Ócio também é cultura

March 27, 2008

Geddy Lee

Filed under: Canadenses — Tags: , , , , , — Masaru Hoshi @ 9:05 pm

Geddy LeeFalar de Canadenses sem falar de Rush é um sacrilégio. E falar de Rush significa falar do senhor Gary Lee Weinrib, mais conhecido como o vocalista, baixista, tecladista, tenista, excursionista, propagandista e sexista da banda.

Esse pequeno retirante cearense fugiu do calor de Mossoró no interior do Ceará e viajou mais de 10 mil quilômetros em um pau-de-arara até chegar nas terras congeladas no Canadá, onde teve que aprender rapidinho como tocar outra coisa que não fosse uma sanfona e uma zabumba senão ia morrer de fome pois seu estoque de rapadura e queijo de cuia estavam acabando rapidamente.

Palhaçadas a parte, Geddy Lee nesceu na verdade em 29 de julho de 1952 (ó mãe, quase no teu aniversário), filho de pais judeus-poloneses que fugiram dos campos de concentração de Dachau e Bergen-Belsen durante a Segunda Guerra Mundial. Parido e criado em Toronto, Ontário, esse garoto cresceu para se tornar um dos maiores músicos da história do Rock. Responsável por solos de baixo de 8 minutos que levam o público à loucura, a voz estridente e relampejante desse filhote de cruz-credo somada à sua fantástica habilidade como músico parte fundamental de qualquer um que curte o bom e velho rock’n roll.

Bom, além de grande músico, o homem é uma pessoa mais normal do que parece. Ele é fã de seriados como Os Sopranos e Beavis and Butthead e maníaco pela obra de J.R.R. Tolkien, em especial O Senhor dos Anéis. Ele também já se declarou super apaixonado por baseball em uma entrevista feita para o Sporting News, além de ter demonstrado um grande interesse em um dia patrocinar um time menor da Liga. Contam as lendas que você sempre pode encontrá-lo em jogos do Blue Jay comendo um cachorro-quente.

Como se não bastasse o sucesso e o respeito que adquiriu como músico, ele também foi premiado com a Ordem do Canadá, prêmio vitalício concedido pelo governo canadense a pessoas que prestaram grandes serviços à Nação e à humanidade como um todo.

Curiosidades

  • O apelido “Geddy” foi inspirado na mãe dele, que devido ao forte sotaque sempre pronunciava o nome do filho parecido com isso.
  • Lee foi encontrado na última hora por Alex Lifeson para substituir Jeff Jones, baixista anterior da banda que resolveu ir à uma festa ao invés de tocar como havia combinado.
  • Ele estudou no primário com o comediante Rick Moranis.
  • Já foi eleito melhor baixista do mundo por 6 vezes.
  • Sua maior influência musical é Jack Bruce, baixista do Cream e ex-parceiro de Eric Clapton e Ginger Baker.

Se você quiser saber mais sobre o grupo Rush e ter uma visão mais musical sobre essa e outras grandes bandas, dê uma olhada no artigo escrito pelo Kleber no Blog dele.

Momento Cultural

Geddy Lee dá valiosas dicas sobre como aproveitar o inverno canadense de maneira agradável.

March 8, 2008

Mike Myers

Filed under: Canadenses — Tags: , , , , , — Masaru Hoshi @ 10:38 pm

Mike MyersChegou a vez de falar desse cara. Além de ser outro canadense famoso, é uma figura fantástica e de um humor que aprecio muitíssimo. Michael John Myers nasceu em Scarborough, Ontario, em 25 de Maio de 1963. Filho de Alice e Eric Myers, ambos ingleses que escolheram morar no Canadá. O pai foi vendedor de enciclopédias e a mãe trabalhava em escritórios de contabilidade.

O cara cresceu como qualquer criança, sem grandes feitos ou grande aparições públicas, com exceção de um comercial de TV que fez quando tinha 9 anos. Bom, a vocação do cara sempre foi a comédia mesmo, tanto que aos 18 anos, após terminar o High School, ele entrou pro Second City, um grupo de comediantes muito conhecido de Toronto. Após passar alguns anos em Londres, Mike voltou para o Canadá para voltar a investir em sua carreira de comediante.

Fã ardoroso do Toronto Maple Leafs, o sr. Myers criou muitos de seus personagens antes de realmente fazer sucesso na televisão ou no cinema, como foi o caso de Wayne Campbell, astro de Wayne’s World (Party on!!!). Membro do Saturday Night Live por 6 anos, ele já estrelou mais 35 filmes, sendo protagonista de vários deles como:

  • Shrek I, II e III (ele é a voz do Ogro!);
  • Wayne’s World I e II;
  • Os 3 Austin Powers, onde ele faz os papéis do próprio Austin, do Dr. Evil e do asqueroso Fat Bastard (Igordão).

Depois de ter passado mais de 4 anos sem atuar (dublar o verdão não conta) seu próximo filme deve sair em breve. Chamado de The Love Guru, o filme conta a história de um filho de americanos que é criado na Índia e acaba se tornando um grande guru da auto-ajuda. Estrelado também pela gostosíssima da Jessica Alba o filme parece que vai ser outro grande sucesso do cara.

Curiosidades

  • O pai dele foi cozinheiro do exército britânico
  • Ele é membro de duas bandas: o Ming Tea e a Susanna Hoffs
  • Ele também é torcedor do Liverpool F.C.
  • Sempre dá um jeito de aparecer de cueca nos seus filmes
  • Ele coleciona soldadinhos de brinquedo
  • Sua mãe estudou London Academy of Music and Dramatic Art antes de se mudar para o Canadá
  • A última carta escrita por George Harrison foi dada a ele pelo Beatle após sua morte e durante as filmagens do último Austin Powers.
  • Na carta, George pediu um boneco do Mini Me de presente.

February 19, 2008

Dan Aykroyd

Filed under: Canadenses — Tags: , , , , — Masaru Hoshi @ 10:43 pm

Dan AykroydResolvi começar a escrever sobre Canadenses. Alguns famosos outros nem tanto, mas todos vindos dessa terra do norte. De certa maneira minha pequena contribuição para mostrar ao mundo que muita gente gosta de canadenses e sequer tinha idéia disso até agora.

Bom, vou começar falando de um cara que já teve destaque no blog do Kleber recentemente. Daniel Edward Aykroyd nasceu em Ottawa, Ontario, capital federal, em 1º de Julho de 1952.

Pai engenheiro civil e assessor do então primeiro ministro Pierre Trudeau; mãe secretária de origem Québecoise. O cara é uma verdadeira salada genética, e não to falando de raízes familiares. Ele conseguiu nascer ao mesmo tempo com Sindactilia, Heterocromia e Sindrome de Asperge, ou seja, nasceu com pés de galinha, um olho de cada cor e quase autista! Católico, o cara chegou a querer ser padre por muitos anos, até desistir da idéia e resolver arriscar a vida como comediante em bares noturnos do tipo Stand Up Comedy. Após trabalhar se apresentando durante vários anos no Speakeasy (atual Club 505 em Toronto) ele começou a receber ofertas de grandes shows da televisão canadense até finalmente chegar ao Saturday Night Live, programa norte-americano berço de vários grandes nomes da comédia hollywoodiana, onde Dan trabalhou de 75 a 79.

Dono de um senso de humor ácido e extramamente inteligente, Dan Aykroyd contracenou com grandes figuras do cinema atuando em diversos gêneros, indo da ficção até o drama. Mas sua grande vertente é realmente a comédia. Ator de filmes como Os Caçafantasmas I e II, 1941, Os Irmãos Cara-de-Pau (Blues Brothers, onde ele atua com seu amigo John Belushi), Indiana Jones e o Templo da Perdição (sim, ele estava lá!), Conduzindo Miss Daisy, Gasparzinho, Evolução (tá, foi um fiasco mas é engraçado), Chaplin e Cônicos e Cômicos, ele sempre deixa sua presença bem marcada por onde passa.

Pessoalmente eu prefiro mesmo Os Caçafantasmas e Blues Brothers, mas isso não quer dizer que não adoro os outros filmes do cara. Pelo contrário, todos são fantásticos.

Dan Aykroyd não ateve-se unicamente ao estrelato. Aproveitando sua experiência acumulada durante seus anos atuando ele também dirigiu, escreveu e produziu alguns filmes, dentre os quais The Blues Brothers (claro) e vários episódios de Saturday Night Live. Não bastasse tudo isso o cara ainda é comandante reserva do departamento de polícia e consultor de Hollywood para filmes relacionados com OVNIs (bizarro, não?).

Curiosidades

  • O cara chegou a ser noivo da Princesa Leia, Carrie Fisher;
  • Ele é co-proprietário da House of Blues;
  • Trabalhou como carteiro antes de partir para a carreira de ator;
  • O Geléia do filme dos Caça Fantasmas foi inspirado no seu falecido amigo John Belushi;
  • O script original de Blues Brothers (escrito por ele mesmo) tinha mais de 300 páginas.

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