se mexer.
  • A torre de Babel é aqui: No Brasil a gente simplesmente fala português. Quem fala qualquer outro idioma, até mesmo a língua do P, é tido como diferente. Aqui é diferente. As pessoas mantém seu idioma materno vivo e isso se integra na vida cotidiana. Recebi um newsletter da minha empresa falando da nova empresa de contabilidade onde os funcionários tem descontos. O atendimento é feito em inglês, francês, espanhol, hindi, italiano, checko, filipino, grego, hebraico e até klingon se duvidar. E fica assim o dia inteiro. Você conversa com as pessoas em francês, te respondem em inglês. Você fala inglês, te respondem em francês e misturam qualquer outro idioma junto. Isso aqui em Québec. Dizem que Montréal e outras cidades isso é muito mais acentuado. E o mais interessante é que todo mundo vive tranquilo, sem se matar.
  • Carro não é artigo de luxo: São poucas as coisas que já vi por aqui que realmente são artigos de luxo. Se bem que eu ainda sonho em ter uma casa onde eu possa ter uma banheira de hidromassagem gigante onde eu possa ficar assistindo TV… Mas enfim, carro é barato e todo mundo realmente acaba tendo acesso a um. Também, veja só. Tem carro 0km vendido a juros zero e em 72x. E não é um carro, é um Toyota Corolla. Detalhe é que o valor do carro é proporcional a um carro popular no Brasil, só que pelado, sem nem motor se duvidar. E aqui o veículo só falta vir com heliponto e frigobar.
  • Impostos e legislação: O fato de ser diferente não basta pra explicar as coisas por aqui. Tem muita, muita, muita, muita informação sobre impostos por aqui. Você só conhece o pico do iceberg. Não bastasse os impostos federais aqui tem a independência provincial também, o que te põe à mercê da legislação local também. Com base no que eu já andei lendo dá pra reduzir muito o que se pagar. De fato, tem situações em que você até recebe a mais, mas pra isso tem que estudar. Depois de ver tudo isso descobri que a legislação do Brasil é só mau organizada, mas é simples. Aqui é MUITO intricada meeesmo. Contadores daqui ganharam meu respeito.
  • Aprenda a ter paciência: Se tem uma palavra que me dá medo essa palavra é “rendez-vous”. TUDO por aqui se faz na base do rendez-vous. Não espere ser atendido na hora na maioria dos locais onde vai, com exceção de lojas. Aliás, se duvidar deve ter até loja onde você tem que marcar rendez-vous pra ser atendido. Outro dia recebemos uma carta da Igreja onde o Matsuru vai fazer catequese convidando para um evento. Perdemos a data ou não iríamos poder ir, não lembro o que era, mas entramos em contato com a Igreja que nos pediu parar irmos lá. Chegando lá, adivinha só. O tal do encontro era única e simplesmente pra marcar um rendez-vous quando a gente ia conversar sobre a catequese.
  • Crise? Não em TI: É incrível. Em meio a todo esse papo de crise financeira TI continua sendo um campo de guerra. Tem muita vaga sendo aberta diariamente. E prá tudo, programador, analista de sistemas, Q&A specialist, admin de redes, suporte técnico, gerente de proejtos. Estava até lendo e uma lista outro dia de uns caras que são brasileiros, engenheiros, e que pensam em mudar pra TI por causa do aquecimento do mercado e da falta de necessidade de ter que ficar fazendo as provas da Ordem, mas isso é uma questão pessoal. Acho que as empresas recrutam esse monte de gente pra transformar em ração mesmo. Sabe qual o cúmulo do barato? Um programador chinês =)
  • TV aberta é difícil: Claro, depois da Internet, sem a qual a gente não sabe viver aqui, a próximo coisa a ter ido atrás foi uma televisão. Mas tinha comigo que não ia ter TV a cabo como no Brasil porque a programação local é mais que o suficiente pra eu assistir ao que passa. Bom, isso SERIA verdade se a TV pegasse direito. O aparelho é novo, ZERO, e só pega UM canal. Não adiantou nem meter uma antena externa que não tem jeito. A gente assiste só a Radio Canada e se dê por feliz com os chuviscos na imagem. Mas parando pra analisar preços compensa muito ter TV a cabo, mesmo com o pacote mais simples. São 25$ que você pagar por uma gama de uns 30 canais. Achou muito canal? Isso porque tem os pacotes de 300 canais! (alguém REALMENTE assiste isso!?)
  • Aprenda a se programar pra comer também: É preciso ser organizado aqui, sendo realmente obrigatório ter e USAR uma agenda e um relógio. Pontualidade e compromisso são essenciais. Quando você começa a trabalhar então é preciso extender isso pra comida. Todo mundo aqui leva a lancheirinha pro trabalho, normal mesmo. O mínimo que você tem que fazer é preparar o almoço no noite dia anterior. O melhor mesmo é você cozinhar com antecedência pra pelo menos uma semana e deixar congelado. Isso realmente salva MUITO tempo durante a semana e você evita de ficar podre acordado cozinhando um monte após um dia de trabalho e tanto.
  • Salários NÃO são mensais: Diferente de como a gente está acostumado, a grande maioria das pessoas não recebe salários mensais, mas anuais. BRINCADEIRA! Pelo contrário, é comum receber o salário quinzenalmente e até semanalmente. Minha opinião é que isso é pra estimular o consumo mesmo. Dessa maneira não se fica muito tempo sem dinheiro.
  • Dinheiro eletrônico:  Aqui é natural se usar cartão de crédito, mais do que débito. Diferente do Brasil a grande parte dos cartões pode ser controlado online. Você consulta o que gastou, quando e onde. É bom, mas ao mesmo tempo a facilidade de crédito deixa meio sem controle. Use um caderno de padeiro, um quadro branco, um PDA, qualquer software de gerenciamento de contas, até mesmo um chinês!, mas tenha cuidado com seus gastos.

É isso por enquanto. Tem mais coisas mas eu preciso trabalhar agora =)

Eu conto mais coisas à medida que for lembrando.

Vídeos

Eu adoro a facilidade com que a tecnologia promove a independência criativa. Não que isso gere coisas úteis, mas no mínimo interessantes. Sempre ouvi dizer que, todo pinico velho sempre encontra uma tampa. Bom, com a Internet parece que esse ditado se massificou e todo mundo acaba virando tampa de pinico pra alguma coisa.

Recentemente minha esposa resolveu ser cineasta-wannabe. Resultado: está passeando com a câmera fotográfica pela cidade de Québec retratando várias coisas que tem visto por aí, principalmente o que a gente considera novidade.

Pessoalmente eu posso dizer que me reconheci com o trabalho dela. É engraçado e tem coisas bem bacanas. Prá quem tiver curiosidade segue o endereço do Video Channel dela: http://www.youtube.com/marciahoshi

Primeiras impressões e “expressões” de Ville de Québec

Vou colocar minhas primeiras impressões, características e expressões da cultura e cotidiano da cidade de Québec (Ville de Québec). Comentários pessoais (Márcia)  de quem está morando aqui fazem exatamente 9 dias e nunca tinha vindo antes para o Canadá.

  • Os dias de calor são realmente quentes, temperatura média de 28 graus com céu azul, sem nenhuma nuvem e o sol parece estar mais próximo da gente e brilhar mais. Essa era a temperatura média na semana de 1 de setembro.
  • O clima é mais seco, dá para notar que o cabelo fica diferente, mais seco e com estilo de vassoura hehehe. Tenho a impressão que fica menos oleoso também.
  • Já tivemos um dia de tempo nublado e com vento. Realmente o vento, como eu já tinha ouvido falar, é realmente meio chato. Venta bastante. Tem-se a sensação de temperatura mais fria, no inverno isso deve doer hehehe.
  • O sol faz as pessoas saírem de casa. Os parques ficam cheios. A “praia” do Rio São Lourenço também fica cheia. O rio São Lourenço atravessa a cidade.
  • No primeiro dia que chegamos fomos levados a uma praça para jogar volei. Muito legal essa primeira impressão. Essa praça pública parecia o Clube Paiol para quem é de Campo Largo e o Cultural para quem é de Curitiba. Impressionte, mas era uma praça pública com piscina azul e limpinha, tobogã, quadra de volei de areia, quadra de tenis pintada de verde e branco como na TV, parquinho de areia para as crianças. Tudo muito bem cuidado.
  • No calor todo mundo anda na rua: crianças, adultos e pessoas idosas. Andam muito, mas muito mesmo de bicicleta. Tem uma estrutura excelente de ciclovias por aqui. Geralmente as crianças não andam sozinhas de bicicleta quando a distância é maior. Existem uns carrinhos que são puxados pelas bicicletas e as crianças ficam protegidas do sol e não precisam pedalar, estilo uma carrocinha. Também é comum aquelas bicicletas duplas, onde várias pessoas pedalam, no caso das crianças elas ficam sentadas mais sem precisar pedalar de verdade. Aqui o povo não fica em casa só por que tem filho pequeno, eles tem solução para tudo para passear com ou sem criança. Já vi gente andando na rua com chuva e com carinho de bebê e o carrinho de bebê era protegido com um plástico próprio que se adaptava certinho ao carrinho. Ou seja, foi comprado em algum lugar pois é comum as pessoas saírem a pé com os carrinhos. A propósito, as calçadas são para se andar de carrinhos, a pé ou bicicleta. Não são de pedra e sim cimento, bem lisinhas.
  • A praia do rio Sao Lourenço é interessante e diferente para nós. A areia é meio cinza e grossa, o rio tem umas ondas leves e pequenas. Não vi as pessoas dentro da água, pelo menos aquele dia que eu estava lá. Mas tinha muito barco a vela navegando, quando digo muito é porque é muito. Ter um barco é bem comum para quem tem casa por aqui.
  • A areia da praia é outro cenário a parte, as pessoas fazem pique-nique na areia. Estendem as toalhas e comem como se estivessem num gramado.
  • Na praia de rio eles usam roupas de verão e as mulheres usam biquinis também. Não são tão feios assim, são horríveis hehehe. A parte de cima é razoável, mas a parte debaixo é enorme e alta, tipo biquini importado que se ve na televisão.
  • A roupa de praia das crianças também é um pouco diferente, tem muita criança que parece que está com roupa normal, mas na verdade eles estão usando roupa de lycra. Pelo que entendi, o importante na praia é usar uma roupa de lycra para molhar, não necessariamente estar sem roupa ou com pouca roupa.
  • Conhecemos um parque que é a beira do Rio São Lourenço (Baie de Beauport) que pagamos 6 dólares por carro. A estrutura do parque é fenomenal. Tem um gramado enorme com mesas enormes de cimento para o pessoal fazer pique-nique. O engraçado das mesas (geralmente com 3 ou 4 metros de comprimento) é que elas não tem cobertura, tipo telhado para se esconder do sol, pois o objetivo do povo é tomar sol na cabeça mesmo. Alguns levam sombrinhas e guarda-chuvas e colocam em cima da mesa para proteger um pouco do sol. Mas a maioria fica no sol. No grupo de brasileiros que estávamos, o pessoal levou aquelas tendas enormes para ficar sentado embaixo. Ainda bem, senão estaríamos fritos no sol de 30 graus.
  • O parque Beauport tem um prédio que tem banheiro, estilo banheiro chique de shopping. E tem chuveiro se você quiser tomar banho antes de ir embora. Não entrei na parte dos chuveiros, mas o pessoal que estava conosco deu banho nas crianças antes de ir embora. Seguindo o mesmo estilo dos banheiros, a estrutura dos chuveiros deve ser excelente também. Ah! Um detalhe, o vaso sanitário fazia descarga sozinho. Você faz a sua necessidade e quando sai de dentro do banheiro o vaso se encarrega de fazer a descarga, sem você se preocupar com essa atividade hehehe.
  • Uma coisa fantástica e simples que gostei no parque, foi o chafariz. Ele é um sucesso a parte. O chafariz com vários canos altos, tipo 10 metros para cima que jorram água e cai em forma de chuva. Então todas as crianças ficam brincando na chuva, como adultos também. Como estava muito quente naquele dia, tinha muita criança brincando.
  • Os brinquedos no parque de areia, também merecem um destaque especial. São adequados a cada tamanho das crianças. Tem balanços com proteção para crianças menores de 1 e 2 anos. Os balanços de tábuas que nós conhecemos é somente para as crianças maiores de 5 anos mais ou menos. Os brinquedos são de vários materiais como metal e plástico. Tudo adequado para a criança não se machucar, nada de brinquedo de manilha e coisas do gênero.
  • A areia que fica embaixo dos brinquedos é muito gostosa. É uma areia mais solta, fofa e que não suja. As crianças ficam horas brincando na areia e não ficam melecadas.
  • As casas daqui são de filme e parecem casas de Lego e de boneca. Realmente as pessoas moram em casas sem cerca e perto da rua. E as casas são uma do lado da outra, e o engraçado é que você não ve as pessoas nas casas ou fora delas. Em algumas casas que moram idosos você os vê lendo embaixo das árvores ou então se embalando naqueles balanços que cabem 4 pessoas e uma fica de frente para a outra. Bem linda a cena.
  • Os carros andam bem devagar nas ruas de casas e prédios. Tipo 30 km no máximo. Os prédios são baixos. No máximo 3 andares e não tem elevador. Existem alguns poucos prédios mais altos, mas a maioria são de 3 andares e todos iguais de tijolinho a vista.
  • Os carros, bem os carros são todos carros importados para nós hehehe. E qualquer carro aqui é um carrão. Muita gente e principalmente quem tem criança tem Van de 6 a 7 lugares, inclusive os brasileiros que moram aqui. Um brasileiro que tem 3 crianças comprou uma dessas VANS de 7 lugares (tipo um classe A grande) nova por 25 mil dólares. Se você converter para real é relativamente caro, mas se você ganhar em dólar nao é. Imagine, com 25 mil você não compra nem um palio simples no Brasil.
  • A grande maioria dos predios e casas tem piscina. Incrível a importância que eles dão aos poucos dias de sol que se tem durante o ano.
  • Os caminhões são enormes, cabine dupla e os caminhões que fazem manutenção na cidade também são enormes e estranhos, cheio de canos, mangueiras e tudo enorme. Os guindastes de construção são coisas de filme também.
  • Os ônibus andam tranquilos e os degraus são da altura do meio fio, então voce não salta do ônibus, simplesmente você sai pela porta, pois a altura da porta do ônibus é a mesma da calçada de fora. Achei isso fantástico e como isso ajuda hehehe. Os pontos de ônibus são geralmente em postes e ao ar livre, alguns tem uma cobertura de vidro para os dias de neve e frio. Senão você fica ao ar livre no sol. Existem motoristas homens e mulheres, bem comum as mulheres dirigirem ônibus aqui. Os ônibus são identificados por números e não por nomes, nós por exemplo usamos geralmente os onibus 800, 801 e 7 que passam aqui perto de casa.
  • Outra característica interessante do ônibus é que a porta de saída não abre sozinha. O ônibus pára no ponto e você empurra levemente a porta ou mexe com a mão na frente de uma lâmpada e a porta se abre. Vantagem disso é que a porta não te esmaga de repente se você estiver próximo a ela quando o ônibus estiver cheio. O ônibus cheio ou um pouco cheio acontece em horários de pico durante o dia, mas nada chega ao ponto do povo ficar se esfregando em você.
  • O semáforo de pedestre é interessante. Você tem em média 20 segundos para atravessar a rua, quando o sinal abre para o pedestre no poste você vai acompanhando a contagem dos 20 segundos regressivos (20,19,18,…0), assim você não precisa correr na hora de atravessar, pois você sabe qto tempo ainda tem para o sinal abrir para os carros.
  • Os banheiros possuem aquelas banheiras brancas e com cortina de plástico. Não sei se os prédios mais recentes possuem box de vidro ou plástico.
  • Os apartamentos não tem luz no meio do teto dos cômodos, por exemplo: na sala só se tem uma lâmpada na entrada da sala perto da porta. Se você quiser mais luz tem que colocar abajur.
  • Dependendo do tamanho do seu apartamento você pode ter a máquina de lavar e secar, caso não tenha espaço os prédios possuem máquinas comunitárias, que você paga 1 dólar por lavagem ou secagem.
  • Não existe área de serviço ou lavanderia nos apartamentos, as máquinas são colocadas escondidas dentro de armários embutidos nas paredes.
  • Os armários são um caso a parte. Os quartos não precisam de guarda roupas, pois todo quarto tem um armário embutido na parede com porta de correr. Igual em filmes americanos. E por todo o apartamento também existem outros vários desses armários que são ótimos para guardar qualquer tipo de objeto, pois são espaçosos.
  • Faz parte da cultura local o estilo mais rústico como modelos de móveis mais antigos, retorcidos e trabalhados, cortinas em tecido pesado, camas com aquela estrutura para colocar cortinas ao redor da cama, cores fortes (vermelho, verde musgo, marrom, laranja e afins). Paredes internas das casas e apartamentos pintadas de vermelho e outras cores fortes. Parece muito a Europa.
  • Uma coisa marcante para mim são as roupas da geração da terceira idade. As roupas são muito antiquadas, estilo antigo, estampadas, floreadas. Exatamente como minha mãe e minhas tias usavam em 1978. Combinações como saia evase preta e blusa pink com flores ao redor do decote, vestidos de malha estampada longos sem manga, ou com manga e de gola esporte (quando falo malha, é aquela malha que não amassa, estilo malha de uniforme escolar, só que mais fina).
  • Uma coisa marcante são os olhos dos canadenses. A grande maioria tem olhos azuis muito claros, alguns parecem ter olhos cinza de tão azuis. As mulheres tem um rosto bonito, olhos azuis, sombrancelha escura e cabelo loiro mais puxado para o loiro branco do que loiro amarelo. E parece que eles tem bastante melanina, pois quando tomam sol ficam com uma cor bem bonita. Daí fica o conjunto bronzeado, olho azul e loiro com sombrancelha escura.
  • Grande parte das mulheres usam o cabelo amarrado em forma de coqui, mas num estilo mais espantalho. Parece que está tudo caindo, mas é o estilo. Ou ainda, aquele estilo que a gente acaba usando quando vai fazer faxina em casa e prende o cabelo. Minha dedução diz que esse penteado é em função do vento que se tem por aqui. Acho que manter o cabelo preso é melhor e como venta bastante, o próprio vento despenteia o cabelo e acabou virando estilo. Atençao: isso é dedução própria.
  • Muita gente tinha comentado comigo que os sapatos eram feios e caros. Quanto ao preço é relativo, depende do sapato, loja e afins. Mas o estilo, bem o estilo mais presente pelo menos os que estão nas vitrines são estilo bruxa e boneca (bico redondo com solado mais alto). Sinceramente, a grande maioria tem um estilo bem brega.
  • Até o presente momento minha experiência com horário diz que ele existe e funciona. Então esteja no horário correto quando marcar um horário ou quando for buscar seu filho na escola, senão provavelmente vão te falar que voce está atrasado.

Com o passar do tempo algumas percepções podem ser confirmar ou se alterar. Vou postando meus sentimentos aqui no blog, a medida que os acontecimentos evoluírem.


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