Ócio também é cultura

August 28, 2008

Uma vida em seis malas

Filed under: Québec, Viagens — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 6:22 pm

Eu e minha mulher nunca fomos pessoas “tranqueirentas”, que guardam tudo quanto é coisa mesmo sem ter utilidade para isso. Talvez por ambos sermos extremamente muquiranas é que acabamos sendo bem minimalistas em nossas atitudes. Daí surge minha dúvida: se somos assim, COMO DIABOS TEM TANTA COISA PRA COLOCAR NESSAS MALAS!?

Com a viagem chegando perto (tipo, depois de amanhã), não tinha mais como fugir da organização das malas. Com a limitação imposta pela TAM de transportarmos apenas 2 malas de 32kg por passageiro, isso nos deixa bem limitados. Pra dizer a verdade, quando ouvi dizer que esse era o limite para transporte, até que achei bastante. Pensei comigo: “nossa, são 6 sacos de gohan (vulgo “arroz” em japonês, ok?). Isso é coisa prá dedéu.” Aham, ledo engano, caro padawan. Principalmente vindo de um nerd e viciado em quadrinhos como eu.

Depois de mais de 15 anos colecionando revistas em quadrinhos, mesmo após balanços e mais balanços buscando deixar apenas o melhor do melhor (tipo sagas completas e tal), ainda sobrou coisa suficiente pra deixar com inveja bastante bibliotecário. São mais de 800 exemplares que variam desde “Guerras Secretas” encadernado e pronto, até todos os contos de Sandman em encadernados especiais. Mas não tem jeito. Se eu resolvesse levar tudo na viagem agora ia deixar um rim e as duas córneas pra pagar o excesso de bagagem, isso SE me deixassem levar tudo. Resultado: tive que encaixotar tudo. Vão ficar todas no “limbo” até que tenhamos nosso canto organizado e eu possa enviar tudo num contêiner qualquer.

Enfim, tirando os gibis ainda temos mais coisas pra levar do que eu imaginava, isso sem contar eletro-domésticos e móveis (que mesmo se tivesse condição de levar eu não levaria). Bom, como em tudo no casamento, foi um pede-concede de vários meses, mas finalmente chegamos a um consenso sobre o que levaríamos. Bastava apenas o bobão aqui colocar as coisas dentro das malas…

Fazendo uso de anos de condicionamento Zen e treinamento em Yoga, consegui. Coloquei o equivalente a:

  • 1 guarda-roupas de mulher
  • 1 guarda-roupas de homem
  • 1 guarda-roupas de criança
  • brinquedos de uma criança de 5 anos (incluindo bichos de pelúcia)
  • documentos e fotos
  • sapatos, tênis, sandálias, chinelos
  • Edredons (SIM!, EDREDONS!), toalhas, panos-de-chão (É! ISSO MESMO!)

, tudo isso dentro de 6 pobres e sofridas malas que, se chegarem do destino delas, nunca mais vão servir para nada mais que não seja enfeite. As coitadas estão tão cheias, mas tão cheias, que tive que passar umas fitas de segurança ao redor delas para que não corram o risco de explodir enquanto forem manipuladas pelos “cuidadodos e delicados” aeroportuários que transportam sua bagagem. No momento estou morto de cansaço e não vou me mexer pra isso, mas outra hora eu tiro uma foto com o resultado final das malas, incluindo detalhes sobre como e SE chegaram inteiras.

October 8, 2007

Costa Mesa - Dia I - Prólogo

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 11:31 pm

Corrigindo.

Encontrei um mercadinho hoje, graças à indicação do menino da recepção. Salvou meu dia. Consegui achar um lugar com tanta porcaria pra encher minha barriga quanto era aquele em Jersey.

Já começo a achar a cidade mais simpática. To salvo. Abençoado seja o Ralph’s.

Costa Mesa - Dia I

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:49 pm

Então, estou vivo.

O curso até que é bacana, contrariando as coisas que aconteceram no dia anterior. São 6 pessoas na sala (contando comigo mesmo): Dois turcos, um indiano, um bósnio, um americano e o brasileiro aqui. Realmente, este planeta já está uma bagunça.

Daí, entre essa moçada, um trabalha pra um banco (dã), o bósnio trabalha pra uma consultoria, o indiano trabalha pra IBM (claro, sempre tem um), o americano trabalha pra Universidade de Minessota e os turcos vieram do país deles só pra fazer esse curso (…)

Falando especificamente do treinamento, até que é bem dado, mas sinceramente nada de novo até agora. Ainda estou chovendo no molhado, mas o professor é bem gente boa, tipo programador que resolveu começar a dar treinamento. Realmente entende do assunto e também sabe programar, não foi alguém que foi mandado dar um treinamento.

O almoço foi numa Deli. Me arrependi amargamente… e azedamente também. Ainda estou exalando o odor do pão com mortadela que comi (aliás, que mortadelinha cara…), mas já foi alguma coisa pra dentro da barriga. Isso e minha garrafa de 64oz (1.89l) de suco de maçã que comprei ontem e que já está acabando hoje. Aliás, isso me lembra, vou no mercado. Tenho que comprar algo pra não acabar me transformando em uma maçã.

Até. Vou me arriscar na outra direção da rua hoje e ver se encontro algo além de carros.

Costa Mesa - A Chegada

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 11:31 am

Bom, olá.

Realmente, este vai ser o único meio de fazer amigos por aqui. Aliás, a única pessoa com quem consegui conversar nessa viagem toda foi o motorista de taxi, então imagine qual foi a duração da conversa.

Depois de 11 mil milhas de viagem, cheguei no aeroporto John Wayne. Não, não é palhaçada, é o nome do aeroporto mesmo. O lugar é realmente bonito, todo bem claro e limpo e tudo grande também, muuuuuito grande. E realmente aqui faz toda a diferença ter ou não ter um carro. Se você não tem qualquer coisa com rodas e motor, tá ferrado. 1 km se torna 10 sob esse sol infernal.

Que saudades de Manhattan. Bom, vou dormir. Tô super cansado depois de ter andando 10 kilômetros e só conseguir comprar uma garrafa de suco de maçã num 7 eleven que parecia um oásis pelo caminho. Post curto, certo? Bom, espero que os outros dias não sejam assim também.

October 2, 2007

Destino: L.A.

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:29 am

Ontem fui avisado que vou estar em treinamento na California semana que vem.

Quem sou eu pra reclamar. Viagem de graça, passear na costa oesta, ver o pacífico.

Eu adoro essa empresa.

May 15, 2007

“Domingo eu quero ver o domingo passar”

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 1:05 pm



13.05.2007

Bom, combinei com o Espiga de irmos no Metropolitan Museum domingo, bem cedo. Acabamos não saindo tão cedo assim mas deu pra chegar lá a tempo. O dito fica ao lado do Central Park, exatamente no lado oposto ao Museu de História Natural. É tão grande quanto o primeiro mas tem um fim diferente: arte. Nem por isso acabamos por ver coisas fantásticas como por exemplo, coleções de arte egípcia, grega, romana, africana, japonese, artigos da europa medieval e, o que estava em destaque, a esposição de Van Gogh.

Pessoalmente eu entendo tanto de arte quanto de física quântica. Na verdade eu entendo muito mais de física quântica. Só sei que arte tem a ver com uns caras que retratam as coisas de maneira muito bacana, de acordo com suas próprias neuroses. Os gregos são um ótimo exemplo disso. Por alguma razão obscura da cultura Helenística, os caras adoravam retratar homens nus e pior ainda, detalhar o que tem no cara nú. PQP… É muito viado num lugar só. Por outro lado, os egípcios foram uns caras muito fodões. As cores que eles extraiam nas pinturas, os detalhes das esculturas e nas construções, era impressionante. Claro que tudo isso era feito com muito trabalho escravo, mas nada muito diferente de como tratamos os chineses ou os indianos hoje em dia. (só espero que ninguém esqueça o que acontece no passado com esse bando de gente explorada).

Metropolitan Museum 01Metropolitan Museum 02

Enfim, foi um dia bem comprido. Conheci um casal de amigos do Espiga, Antônia e Isabela. Ah sim, e a filhinha deles, Stela. Pessoal muito gente boa que mora por aqui já faz quase 3 anos. Ele entende muito de Java e Grid Computing e trabalha pra uma empresa de consultoria por aqui. Ambos já possuem o Green Card e vivem em Astoria. Como eu disse antes, pessoal muito legal. Devia ter tirado fotos deles…

Final de semana, enfim

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 12:08 pm


12.05.2007

Sim, o final de semana chegou. Nada tem mais sentido do que o final de semana. Eita período maravilhoso. São dois dias que nunca deveriam acabar, principalmente naquelas últimas 4 horas do domingo onde o que você mais quer é que o dia seguinte seja feriado, principalmente pra poder descansar por causa das loucuras que você fez durante o final de semana.

Não poderia ser diferente. Sabadão, dia de fazer alguma coisa. Desta vez me dei ao luxo de acordar mais tarde. Estava destruído depois da semana de massacre cerebral, mas ficar em casa pra mim é complicado. O Espiga acordou cedo e se mandou pra Manhattan pra encontrar um amigo no museu de história natural. Devia ter criado vergonha, acordado cedo e ido com ele, mas a cama tem poderes de persuasão que nenhum vampiro de 3 geração teria. Meu companheiro de viagem resolveu ficar no hotel pra colocar as coisas em dia, logo, me meti a andar sozinho em Manhattan.

Sabe que no final acabei sobrevivendo? Fui fazer algo que só conseguiria fazer sozinho: fui na Toys R Us. Ô lojinha batuta sô! Uma criança se sente… uma criança neste lugar. As coisas são feitas pra brincar e você realmente fica brincando. As opções são tantas que você se perde em tudo o que tem pra fazer! Eu mesmo passei quase 3 horas lá dentro e não me dei conta do tempo. Você vê coisas como uma roda gigante no meio da loja, um superman segurando um caminhão, o spiderman pendurado nas paredes e até um T-Rex se mexendo de verdade. Isso sem contar nos preços. Não tem nada igual ao Brasil, onde você tem que trabalhar um ano inteiro pra comprar um presente bacana pro seu filho e ainda assim vai ter que parcelar pra pagar o absurdo que os caras pedem.

Roda GiganteSuperman with the TruckLook! The T-Rex!

A Márcia tinha falado que o filhote queria alguma coisa de controle remoto. Bom, o que não falta aqui são opções. Tinha até um disco voador de controle remoto que voava de verdade. Cara, sensacional. Mas, pra crianças da idade dele nada melhor que algo diferente. No nosso caso resolvi comprar uma Cobra. É, uma cobra. Muito bacana, parte da linha da Discovery de brinquedos. Os caras vendem os brinquedos e geringonças das que chamam a atenção até de adultos.

My precious

Depois de quase esquecer do tempo, fui dar uma volta nas redondesas. Era Times Square, então é claro que tava atochado de turista (eu incluso) andando por lá. É uma bagunça só. Trânsito é um nojo, ninguém se entende, nem os guardas que ficam por lá. Como o lugar é conhecido tem rede de TV e produtora filmando comerciais ou filmes ou qualquer outra coisa em tudo quanto é canto pra tirar proveito do lugar. Como era quase 4 da tarde, fui procurar algo pra comer. Felizmente achei um restaurante japones de verdade, daqueles que são apenas uma porta e um japones cozinhando lá dentro. Nada melhor que Udon pra esquentar a alma, feita da maneira que só me lembrava de ter comido no Japão mesmo. Fantástico.

Como já estava podre de andar, voltei pra casa. Mas não antes de ir até o Central Park. O troço é estúpido de enorme, e bem no meio de Manhattan. Mas, como dizem por aqui, tudo em NY é ignorante de grande mesmo (inclusive as gordas… aff). Sem contar que parece que você muda de universo de uma hora pra outro.

Bom, é isso aí.

Times Square 01Times Square 02

May 11, 2007

Trabalho, trabalho e mais trabalho

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 10:08 am



08, 09 e 10.05.2007

Por que eu escolhi escrever sobre os três dias de uma vez? Porque não tive vida dentro desse período. Isso é o que chamamos de treinamento MESMO. Tivemos duas reuniões e muita falação do Steve, sem contar que tivemos que programar em ritmo acelerado pra entregar as coisas. Quarta e quinta-feiras foram os piores dias. Saímos daqui depois das 8PM pra colocar as coisas em dia. Tem umas 20 mensagens na minha caixa de entrada que não consegui nem ler ainda, então o bicho vai explodir mesmo.

Vou ser suscinto comentando desses dias. Depois de trabalhar igual um maluco durante o dia (quarta nem sequer levantei depois do almoço [fiquei da 1h até as 20h30 sentado, direto]), à noite só queria saber de dormir. Não que eu tenha conseguido muito. Com o ritmo insano durante o dia era complicado falar pro cérebro que ele precisava descansar, mas depois de muita programação inútil na TV ele até que conseguia desligar. Não que ficasse assim muito tempo. Durante a madrugada eu acordei umas 2 ou 3 vezes e ficava rolando na cama, mas consegui dormir.

E aqui estamos nós, sexta-feira, lutando mais uma vez. Deixa eu voltar pro batente senão o feitor me põe no tronco. Até mais.

Cozinhar pra quê?

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:57 am

07.05.2007

Segunda-feira, tava todo mundo podre de tanto andar no final de semana. Todo mundo com exceção do Espiga. Fico tentando lembrar se eu tinha tanto pique assim ou é algo que colocam na comida hoje em dia.

Hoje era o dia de conhecer o Mr. Ray Saxe, chefe do Steve e o patrocinador de nossa viagem. A reunião ficou marcada para irmos em Manhattan, juntamento com o Shah e o gerente de projetos dele. Teoricamente seria algo em torno das 15h, mas nem o Steve tinha certeza. Chegando próximo desse horário saímos de Jersey e pegamos nosso trem para enfim conhecer o chefão e as instalações do banco na Cidade.

Era diferente andar com o Steve na rua. O cara é enorme, então cada passo dele é o equivalente a três meus. Então tivemos que andar rápido mesmo. À princípio existem vários prédios do HSBC em Manhattan. Obviamente TI fica com o mais bizarros de todos. Pelo que deu pra notar era um loft, enorme, onde colocaram divisórias e baias pra acomodar a macacada na frente dos computadores. Uma espécie de zoológico tecnológico onde os bichos ficam amontoados na frente de seus desktops enquanto fingem que estão em ambiente social.

Sobre a reunião, foi espantoso. Acho que isso é o que chamam de ser direto e eficiente. O Mr. Saxe foi exatamente isso. Falou o que esperava da gente, o que está reservado pro projeto e mandou ver. Foi uma hiper-reunião de 15 minutos e seria menos ainda se eu não tivesse ficado embasbacado com a velocidade do homem falando. Aliás, todo mundo ficou calado, com exceção do Steve fazendo piadinhas. O chefe falou o que tinha que falar e saiu correndo pra pegar um avião pra Paris. Um dia eu quero ser importante assim.

Saindo de lá fomos dar uma volta no resto da cidade pra conhecer as outras instalações do banco. O tal do prédio onde funciona a parte de investimentos corporativos é de chorar. Um saguão monstruoso com o chão em mármore vermelho, as paredes e as portas douradas. Uma espécie de sarcófago egípcio moderno, extremamente suntuoso. Acho que essa deve ser a idéia do “3o maior banco do mundo” quer passar pra quem tem muuuuuuuuuuuuuito dinheiro pra investir: que eles sabem fazer seu dinheiro virar mais dinheiro.

O resto do dia não teve muita agitação. Voltamos pra Jersey pra terminar algumas pendências e depois escolhemos fazer uma comida caseira ao invés de comer em restaurantes. Minha sugestão foi fazer um strogonoff, mas acabei descobrindo como é difícil cozinhar por aqui. De fato você acha todos os ingredientes do mundo que sonhar ou desejar, mas todos tem sabores e odores diferentes. Não sei porque diabos, se a gente come coisas de 5a categoria ou se tudo que é vendido daqui é entochado de vitaminas ou coisas parecidas que fazem com que o alimento mude de saber, mas é complicado. Meu strogonoff, por exemplo, ficou bom, mas tem um gosto absolutamente diferente. Aliás, alguém sabe me dizer como se chama “creme de leite” por aqui? E eu falo de creme de leite de verdade. Eu achei um troço chamado Heavy Milk mas era leite comum, um pouco mais grosso, mas anos-luz do que eu defino como creme de leite. Então, já dá pra imaginar como ficou meu jantar, né?

Ah, sim, aqui vai uma foto de como ficou o jantar.

Strogonoff

O paraíso das guitarras

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:42 am



06.05.2007

Antes que passe mais de uma semana sem escrever, vou tentar colocar este cara em dia.

Dia 6, domingo, foi o dia de passear nas lojas que não conseguimos ir no sábado. E, a primeira parada tinha que ser na loja de guitarras: Guitar Center. O lugar é sensacional. Tirei algumas fotos pra mostrar as guitarras que têm por lá. Prestem atenção nos preços das coisas. E digo uma coisa, essas guitarras mais caras estão prá lá de surradas, mas devem ter pertencido a algum cara que já morreu e foi muito fodão. Claro que tem os equipamentos mais modestos, por menos de $1000, para nós, mortais.

DSCN0091.JPGDSCN0092.JPG

Acabei comprando meu Wah-wah por $40.00, além de um reverb da echo-park, tão bom quanto um Boss mas quase a metade do preço. Mas você tem que se controlar pra não fazer besteira num lugar desses. Dá pra torrar tudo o que você ganha em equipamentos nesse lugar, desde pedaleiras até mini-estúdios, passando por cordeamentos e cabos que fazem você se sentir um bosta. Não é a toa que é tão fácil brotar essas bandas “geração MTV”. Com todo esse equipamento à disposição os caras tem mais é que tocar decentemente. Apesar de que, já ouvi dizer que a moçada aqui nem toca tudo isso. É mais fama mesmo.

Bom, saindo de lá fomos dar uma volta em outros lugares, tentar achar o tal do CBGB, o bar onde os Ramones começaram tocando. Basicamente fomos parar em East Village, o lugar mais Gay que eu já vi. De fato, o bairro em si é muito massa, com prédios e lojas em arquitetura colonial. Droga, o que me lembra que não tirei fotos do lugar. Mas eu volto lá. O fato de ser gay é a liberdade com que a moçada desse time anda na rua, de mãos dadas e abertamente. É tanto viado que você não consegue se acostumar. Segundo nossa guia aqui, ela nem nota. Deve ser isso que os caras aqui chamam de achar natural. Sei lá. Pra mim não.

Pra variar, depois de andar quilômetros e mais quilômetros, não achamos a porra do bar. Rumamos então para a J&R, a loja do paraíso dos nerds, com porcarias eletrônicas de todos os tipos. Da mesma forma que em outras lojas, dá vontade de sair gastando, mas desta vez eu me contive e não tirei as mãos do bolso. Apesar da quantidade de mouses sem fio, teclados sem fio, memórias, pen drives e o diabo a quatro, tive que me segurar. Mas acho que vou voltar lá.

Na volta passamos por Chinatown, o que não foi difícil de deduzir. Todo mundo fala chinês nesse lugar. É uma espécie de muambódromo feito por chineses. Você se sente num jogo de ping-pong com toda essa moçada falando igual e te vendendo as mesmas coisas (fones de ouvido, filmes piratas, etc). Nada de útil mesmo, mas vale a pena dar uma olhada.

O passeio acabou por aqui. Apesar da pouca descrição, andamos pra caralho. Mesmo. Tanto quanto no dia anterior. Se isso virar um hábito vou virar atleta.

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