Ócio também é cultura

May 13, 2008

Trabalho corporativo

Filed under: Pérolas — Tags: , , — Masaru Hoshi @ 6:53 pm

Eu sempre tenho a esperança de que um dia vou sair da eterna síndrome de fazer parte da equipe de remo brasileira e quem sabe fazer parte do time adversário (que coincidentemente é japonês [longe de mim estar puxando a sardinha pro meu lado]). Coincidentemente isso sempre acontece naqueles momentos em que parece que a gente está passando de fase, como ano novo, natal, emprego novo, mudança, troca de faixa, final de novela das 8, ressaca, pós-gripe, etc. Deve ter algo a ver com a tal da esperança.

Eu por exemplo tento entender a real intenção em criar diversos cargos diferentes com hierarquias e sub-hierarquias e outros níveis e por aí vai. Recentemente pude estar presente em mais um momento desses: onde antes havia três níveis agora existem quatro; e já recentemente já são 5 e bem atualmente já são sete. O engraçado é que a gente dificilmente está na “outra ponta do barco”. Ao invés disso sempre somos aquele pobre remador que fica do outro lado.

Sempre adorei as piadas do Scott Adams e admiro muito como ele consegue colocar o que é triste e deprimente de forma bem humorada e descontraída. É como se a gente fosse o Indiana Jones que fica sentado no chão rindo porque vai ser esmagado pela bola gigante de pedra. Apesar disso tudo, há faz algum tempo cheguei à conclusão que estava ficando velho (ou finalmente mais sábio) pois já não me sinto atingido por esses episódios de administração Troiana (lembram o que aconteceu com a cidade?) que antes tiravam meu sono.

O importante em tudo isso é deixar pra lá porque, você passa e as organizações sempre vão repetir os mesmos feitos. Mas e se não fosse, né? Imaginam como poderia ser um tédio não tem como falar mal do chefe, de como o marketing torra dinheiro em ações sem sentido, em como a gente se senta com cara de falso em reuniões motivacionais e finge muito bem, de como tem gente ao seu redor que fica o dia inteiro sem fazer nada enquanto você trabalha igual um desgraçado, e que apesar de trabalhar tanto na hora que você tira pra tomar um café e evitar ter um AVC sempre aparece alguém dizendo que você só fica voando por aí…

May 6, 2008

Kit falta de vergonha

Filed under: Pérolas — Tags: , , — Masaru Hoshi @ 8:30 pm

Vai transar? O governo dá camisinha.
Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou? O governo dá o aborto.
Teve filho? O governo dá o bolsa família.
Tá desempregado? O governo dá bolsa desemprego.
Vai prestar vestibular? O governo dá o bolsa cota.
Não tem terra? O governo dá o bolsa invasão e ainda te aposenta.

Mas experimenta estudar, trabalhar e andar na linha para ver o que é que te acontece.

May 5, 2008

Exames médicos - Parte II

Filed under: Québec — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 4:47 pm

Pois é, hoje foi o dia da consulta pedida pelo Dr. Benito à um especialista para averiguar minha situação.

Como havia no post anterior, resolvi me adiantar à situação e pedi um laudo à minha médica relatando minha situação. Também fui munido dos resultados dos exames que fiz anteriormente, inclusive daqueles que apresentam a negativação da minha hepatite.

“O seguro morreu de velho”

Bom, morreu dolorozamente. Fiz minha consulta hoje com o Dr. José Luis de Andrade Neto. Infectologiasta, super simpático e deveras atencioso. Apresentei-lhe minha história, o laudo que havia pedido à minha médica e os resultados dos exames. Batemos um longo papo de quase 30 minutos (eu disse longo?) e acabei descobrindo que ele é professor de medicina na PUC e que conhece minha mãe (que também é professora lá). Mundinho pequeno, sô…

Enfim, conclusão da história é que ele relatou que não encontrou nada de anormal e que deve relatar o mesmo para o Dr. Benito.

Bom, acho que acabou. Agora é esperar o Dr. Benito enviar os laudos para Trinidad e aguardar um contato do positivo do consulado informando que devo enviar nossos passaportes.

May 1, 2008

Exames médicos

Filed under: Québec — Tags: , , , , — Masaru Hoshi @ 9:15 pm

Bom, pra começar estou realmente atrasado para este post. Deveria ter feito isso quando as coisas ainda estavam na memória, mas com a data de irmos chegando cada vez mais próxima, fiquei deixando pra depois e conseqüentemente caía na velha história do “preciso encontrar tempo pra isso”. Finalmente, dia do trabalho, feriado nacional, quinta-feira chuvosa, momento ideal pra escrever. Vamos à maratona.

Recebemos nosso comunicado dos exames dia 10.04, mas por diversos motivos alheios à nossa vontade só marcamos nossos exames para dia 25.04. Como de praxe aqui em Curitiba fomos ao Instituto Forlanini, único local com um médico credenciado pelo consulado do Canadá aqui na cidade para fazer os exames. Como tínhamos várias coisas pendentes, resolvemos aproveitar o dia para fazer tudo o que tínhamos pendentes além dos exames.

Bom, nosso exames estava marcado para as 8h30 da manhã. Chegando ao instituto exatamente as 8h29. Fui à recepção enquanto a Márcia e o Matsuru esperavam sentados. A recepcionista me pediu então cópia dos nossos passaportes, 2 fotos 5×7 de cada um de nós e que eu preenchesse um formulário com algumas informações pessoais. Ao fim fomos encaminhados para tirar chapas de raio-x de tórax. O Matsuru ficou dispensado do exame por causa da idade (não sei a idade mínima. melhor ligar lá e confirmar).

Enquanto a Márcia fazia o exame dela, nós dois fomos chamados para uma pré-entrevista com a auxiliar do Dr. Benito Gusso. Muito simpática, Heloísa, ela nos atendeu em uma sala separada onde nos fez várias perguntas pertinentes ao nosso estado de saúde, incluindo de havíamos alguma cicatriz, se tivemos alguma doença e se havíamos feito alguma cirurgia.

Neste momento vale um comentário. Não é segredo nenhum para quem me conhece que passei por uma
cirurgia de apêndice quando tinha em torno de 14 anos e que me rendeu uma Hepatite C e um tratamento bem sucedido após alguns anos. Bom, como uma das perguntas era pertinente ao fato de eu ter ou não contraído algum tipo de hepatite, achei justo ser honesto e contar que havia tido essa doença, mesmo que atualmente não tenha mais sinal algum dela. Mesmo sabendo que poderia omitir esse episódio do médico, achei melhor seguir meus princípios e contar a verdade. Isso nunca fez mau a ninguém.

Bom, continuando. Após conversamos por alguns minutos com o Dr. Benito, que demonstrou ser muito simpático e atencioso, ele recomendou que, além dos exames normalmente solicitados pelo consulado que nós três fizéssemos também exames para Hepatite B, por questão de precaução. Segundo ele mesmo, o escritório em Trinidad pode ser bem exigente nesse ponto e para evitar qualquer mau-entendido com eles, essa solicitação seria mais por motivos de precaução.

Feitos os exames, recebi um comunicado da Heloísa ontem, dia 30.06, informando que o resultado das minhas transaminases estavam ligeiramente alterados e que o Dr. Benito aconselhava uma consulta com um especialista credenciado do consulado para  averiguar a situação.  Por via das dúvidas pedi à minha médica um laudo completo do meu tratamento para levar nesse médico indicado para investigar minha situação. Já sei antecipadamente que ele não vai encontrar nada de novo, mas “se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação…”

Resultado da brincadeira até o momento: R$ 1.300 e uns quebrados em exames e consultas. É, tá doendo até agora, mas a esperança continua, companheiro. A ansiedade continua em ritmo controlado, mas nada que a escalada e um xarope de maracujá não resolvam.

To be continued…

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