Japão – Parte I

In: Viagens

27 jul 2009

Meu vôo partia de Québec dia 11 de maio, num vôo da Jazz partindo as 9:30 da manhã em direção a Toronto. Consegui uma carona com um amigo até o aeroporto já que o carro ficaria com a minha esposa. Resolvi chegar cedo, mas como é Québec, segunda-feira pela manhã, o aeroporto estava entregue às moscas. Então, chegar as 8:30 era mais que suficiente.

Feito o check-in, fui barrado já na inspeção. A razão foi que eu resolvi ser mais esperto que os outros ursos. Sempre sofro com ar condicionado, principalmente nessas viagens compridas. Com medo de ser preso no aeroporto de Narita por causa do nariz escorrendo ou com acesso de espirros causados pelo ar, levei comigo um pote de Vicki, daqueles com creme, que sempre ajuda a passar minhas crises. Detalhe: o Vicki é creme, então É CLARO que parou no raio-x. E pra explicar pro indiano da inspeção que focinho de porco não é tomada ? Mesmo assim, a mula aqui resolveu ficar com o potinho. Isso ainda ia me causar mais problemas depois.

Já na sala de espera, peguei meu DSi e fui jogar um pouco. Tinha copiado vários eBooks e filmes pra ver no avião (inclusive StarTrek e Wolverine, que não tinha tido a oportunidade de ver no cinema), mas o bom mesmo foi poder usar o wi-fi do Lesage que é gratuito e poder mandar uns e-mails de última hora.

Como meu pai também iria para lá para a cerimônia do meu avô, havia combinado com ele de nos encontrarmos em Toronto, assim dava pra pegar o mesmo vôo. Na última hora ele deu prá trás e disse que resolvera ir pela Europa, pois tinha ouvido falar que vôos vindo da América do Norte estavam sofrendo muito mais com a inspeção das autoridades de saúde japonesas.  Eu esperava com essa pelo menos me livrar pelo menos do impacto da imigração, mas me dei mal. O destino queria que eu fosse sozinho mesmo.

Embarque pra Toronto, vôo correndo super bem, naqueles micro CRJ-705 da Canadaair com aqueles 65 lugares. Eu rezando pro vôo ir vazio pra poder esticar as pernas… não deu muito certo. Tava cheio mesmo. O jeito era jogar o que tivesse no DS e aproveitar os 90 minutos que tinha pela frente.

O teco-teco da Jazz e eu...

O teco-teco da Jazz e eu...

Já em Toronto, o negócio era esperar. Chegando pontualmente as 11h, eu ainda tinha 2h pela frente até o embarque. Era pouco, então o lance era pegar alguma coisa pra comer porque só ia ter lanchinho até o jantar. Comi um hamburger que espero nunca mais ter que provar. Se fosse no Brasil eu diria que tinha sido feito no Montesquieu, mas isso seria desrespeitar o Álvaro e o seu Zé. O troço era ruim mesmo. Era um pão ensopado no óleo, delícia pra entupir as artérias.

Embarque pontualmente as 13h30, todo mundo entrando, eu vou pro meu lugar e dou a “sorte” de sentar no lado esquerdo da aeronave, no banco do meio, entre dois outros passageiros. Do meu lado esquerdo um cara gordo, chinês, com bonezinho do Yankees. Do meu lado direito, um outro cara, brinco, baton, rímel, oriental, tailandês, viado, claro… Pra minha fantástica sorte. Mas pra minha grande felicidade tinha algo de bom na minha frente, BEM na minha frente: a telinha com a programação da AirCanada. Era aquilo que ia me fazer esquecer a falta de espaço para as minhas pernas e as 11 horas de viagem que me esperavam.

Eu te amo, meu 777 300!!!

Eu te amo, meu 777 300!!!

A programação prometia:

  • Pink Panther 2
  • O Curioso Caso de Benjamin Horton
  • O Dia que a Terra Parou
  • As Crônicas de Narnia : O Príncipe Caspian
  • Yes Man
  • Bride Wars
  • Bolt
  • Madagascar 2
  • Inkheart
  • Revolutionary Road

e mais uma outra seleção de filmes que eu não lembro. Isso sem contar que ainda tinha TrueBlood (que eu não tinha conseguido tempo de começar a assistir), 30 Rock (que eu acho muito massa também) e uma outra dúzia de programas do Discovery Channel. A viagem estava garantida. Além de tudo isso, ainda descobri que os petiscos do avião eram todos japoneses, do jantar, ao lanche e até o café da manhã. Melhor que isso só viajando de primeira classe, mas ainda não foi dessa vez.

Como meu objetivo era tentar me adaptar o mais rápido possível ao fuso japonês (13 horas pra frente) resolvi ficar acordado o máximo possível, assim chegaria pronto pra desmaiar de sono. E foi o que eu fiz. Assisti a todos os filmes possível, mesmo achando alguns extremamente chatos, mas consegui. Dormi cerca de umas 2 horas e fui dar uma volta no avião pra poder esticar as pernas. Fora isso, meu tempo foi dedicado a deixar minha bunda quadrada na frente daquele visorzinho. No geral não havia o que reclamar, foi uma viagem tranquila.

Era 15h do dia 13/05, eu havia perdido o dia 12 ao passar a linha de divisão do fuso. Era hora da inspeção sanitária. Dentro do vôo os comissários de bordo já distribuíam máscaras e formulários pra preencher para a alfândega. Minha dúvida era, assim que aterrizássemos viria aquela cena de filme de ataque biológico, com roupas de proteção e câmeras infravermelho ou só seríamos interrogados aleatoriamente ?

Era assim que os caras passavam na frente da gente.

Era assim que os caras passavam na frente da gente.

Enquanto o batalhão passava inspecionando um a um, observei um detalhe que me fazia ter certeza que eu já não estava no Kansas: a educação dos inspetores. Acho que nem se eu tivesse um escravo particular, tratado na corrente a pão e água, ele seria tão educado comigo. Os inspetores praticamente pediram perdão por me abordar enquanto me entregavam um outro papel informando quem eu deveria contactar caso apresentasse qualquer sinal como febre, dor de cabeça, dores na garganta ou no resto do corpo. Ah sim. E outro detalhe muito curioso. Apesar dos 15 anos sem falar japonês, notei que a tecla SAP funciona maravilhosamente bem. Consegui entender tudo que os fiscais falavam comigo e ainda consegui responder.

Finalmente depois de uma hora e meia de espera até que a equipe terminasse toda a investigação da aeronave, era hora de desembarcar e de se virar sozinho. Mas, um detalhe de última hora me impedia de passar mais rápido pela alfândega: o jantar tinha feito seu trajeto interno como esperado e queria sair. Eu só via um corredor gigantesco na minha frente uma esteira rolante que acompanhava a curvatura da terra.

E o pior é que isso está no site do aeroporto...

E o pior é que isso está no site do aeroporto...

Depois de percorrer os quilômetros da esteira, achei uma flecha conhecida que indicava o caminho do relaxamento, mas como tudo nessa viagem, levei outro susto quando abri a porta da casinha: o vaso não era como eu esperava. Era quase a cadeira de comando de uma espaçonave. Era o tal do Washlet (ou Uoshuretto, como eles chamam), desconhecidos pra mim quando estive 15 anos atrás lá mas hoje existentes em qualquer lugar onde a gente vai no Japão e até em alguns lugares nos Estados Unidos. Esse modelo tinha uns 6 botões do lado, além de ser almofadado, local para colocar as malas e pertences e mão além de ficar aquecido a uma temperatura agradável. Ou seja, era o paraíso. Depois de relaxar, porém, fui descobrir as funções dos botões. Tinha o jatinho de água, o desodorisador de ambientes e o massageador de nádegas… Algo… sei lá quem pensou nisso…

Mas eu tinha que levantar, senão já iam dar minha falta na imigração. Peguei minhas coisas e quando chego pra lavar as mãos outros susto: não tinha dispositivo de pegar sabão, só as torneiras. Olho pra lá, olho prá cá… nada. “Vai só na água mesmo, depois eu passo a mão nos desinfetantes que tem pelo caminho”, mas não foi preciso. Ao colocar a mão embaixo da torneira eis que ela solta um esguicho de sabão como se fosse um borrifador e logo em seguida veio a água. Troço bacana e cheiroso. Olho pro lado tem o secador de mãos na forma de uma pequena pia. Aliás, nada mais lógico. Já reparou como fica molhado o chão dos banheiros onde tem esse secador ? Pois é. Com esse tal de Jet Towel eles resolveram essa história, sem contar que vem vento de todos os lados pra secar a mão, não só de cima.

Me arrependo muito de não ter trazido um...

Me arrependo muito de não ter trazido um...

O secador de mãos japonês

O secador de mãos japonês

Terminado meu choque cultural pós-prandial, saí correndo pra alfândega. Olhei pro lado, a fila imensa e eu já triste, só de imaginar que ainda ia ter que pegar o trem pra chegar na casa do tio e ia ser uma longa viagem. Mas, eis que a alegria volta à minha vida quando li a placa destinada a japoneses e a fila com umas 10 pessoas andando rapidamente. Peguei meu passaporte japonês, passei pela oficial de imigração, confirmo meu endereço e telefone e vou pegar minhas malas. Jogo rápido e cerca de 15 minutos depois estou do lado de fora, procurando onde pegar o trem. Aliás, ir pro Japão e não andar de trem é como ir pro Hawaii e não ir pra praia. Considerado o mais completo e o mais COMPLEXO sistema de trens do mundo, é realmente fascinante andar de trem por lá, inclusive se refletindo no website da Japan Railways (JR), pronto pra pessoas que moram no Japão e pra gente que não manja nada da língua tambem. Por sinal, essa parte do complexo ainda ia me dar um show quando tivesse chegando em casa.

Demorou mais pra eu me localizar no aeroporto do que pagar a passagem e o trem. Apesar de haver diversas opções pra ir de trem de Narita até Tokyo (o aeroporto fica na cidade de Chiba, não em Tokyo), o Narita Express é com certeza a opção mais rápida, a “apenas” 60 minutos da capital, num preço acessível de 2,900 yens, mas tinha a linha “green”, uma espécie de carro executivo, com ar condicionado e banco reclinável que minhas costas me obrigaram a pegar, pagando praticamente o dobro desse valor, mas naquela altura… DANE-SE. Paguei e fui.

O mapa macro da linha férrea até o aeroporto

O mapa macro da linha férrea até o aeroporto

No caminho já dava pra reconhecer boa parte da paisagem, com aqueles prédios enormes pelo caminho, casas espremidas, fio elétricos, empresas, fábricas, plantações de arroz, estacionamentos, centros de entretenimento, tudo muito diferente, tudo muito… Japão. Várias vezes já pediram pra eu explicar como é diferente, mas eu simplesmente não consigo. É diferente. É como quando você tem amigos que são gêmeos e te perguntam como você sabe quem é quem. Você sabe que eles são diferentes e até consegue pensar em alguns detalhes, mas é muito subjetivo.

Mesmo querendo ficar acordado pra ver tudo, o corpo foi esmoecendo com o cansaçoe eu me rendi a um cochilo. 50 minutos depois, e bem a tempo, eu acordo próximo na estação de Shinagawa, onde eu teria que descer do Narita Express e pegar a linha local pra chegar em Ömori, onde morava meu tio. Era quase 6 horas da tarde e eu carregando minha mala no trem, desembarcando no caos da estação de Shinagawa, perdido, meio sem noção de pra onde eu deveria ir. Fui seguindo as flechas até achar um mapa com as estações. Eu achei o mapa, mas teria sido melhor se eu não tivesse visto. Uma coisa me veio à lembrança: era uma linha azul. Procurei e procurei até que finalmente achei perdido por ali 大森 (tente achar você também. Eu saí de 品川). Só não sabia se eu tinha que pagar outro ticket.

No Japão a passagem de trem funciona da seguinte forma. Você paga até o trecho node deseja ir. Tem um valor específico. Se você mudar de idéia no caminho e quiser trocar de linha, precisa saber se o valor que pagou é suficiente pra chegar até lá. Se não for, você precisa trocar seu ticket por outro de valor correspondente. Isso é importante porque, além do controle da entrada, as estações tem controle de saída. Se sua passagem não tiver valor suficiente pra sair, danou-se, meu velho. Vá trocá-la, senão não sai da estação.

Pra minha alegria o ticket do Narita Express tinha passagem livre até lá e outras localidades, era só o que eu precisava saber. Procurei a linha, peguei o trem e cheguei na estação. Falta um único detalhe: chegar na casa do tio. Já era 19h, eu estava moído e estava escuro. Optei pelo mais fácil e peguei um taxi. Passei o endereço pro motorista (o motorista é motorista, não é carregador, então ponha a mala sozinho no porta-mala) , e em 15 minutos estávamos na casa do tio, idêntica como a 15 anos atrás, com exceção de que já não estavam mais lá meus avós.

Parece chinês pra você? Parece turco pra mim!

Parece chinês pra você? Parece turco pra mim!

Desde bebê, e mesmo tendo mãe brasileira, minha educação sempre foi no sentido de ser japonês, algumas vezes se sobrepondo até a muitos valores brasileiros. O resultado disso culminou com a minha saída do Brasil para ir morar no Canadá pois, com exceção dos meus amigos, eu me sentia um estranho naquele país. E lá não. Eu realmente entendia como as coisas funcionavam, era onde estava tudo que eu tinha aprendido a ser, lá, eu estava em casa. Estando naquela casa, com aquelas pessoas, naquele lugar, tudo era diferente, tudo tinha um tom nostálgico. E mesmo com o cansaço e a fome, eu não queria dormir, só queria curtir cada momento. Mas isso foi só o começo. Ainda tinha muita coisa naquela semana que vinha pela frente.

Detalhes de última hora:

Justiça seja feita. O chinês que viajou comigo do meu lado (não o viado tailandês) se chamava John e morava nos Estados Unidos. Muito simpático, ele tem (claro) três restaurante há mais de 15 anos na região de Chicago. Nasceu em Taipei mas cresceu em Hiroshima, onde morou por certa de 10 anos antes de ir para os Estados Unidos e se casar. Por causa do tempo que morou no Japão ele fala japonês e se vira bem. Me deixou o telefone e o endereço dos restaurantes pra eu ir visitar, mas só Deus sabe onde eu meti esse papel.

O que me espera do outro lado do mundo ?

O que me espera do outro lado do mundo ?

Como prometido, e muito atrasado também, vou começar a reportar minha viagem ao Japão, feita em maio deste ano em virtude da cerimônia de um ano de falecimento do meu avô. Pra mim essa viagem foi uma verdadeira volta no tempo. Consegui resgatar inúmeros pontos que havia esquecido, aspirações e desejos, objetivos e mesmo a maneira como eu pensava sobre a vida e as coisas na época.

Prá começar, situando todo mundo. A última vez que pisei por lá era 1994, eu tinha 16 anos na época e tinha um visual totalmente diferente, adolescente, cabeludo, carregando o violão e com roupas surradas e rasgadas. De lá prá cá muita coisa mudou mesmo. Pra começar fiquei 10kg mais gordo, cortei o cabelo e não posso mais usar as roupas que eu usava sem que a polícia me páre na rua ou que eu não pareça um idiota.

Eu fui cheio de incertezas. A principal era o idioma. Apesar de ter estudado desde pequeno, fazia no mínimo o mesmo tempo que eu sequer conversava com alguém em japonês. Não sabia como ia reagir mesmo. Além disso, dessa vez eu estava decidido a ir de trem, do aeroporto até a casa do meu tio, sozinho. E pra completar, nunca mais eu havia conversado com ninguém da família, então não tinha a menor idéia de como seria.

Pra completar, a época era de um completo estardalhaço porque os pobres dos porquinhos estavam espirrando e ninguém carregava um lenço pra limpar o nariz deles. O Japão tinha detectado os primeiros casos da doença e tinha ainda todo o estardalhaço feito nos aeroportos pra identificação e detecção de pessoas com sintomas. Na véspera da minha viagem falava-se de esperar 3 horas dentro do avião para passar na inspeção da saúde. E pra completar a história, minha mulher e meu filho estavam de viagem marcada para o Brasil no dia seguinte que eu voltaria de lá. Enfim, tudo conspirava pra me deixar muito tranquilo em viajar.

A partir do próximo post vou contar como foi meu retorno às raízes e o que aconteceu por lá.

Sempre que acabo trabalhando em casa aproveito pra poder assistir Star Trek na TV. Passa no Space e, bom, eu sou fã. Não sou trekkie, mas sou fã sim. O bacana é que dá pra assistir na seqüência primeiro Next Generation (as 11h) e logo depois a série antiga.

Bom, com o Thales mesmo já falou uma outra vez, a série antiga é tosca mesmo. Não vou nem comentar a questão tecnológica e os efeitos especiais, mas o duro mesmo é a postura canastrona do William Shatner. No episódio de hoje (esqueci o nome) eles chegam num planeta igual à terra, aliás, idêntico até em massa e área, mas devastado por uma espécie de praga. Eles acabam encontrando uma jovem, de uns 20 e poucos anos, escondida numa casa, notavelmente imune à tal praga que começa a afetar os membros da Enterprise.

Mas como eu havia dito, o engraçado mesmo (ou tosco) é a postura do capitão. Ele encontra a menina, nitidamente transtornada, provavelmente cresceu sozinha cercada de gente morrendo e tal, e com uma mentalidade de uma menina de 5 ou 6 anos. E nem por isso o cara perdoa. Uma hora ele pergunta:

- Qual seu nome ?

- Miri

- Que nome bonito para uma bela jovem (olhar de lobo-mau).

Se fosse hoje, esse episódia rendia uma semana de reportagem nos jornais, além de um comentário da Oprah e o David Letterman falando sobre como o seriado devia ser proibido de exibição.

Diplomacia

In: Divagações

10 jul 2009
Acho que eles gostaram da sandália dela

Acho que eles gostaram da sandália dela

Sempre ligado como sou em assuntos internacionais, não pude deixar de acompanhar essa bunda esse evento.

Tem um lado da imigração que ninguém te prepara, não importa o quanto você leia ou converse com as pessoas, geralmente não se comenta sobre esse assunto que você tocou. A distância de casa.

Quando você pensa em morar fora, seja imigrar ou simplesmente morar fora em qualquer lugar, seja no exterior ou mesmo em outra cidade, você precisa se conhecer antes. Não vá somente na empolgação, pense e se prepare e seja bem ciente das coisas que podem te acontecer. Por exemplo, se você é muito chegado à sua família, a primeira coisa que você tem que ter consigo é que ELES NÃO VÃO ESTAR LÁ FORA COM VOCÊ.

Se pra você Internet, telefone e cartas são suficientes pra matar a saudade, você não vai ter problema algum em conviver longe de toda essa gente. Pode acreditar, esses serviços são muito mais baratos por aqui e extremamente acessíveis. Minha esposa, por exemplo, tem o hábito de falar com a mãe pelo menos uma vez por dia. É fácil, barato e sempre vai poder conversar com eles. Por outro lado. se você sempre foi daquele tipo de pessoa que, sua família e amigos é parte essencial do seu dia-a-dia, que não consegue se imaginar vendo o por do sol sem que algum deles esteja por perto, que sempre que vê qualquer coisa ao seu redor espera ter alguma dessas pessoas ao seu lado, você vai sofrer. Não importa onde você esteja, isso é um fato. Isso passa? Não sei te dizer porque este não é o meu caso, mas conheço pessoas que passam por isso.

E tem o outro lado também. Não é apenas você que vai sentir falta deles, eles vão sentir sua falta. Pelo que eu vejo e ouço, as criaturas que mais sofrem com essas mudanças são as mães. Elas choram, se derramam em lágrimas, sofrem como se estivessem sendo torturadas até a morte. E não pense que isso acaba quando você junta dinheiro pra visitar. Parece que tudo começa de novo, toda a choradeira, as chantagens e tudo o mais. Eu não julgo atitudes de ninguém, acho que é a maneira de cada um encarar as coisas.

Minha esposa compara a imigração com uma espécie de “morte em vida”. É uma situação curiosa que você se depara quando começa a se despedir das pessoas quando chega a hora de ir embora. Uma choradeira como se você fosse um defunto num caixão e ninguém nunca mais fosse te ver na vida.

Uma vez um monge me contou a história da maneira como o homem vive. Alguns crescem como o gambá, carregando os filhotes nas costas pra lá e pra ca, dando lhes de comer e protegendo-os onde quer que vão. Um dia os filhotes resolvem ir embora e a mamãe gambá vê o preço de ter carregado os filhotes pois perderam pêlo e peso, ficando extremamente fragilizadas.

Outras pessoas vivem como as árvores. A medida que as árvores crescem seus brotos acabam nascendo abaixo delas. Como o gambá, as árvores protegem os seus “filhotes” usando seus grandes galhos, mas diferente do gambá, as árvores não carregam os filhos “nas costas”. Nenhum dos dois está errado, é a maneira de ser de cada um, mas se fizer uma árvore criar os brotos nas costas ou um gambá ficar correndo atrás dos filhotes onde quer que eles vão, algo não vai dar muito certo…

9 meses depois

In: Québec

17 jun 2009

Pois é. 9 meses aqui e realmente não deu pra ver o tempo passar (por boas razões e outras nem tanto). Antes de contar as novidades, vou situar todo mundo um pouco.

Nosso processo de imigração começou em junho de 2006, quando assisti a palestra do M. Roque Paquette. Após 1,5 anos, embarcamos para Ville de Québec, onde chegamos em Agosto de 2007.

Desde que casamos não tivemos uma vida que pudemos dizer que realmente aproveitamos. Sempre fomos de guardar dinheiro para as eventualidades que a gente nunca sabia o que ia ser. Foram 7 anos sem férias, sem viajar, sem comprar nada além do necessário. A natureza de nós dois ajudou bastante. Nós dois somos capazes de atravessar um mar inteiro com um punhado de sal de fruta na mão, chegar do outro lado com tudo intacto e ainda guardar para uma eventual viagem de volta. Bom, isso acabou sendo bom por um lado porque com toda essa economia (leia-se “pãodurice”) que fizemos nossa viagem pro Canadá foi simples em termos de despesas. Por outro lado, isso também acabou com a saúde mental da gente.

Sobre nossa adaptação, tanto eu quanto minha mulher aprendemos a nos virar falando inglês e francês o dia inteiro no trabalho. Também já tivemos nossa experiência com o sistema de saúde e temos nosso médico da família. O filhote vai fazer seu primeiro aniversário aqui e já fala francês muito melhor que nós dois, tendo ido à escola desde nossa primeira semana aquina. Estamos na fase final das estações do ano, na que todo mundo considera a melhor das épocas daqui: o verão. O inverno não é um bicho de 7 cabeças mas realmente quem nunca viu never assim se assusta ao ver o quanto cai por aqui.

Apesar de ainda não estar no ritmo de “trabalhar pra viver” que eu tanto gostaria de ter (ainda estou no “viver pra trabalhar”), nosso ritmo melhorou e finalmente estamos aproveitando a vida. Vejam só pelas coisas que já fizemos: vamos em jogos de hockey, assistimos ao Cirque du Soleil, vimos o Disney on Ice, andamos de bicicleta, brincamos na neve e acima de tudo, estamos viajando. Tem muuuuuito lugar pra conhecer ainda, mas prá ter uma idéia, só aqui perto já fomos pra Île d’Orleans, conhecemos a Chute-Montmorency e outras pequenas (MESMO) cidades aqui por perto. Além disso já fomos a Drummondville, Montréal, Laval e até Ottawa. Isso sem contar que já fomos pra New York passar o Natal! Mas o melhor ainda estava por vir.

Nos próximos posts vou contar um pouco das nossas últimas viagens. Deve ser uma série de muitos posts que eu vou tentar terminar de escrever antes que o ano acabe (ou que o trabalhe acabe comigo).

Repetindo o sucesso do ano passado, o Tosquera volta ao Botequim com um novo repertório e os clássicos sucesso de hoje e sempre. Você não viu da última vez ? Viu e quer ver de novo ? Esta é a sua chance. Dia 23 de maio, em Curitiba, no Botequim, a partir das 22h.

Cerveja gelada, ótimos petiscos e rock’n roll, tudo isso num bar com o clima dos clássicos Botequins cariocas.

Rock'n Roll de volta ao Botequim

Rock'n Roll de volta ao Botequim

Moçada, desculpem mas esqueci de falar o principal sobre a viagem pra ver as tulipas. Na real, o festival não é só uma data onde eles atocham de flores a cidade. Bom, de fato é sim, mas tem um motivo mais nobre por trás.

Momento Cultural

Durante a 2a. Guerra Mundial,  em 1945, a Holanda pediu ajuda ao Canadá para se proteger do ataque nazista, que ocupada o país durante os últimos 3 anos. O primeiro-ministro canadense ofereceu refúgio à toda a coroa holandesa enquanto defendia a Holanda e expulsava as forças do eixo. Como forma de gratidão a princesa Juliana enviou 100,000 bulbos de tulipas a Ottawa como forma de gratidão por ter liberado o país. Desde então esse fato é celebrado anualmente na capital do país como forma de lembrar a união entre os dois países.

Bom, depois das tulipas, do canal, do mercado e tudo o mais, faltava só uma parte pra ter a cidade completa: O Parlamento, claro. Dessa vez não tinha como se perder já que havíamos passado umas 5 vezes na frente da colina e sabíamos exatamente como era o lugar.

Como já passava das 17h e era sábado, os estacionamentos nas ruas estavam liberados. Depois de estacionar os carros por lá, fomos ver os prédios de perto. No caminho encontrei o prédio do senado e o relógio oficial da contagem regressiva para as olimpíadas de inverno. Este ano os jogos vão ser em Vancouver então tem propaganda em tudo quanto é lugar. O contador não é tao ignorante como aquele que fizeram na época do Brasil 500 anos, com aquele design estardalhante. O relógio fica bem em frente ao parlamento, numa praça onde foi montada uma exposição sobre os jogos olímpicos de inverno onde também está uma estátua de Terry Fox (esse cara merece um post só pra ele).

 

Entrada do senado... pra variar, tava fechado

Entrada do senado... pra variar, tava fechado

 

Estamos no parlamento mesmo

Estamos no parlamento mesmo

O prédio é bonito mesmo. Não tem como negar

O prédio é bonito mesmo. Não tem como negar

 

Esse é o tal do relógio, nada gritante como a patuscada do Hans Donner...

Esse é o tal do relógio, nada gritante como a patuscada do Hans Donner...

 

Gatineau é do outro lado do rio

Gatineau é do outro lado do rio

 

A moça queria saber o final de Wolverine, mas eu não podia falar alto

A moça queria saber o final de Wolverine, mas eu não podia falar alto

Atravessamos a rua e fomos conhecer o prédio. Pra nossa sorte já estava fechado. O quê? Alguém realmente achou que se trabalha depois das 5, num sábado, na capital política do país? Seguinte, estamos no Canadá, não no país das maravilhas. Nem aqui político fica disponível tanto assim! Por outro lado, tive a oportunidade de tirar umas fotos bem bacanas, inclusive rendeu minha primeira experiência com o CleVR. Por sinal, eu realmente gostei desse programa. Em breve demo começar a colocar mais fotos como essa por aqui.

Atrás da colina parlamentar tem uma vista muito bonita do resto da cidade e da cidade vizinha, Gatineau, onde moram o Thiago e a Rosana. Por sinal, moçada, desculpem mesmo não ter avisado que iríamos passear por aí. Foi uma falha terrível minha, mas vamos voltar dentro em breve. O Marmé e a Tati também estão se organizando pra ir visitar a cidade e vocês. A gente se conversa com calma.

E foi isso. A viagem pra Ottawa acabou tão rápida quanto começou. Depois de um jantar merecido pegamos a estrada ERRADA de volta e acabamos chegando de volta de Drummondville quase as 2 da manhã. Mesmo depois de ter parado duas vezes e enchido a cara de coca-cola, tinha horas na estrada quando eu realmente conseguia ver assombrações.

 

É, foi quase isso que eu tava vendo na estrada mesmo.

É, foi quase isso que eu tava vendo na estrada mesmo.

Continuando a viagem a Ottawa, estávamos no Byward Market a procura de um lugar pra comer. Como éramos praticamente uma excursão (14 pessoas, sendo um bebê no carrinho) a grande dificuldade era encontrar um lugar onde todo mundo coubesse. Além disso, a idéia era comer rápido pra poder dar tempo de passar. Mais tarde a gente pararia em outro lugar pra comer mais dignamente.

Infelizmente os restaurantes do mercado e nas imediações não eram lá muito grandes, então acabamos parando parando no McDonalds mesmo. Eu sei, eu sei, fantástica alimentação, mas não tinha lá muita saída. Uma próxima vez que a gente for pra Ottawa vou parar com calma pra comer melhor. Com todo mundo alimentado, fomos em busca das Tulipas. Ninguém sabia exatamente onde era o lugar exato. De posse do Black Berry resolvi usar o Google Maps pra procurar o lugar. O resultado da busca era muito obvio, com três links. Peguei o primeiro que dizia:

Full-screen

Canadian Tulip FestivalAddress:
112 Nelson St
Ottawa, ON K1N 7R5, Canada
(613) 567-4447
  

* approximate times

 

 

tulipfestival.ca

Eu acreditei porque tinha credibilidade e além do mais, era ali perto. Ledo engano. O lugar apontado pelo endereço era no meio da cidade, atrás de um supermercado, totalmente cimentado, sem nem um canterinho que pudesse ter uma tulipinha… Não preciso dizer que quase fui espancado pela multidão. Afinal, mesmo sem estar muito frio, ventava bastante e era o suficiente pra ficar tremendo.

Onde diabos haveria uma tulipa nesse lugar?

Onde diabos haveria uma tulipa nesse lugar?

Com frio e naturalmente indiganos, partimos pro boca-a-boca. E quem disse que ajudava perguntar? Ninguém sequer sabia onde diabos era qualquer um dos parques onde haveria o festival. Pelo menos até a gente encontrar um bêbado na rua que comentou algo sobre um tal de Dow’s Lake e que talvez fosse lá. De posse de um GPS pegamos o endereço e seguimos pra lá. Não tínhamos nada a perder mesmo.

Pelo caminho conhecemos o tal do Rideau Canal de mais de perto. Construído em 1800 e guaraná de rolha, o Rideau liga Ottawa a Kingston e foi tombado como patrimônio da humanidade. Ele também serve de diversão pra quem mora por lá, sendo navegável por botes ou pequenos barcos durante as épocas quentes e fica totalmente congelado durante o inverno, sendo uma ótima opção para patinar. O canal ainda mantem as mesmas estruturas de quando foi construído, passando apenas por manutenções preventivas periodicamente. Coincidentemente o caminho indicado pelo GPS seguia lado-a-lado pelo canal até que chegamos no tal do Dow’s Lake. E não é que era lá mesmo?

Tulipas, tulipas e muuuuitas tulipas

Tulipas, tulipas e muuuuitas tulipas

Eu não vi as 300 mil tulipas que falava no site do festival, mas com certeza vi muitas. E tenho que concordar, os tais dos Holandeses são bons no cultivo dessa planta. Claro que a parta masculina do passeio esperava uma variedade maior de plantas, e não apenas de cores e formatos diferentes. Talvez algo como uma tulipa de 2 metros de altura ou uma geneticamente modificada tulipa carnívora ou mesmo uma tulipa que cantasse besame mucho, mas tudo bem.  Não tinha mais o que fazer. Mesmo que eu tivesse tirado foto de TODAS as tulipas do lugar, mesmo assim 1 hora no parque era mais que suficiente. 

 

Recém-casados... já com um moleque junto =)

Recém-casados... já com um moleque junto =)

Conclusão de hoje: Quando estiver em Ottawa, aposte tudo num bêbado mas não confie no Google.

Eu continuo com o resto da visita a Ottawa depois.

Quer saber mais?

Este final de semana fomos conhecer mais uma cidade nova e acabamos conhecendo três por conseqüência. Dia 1º começou em Ottawa o Festival das Tulipas, evento anual promovido em Ottawa e que minha mulher fez questão de ir. Claro, viajar quase 450 km SÓ pra ver um bando de flores é um dos meus passeios preferidos, mas como de lambuja ia dar pra conhecer um pouco a cidade…

439km até a capital do país

439km até a capital do país

Saímos de Québec sexta-feira a noite e passamos a noite na casa de uns amigos nossos que também iriam conosco. Eles moram em Drummondville, uma cidade no meio do caminho com pouco mais de 65 mil habitantes (eu volto a falar mais de Drummond em outro post). Acordamos a manhã seguinte realmente cedo, em torno de 5 da manhã, já com a intenção de sair cedo em Ottawa pra aproveitar o dia. Nosso trajeto passava pelo meio de Montréal, mas isso não é problema algum já que a cidade é cortada por auto-estradas totalmente liberadas na hora que passamos, sem pontos de engarrafamento.

Alguma dezena de quilômetros depois chegamos à fronteira das províncias de Québec e Ontario e já dava pra perceber que não estávamos mais no Kansas. A estrada era toda em concreto, deixando aquele maldito barulho de assobio do contato dos pneus com a estrada.  Apesar disso, não há o que reclamar da qualidade das rodovias. Assim com no Québec, as rodovias são bem cuidadas e limpas, muito bem sinalizadas e com motoristas que respeitam a sinalização. Tá, forcei demais nessa última parte. Nem todo mundo respeita os limites de velocidade, mas não tem jeito. Como a estrata é sempre plana, sem morros e quase nenhuma curva perceptível, chega uma hora que você precisa arranjar alguma coisa pra fazer, senão dorme mesmo na direção.

Quilômetro e quilômetros de retas e árvores.

Quilômetro e quilômetros de retas e árvores. Não tem como não morrer de tédio.

Por sinal, as estradas têm um outro problema também chamado “Animais Silvestres”. Não é raro ver um veado, um guaxinim ou qualquer outro bicho atropelado pelo caminho. Em todo o trajeto existem placas de aviso sobre animais silvestres mas parece ser inevitável esse tipo de coisa acontecer. Os bichos saem correndo do meio do mato sem olhar para os lado e quando se vê, já foi. E não é só isso. Além do pobre do bicho morrer pelo caminho, muitas vezes os acidentes são fatais também para os motoristas.

Essas coisas podem acontecer também.

Essas coisas podem acontecer também.

Após mais de 3 horas dirigindo chegamos na capital do país. Muito diferente do que eu imaginava, Ottawa é uma cidade moderna, com prédios novos e muito bonita, cortada pelo canal Rideau e centro da atividade política do país. Nosso primeiro destino foi atrás do Rideau Hall, residência oficial da Governadora Geral do Canadá, Mme. Michaëlle Jean. Tivemos a sorte de conseguir uma guia que nos mostrou o lugar e várias curiosidades sobre a função do governador geral e ainda nos permitir dar um passeio pelo lugar. Tudo isso de graça, sem custo e com paciência. Teria sido melhor se em nosso grupo não tivesse se juntado um casal de québecoises que pareciam saber tudo sobre tudo e, pra cada comentário da guia não tivessem que tecer seus próprios comentários. A primeira e a segunda vezes até passou, mas TODAS AS PERGUNTAS?!?!?! Caras chatos…

Momento Cultural

Pra quem não sabe (assim como eu não sabia), o Governador Geral é o cargo do representante real da Rainha da Inglaterra em terras canadenses. Nomeado pelo Primeiro-Ministro, esse cidadão, ou neste caso, esta cidadã, tem funções basicamente sociais, muito semelhantes às da Rainha mesmo, passeando prá lá e prá cá, mas com duração de cinco anos, recebendo um salário médio de 100,000 CND, limpos, sem descontos. Devido aos episódios históricos com o lado francês do país, a função do Governador Geral é alternada entre anglófonos e francófonos, com a intenção de manter um eqüilíbrio entre os lados. Qualque pessoa pode vir a ser eleita para esse cargo, desde que seja canadense, bilíngue e com um papel exemplar para com a sociedade. No caso de Mme. Jean, ela é haitiana, naturalizada canadense e ex-jornalista da rede CBC, nomeada para o cargo em 2005.

O "Palácio de Lego" do Governador Geral

O "Palácio de Lego" do Governador Geral

Como a própria guia descreveu, o Rideau Hall foi concebido como um grande Lego, tendo sido inicialmente construído em 1817 como residência do primeiro governador e ampliado a medida que fosse sendo necessário pelos seus sucessores. Inclusive, o fato desse prédio ter sido expandido aos poucos é uma das razões pelas quais podemos visitar só o Hall de entrada, o salão de bailes e a sala de conferências. De acordo com a guia, o resto do prédio não é nada suntuoso se comparado a essas salas, todas decoradas e reformadas com colunas de mármore e com teto, janelas e cortinas em estilo Vitoriano. Além disso, o prédio é realmente utilizado como residência da Governadora e como escritório dela, outra boa razão para não deixarem aberto para visitas.

Observem só como o negócio foi montado aos pedaços

Observem só como o negócio foi montado aos pedaços

Na volta passamos na frente da residência oficial do primeiro ministro, um p*ta casarão à beira do canal do Rideau, com apenas uma simples viatura da polícia parada na guarita de entrada. Incrivelmente diferente da Casa Branco ou da Casa da Dinda =). Em seguida fomos dar um passeio do Byward Market, uma espécie de mercado municipal realmente menor, com mais ou menos umas 20 lojas, 90% delas vendendo comidas. Nas imediações do mercado dezenas de restaurantes e lojinhas das mais diversas que vendem desde queijos e vinhos a produtos europeus, árabes, chineses e outros. O bairro tem cara de ser um lugar mais alternativo, cheio daquelas lojas de piercing, rave e coisas afins. Um bairro cultural de onde não consegui tirar foto alguma porque meu estômago estava grudado nas costas já.

To morto de sono agora e não vou terminar de escrever a viagem já. Continuo nos próximos posts porque tem realmente bastante coisa pra contar ainda.

Bateu a curiosidade e quer saber mais?

Que diabos é isto?

Meu blog. Sou programador, músico, cozinheiro, escalador, surfista, pai, marido e nerd nas horas vagas. Trabalho com TI desde 1997 mas comecei em 1986 programando em DBase III. Gosto de quadrinhos e novas tecnologias, bem como curtir um dia na praia (mesmo que esteja abaixo de zero).

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