Ócio também é cultura

February 19, 2008

Dan Aykroyd

Filed under: Canadenses — Tags: , , , , — Masaru Hoshi @ 10:43 pm

Dan AykroydResolvi começar a escrever sobre Canadenses. Alguns famosos outros nem tanto, mas todos vindos dessa terra do norte. De certa maneira minha pequena contribuição para mostrar ao mundo que muita gente gosta de canadenses e sequer tinha idéia disso até agora.

Bom, vou começar falando de um cara que já teve destaque no blog do Kleber recentemente. Daniel Edward Aykroyd nasceu em Ottawa, Ontario, capital federal, em 1º de Julho de 1952.

Pai engenheiro civil e assessor do então primeiro ministro Pierre Trudeau; mãe secretária de origem Québecoise. O cara é uma verdadeira salada genética, e não to falando de raízes familiares. Ele conseguiu nascer ao mesmo tempo com Sindactilia, Heterocromia e Sindrome de Asperge, ou seja, nasceu com pés de galinha, um olho de cada cor e quase autista! Católico, o cara chegou a querer ser padre por muitos anos, até desistir da idéia e resolver arriscar a vida como comediante em bares noturnos do tipo Stand Up Comedy. Após trabalhar se apresentando durante vários anos no Speakeasy (atual Club 505 em Toronto) ele começou a receber ofertas de grandes shows da televisão canadense até finalmente chegar ao Saturday Night Live, programa norte-americano berço de vários grandes nomes da comédia hollywoodiana, onde Dan trabalhou de 75 a 79.

Dono de um senso de humor ácido e extramamente inteligente, Dan Aykroyd contracenou com grandes figuras do cinema atuando em diversos gêneros, indo da ficção até o drama. Mas sua grande vertente é realmente a comédia. Ator de filmes como Os Caçafantasmas I e II, 1941, Os Irmãos Cara-de-Pau (Blues Brothers, onde ele atua com seu amigo John Belushi), Indiana Jones e o Templo da Perdição (sim, ele estava lá!), Conduzindo Miss Daisy, Gasparzinho, Evolução (tá, foi um fiasco mas é engraçado), Chaplin e Cônicos e Cômicos, ele sempre deixa sua presença bem marcada por onde passa.

Pessoalmente eu prefiro mesmo Os Caçafantasmas e Blues Brothers, mas isso não quer dizer que não adoro os outros filmes do cara. Pelo contrário, todos são fantásticos.

Dan Aykroyd não ateve-se unicamente ao estrelato. Aproveitando sua experiência acumulada durante seus anos atuando ele também dirigiu, escreveu e produziu alguns filmes, dentre os quais The Blues Brothers (claro) e vários episódios de Saturday Night Live. Não bastasse tudo isso o cara ainda é comandante reserva do departamento de polícia e consultor de Hollywood para filmes relacionados com OVNIs (bizarro, não?).

Curiosidades

  • O cara chegou a ser noivo da Princesa Leia, Carrie Fisher;
  • Ele é co-proprietário da House of Blues;
  • Trabalhou como carteiro antes de partir para a carreira de ator;
  • O Geléia do filme dos Caça Fantasmas foi inspirado no seu falecido amigo John Belushi;
  • O script original de Blues Brothers (escrito por ele mesmo) tinha mais de 300 páginas.

February 11, 2008

Os efeitos da cachaça

Filed under: Pérolas — Masaru Hoshi @ 8:59 pm

Usando a arte da chutologia acho que é possível passar no mínimo semanas lendo e assistindo histórias de bêbados que encontramos na Internet. De vez em quando me pego lendo uma dessas história. A mais recente foi enviada pela minha mãe, rainha de receber tralhas por e-mail. Mas devo confessar: a performance do rapaz neste vídeo me surpreendeu.

February 9, 2008

Reportagem TV Paranaense

Filed under: Québec — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 9:39 pm

Salut a tous!

Hoje passou uma reportagem na TV Paranaense sobre aqueles daqui que estão imigrando ou que já foram para o Québec. Eles chegam a entrevistar a Géneviève, québecoise e proprietária do Centre Québec, escola voltada para o pessoal que deseja imigrar para o Québec e que mora aqui em Curitiba.

Publiquei no YouTube a reportagem de hoje e se possível devo publicar também a que vai passar no programa “Revista RPC” de amanhã (10-02-2008), que vai falar um pouco mais sobre o assunto.

February 6, 2008

E chegou a vez de Curitiba

Filed under: Pérolas — Masaru Hoshi @ 2:51 pm



Quem me mandou esta foi o Kleber. É colocar em palavras aquilo que todo mundo que mora em Curitiba já sabe, que esta cidade está se tornando o reflexo do resto do país. Depois de toda a propaganda feita sobre ser “Cidade de Primeiro Mundo” e pólo de desenvolvimento humano, chegou a vez de colher os frutos e vermos o que aconteceu com a cidade.

Ainda não é o nível de Salvador neste carnaval mas já é um bom caminho percorrido em direção aos padrões nacionais.

Curitiba dá pena

Foram registrados 26 assassinatos em Curitiba e em sua região metropolitana entre sábado e terça-feira, período do feriado do Carnaval. Esta é mais uma informação para justificar o título desta coluna: Curitiba dá pena.

Dá pena porque nos acostumamos a admirar aquela cidade como um laboratório urbano de civilidade, especialmente para as nações mais pobres. Muitas das invenções curitibanas se propagaram pelo mundo –mas a violência atinge sua imagem, revelando uma desagregação social combinada com ineficiência policial. A civilidade de uma comunidade começa pelo direito à vida.

A matança do feriado apenas reforça o relatório, divulgado na semana passada, com base em dados do Ministério da Saúde. A taxa de assassinatos é de 49,3 por 100 mil habitantes em Curitiba, muito maior do que a média nacional –a linha do homicídio, segundo o documento, cresce a cada ano. Mesmo considerando a possibilidade de desvios estatísticos apontados pela Folha, a cidade está pior do que São Paulo e, na melhor das hipóteses, igual ao Rio.

Curitiba é mais um exemplo do poder avassalador da epidemia da violência, abalando sua imagem de cidade modelo –é uma pena não só para eles, mas para todo o país.

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