Ócio também é cultura

May 15, 2007

“Domingo eu quero ver o domingo passar”

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 1:05 pm



13.05.2007

Bom, combinei com o Espiga de irmos no Metropolitan Museum domingo, bem cedo. Acabamos não saindo tão cedo assim mas deu pra chegar lá a tempo. O dito fica ao lado do Central Park, exatamente no lado oposto ao Museu de História Natural. É tão grande quanto o primeiro mas tem um fim diferente: arte. Nem por isso acabamos por ver coisas fantásticas como por exemplo, coleções de arte egípcia, grega, romana, africana, japonese, artigos da europa medieval e, o que estava em destaque, a esposição de Van Gogh.

Pessoalmente eu entendo tanto de arte quanto de física quântica. Na verdade eu entendo muito mais de física quântica. Só sei que arte tem a ver com uns caras que retratam as coisas de maneira muito bacana, de acordo com suas próprias neuroses. Os gregos são um ótimo exemplo disso. Por alguma razão obscura da cultura Helenística, os caras adoravam retratar homens nus e pior ainda, detalhar o que tem no cara nú. PQP… É muito viado num lugar só. Por outro lado, os egípcios foram uns caras muito fodões. As cores que eles extraiam nas pinturas, os detalhes das esculturas e nas construções, era impressionante. Claro que tudo isso era feito com muito trabalho escravo, mas nada muito diferente de como tratamos os chineses ou os indianos hoje em dia. (só espero que ninguém esqueça o que acontece no passado com esse bando de gente explorada).

Metropolitan Museum 01Metropolitan Museum 02

Enfim, foi um dia bem comprido. Conheci um casal de amigos do Espiga, Antônia e Isabela. Ah sim, e a filhinha deles, Stela. Pessoal muito gente boa que mora por aqui já faz quase 3 anos. Ele entende muito de Java e Grid Computing e trabalha pra uma empresa de consultoria por aqui. Ambos já possuem o Green Card e vivem em Astoria. Como eu disse antes, pessoal muito legal. Devia ter tirado fotos deles…

Final de semana, enfim

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 12:08 pm


12.05.2007

Sim, o final de semana chegou. Nada tem mais sentido do que o final de semana. Eita período maravilhoso. São dois dias que nunca deveriam acabar, principalmente naquelas últimas 4 horas do domingo onde o que você mais quer é que o dia seguinte seja feriado, principalmente pra poder descansar por causa das loucuras que você fez durante o final de semana.

Não poderia ser diferente. Sabadão, dia de fazer alguma coisa. Desta vez me dei ao luxo de acordar mais tarde. Estava destruído depois da semana de massacre cerebral, mas ficar em casa pra mim é complicado. O Espiga acordou cedo e se mandou pra Manhattan pra encontrar um amigo no museu de história natural. Devia ter criado vergonha, acordado cedo e ido com ele, mas a cama tem poderes de persuasão que nenhum vampiro de 3 geração teria. Meu companheiro de viagem resolveu ficar no hotel pra colocar as coisas em dia, logo, me meti a andar sozinho em Manhattan.

Sabe que no final acabei sobrevivendo? Fui fazer algo que só conseguiria fazer sozinho: fui na Toys R Us. Ô lojinha batuta sô! Uma criança se sente… uma criança neste lugar. As coisas são feitas pra brincar e você realmente fica brincando. As opções são tantas que você se perde em tudo o que tem pra fazer! Eu mesmo passei quase 3 horas lá dentro e não me dei conta do tempo. Você vê coisas como uma roda gigante no meio da loja, um superman segurando um caminhão, o spiderman pendurado nas paredes e até um T-Rex se mexendo de verdade. Isso sem contar nos preços. Não tem nada igual ao Brasil, onde você tem que trabalhar um ano inteiro pra comprar um presente bacana pro seu filho e ainda assim vai ter que parcelar pra pagar o absurdo que os caras pedem.

Roda GiganteSuperman with the TruckLook! The T-Rex!

A Márcia tinha falado que o filhote queria alguma coisa de controle remoto. Bom, o que não falta aqui são opções. Tinha até um disco voador de controle remoto que voava de verdade. Cara, sensacional. Mas, pra crianças da idade dele nada melhor que algo diferente. No nosso caso resolvi comprar uma Cobra. É, uma cobra. Muito bacana, parte da linha da Discovery de brinquedos. Os caras vendem os brinquedos e geringonças das que chamam a atenção até de adultos.

My precious

Depois de quase esquecer do tempo, fui dar uma volta nas redondesas. Era Times Square, então é claro que tava atochado de turista (eu incluso) andando por lá. É uma bagunça só. Trânsito é um nojo, ninguém se entende, nem os guardas que ficam por lá. Como o lugar é conhecido tem rede de TV e produtora filmando comerciais ou filmes ou qualquer outra coisa em tudo quanto é canto pra tirar proveito do lugar. Como era quase 4 da tarde, fui procurar algo pra comer. Felizmente achei um restaurante japones de verdade, daqueles que são apenas uma porta e um japones cozinhando lá dentro. Nada melhor que Udon pra esquentar a alma, feita da maneira que só me lembrava de ter comido no Japão mesmo. Fantástico.

Como já estava podre de andar, voltei pra casa. Mas não antes de ir até o Central Park. O troço é estúpido de enorme, e bem no meio de Manhattan. Mas, como dizem por aqui, tudo em NY é ignorante de grande mesmo (inclusive as gordas… aff). Sem contar que parece que você muda de universo de uma hora pra outro.

Bom, é isso aí.

Times Square 01Times Square 02

May 11, 2007

Trabalho, trabalho e mais trabalho

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 10:08 am



08, 09 e 10.05.2007

Por que eu escolhi escrever sobre os três dias de uma vez? Porque não tive vida dentro desse período. Isso é o que chamamos de treinamento MESMO. Tivemos duas reuniões e muita falação do Steve, sem contar que tivemos que programar em ritmo acelerado pra entregar as coisas. Quarta e quinta-feiras foram os piores dias. Saímos daqui depois das 8PM pra colocar as coisas em dia. Tem umas 20 mensagens na minha caixa de entrada que não consegui nem ler ainda, então o bicho vai explodir mesmo.

Vou ser suscinto comentando desses dias. Depois de trabalhar igual um maluco durante o dia (quarta nem sequer levantei depois do almoço [fiquei da 1h até as 20h30 sentado, direto]), à noite só queria saber de dormir. Não que eu tenha conseguido muito. Com o ritmo insano durante o dia era complicado falar pro cérebro que ele precisava descansar, mas depois de muita programação inútil na TV ele até que conseguia desligar. Não que ficasse assim muito tempo. Durante a madrugada eu acordei umas 2 ou 3 vezes e ficava rolando na cama, mas consegui dormir.

E aqui estamos nós, sexta-feira, lutando mais uma vez. Deixa eu voltar pro batente senão o feitor me põe no tronco. Até mais.

Cozinhar pra quê?

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:57 am

07.05.2007

Segunda-feira, tava todo mundo podre de tanto andar no final de semana. Todo mundo com exceção do Espiga. Fico tentando lembrar se eu tinha tanto pique assim ou é algo que colocam na comida hoje em dia.

Hoje era o dia de conhecer o Mr. Ray Saxe, chefe do Steve e o patrocinador de nossa viagem. A reunião ficou marcada para irmos em Manhattan, juntamento com o Shah e o gerente de projetos dele. Teoricamente seria algo em torno das 15h, mas nem o Steve tinha certeza. Chegando próximo desse horário saímos de Jersey e pegamos nosso trem para enfim conhecer o chefão e as instalações do banco na Cidade.

Era diferente andar com o Steve na rua. O cara é enorme, então cada passo dele é o equivalente a três meus. Então tivemos que andar rápido mesmo. À princípio existem vários prédios do HSBC em Manhattan. Obviamente TI fica com o mais bizarros de todos. Pelo que deu pra notar era um loft, enorme, onde colocaram divisórias e baias pra acomodar a macacada na frente dos computadores. Uma espécie de zoológico tecnológico onde os bichos ficam amontoados na frente de seus desktops enquanto fingem que estão em ambiente social.

Sobre a reunião, foi espantoso. Acho que isso é o que chamam de ser direto e eficiente. O Mr. Saxe foi exatamente isso. Falou o que esperava da gente, o que está reservado pro projeto e mandou ver. Foi uma hiper-reunião de 15 minutos e seria menos ainda se eu não tivesse ficado embasbacado com a velocidade do homem falando. Aliás, todo mundo ficou calado, com exceção do Steve fazendo piadinhas. O chefe falou o que tinha que falar e saiu correndo pra pegar um avião pra Paris. Um dia eu quero ser importante assim.

Saindo de lá fomos dar uma volta no resto da cidade pra conhecer as outras instalações do banco. O tal do prédio onde funciona a parte de investimentos corporativos é de chorar. Um saguão monstruoso com o chão em mármore vermelho, as paredes e as portas douradas. Uma espécie de sarcófago egípcio moderno, extremamente suntuoso. Acho que essa deve ser a idéia do “3o maior banco do mundo” quer passar pra quem tem muuuuuuuuuuuuuito dinheiro pra investir: que eles sabem fazer seu dinheiro virar mais dinheiro.

O resto do dia não teve muita agitação. Voltamos pra Jersey pra terminar algumas pendências e depois escolhemos fazer uma comida caseira ao invés de comer em restaurantes. Minha sugestão foi fazer um strogonoff, mas acabei descobrindo como é difícil cozinhar por aqui. De fato você acha todos os ingredientes do mundo que sonhar ou desejar, mas todos tem sabores e odores diferentes. Não sei porque diabos, se a gente come coisas de 5a categoria ou se tudo que é vendido daqui é entochado de vitaminas ou coisas parecidas que fazem com que o alimento mude de saber, mas é complicado. Meu strogonoff, por exemplo, ficou bom, mas tem um gosto absolutamente diferente. Aliás, alguém sabe me dizer como se chama “creme de leite” por aqui? E eu falo de creme de leite de verdade. Eu achei um troço chamado Heavy Milk mas era leite comum, um pouco mais grosso, mas anos-luz do que eu defino como creme de leite. Então, já dá pra imaginar como ficou meu jantar, né?

Ah, sim, aqui vai uma foto de como ficou o jantar.

Strogonoff

O paraíso das guitarras

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 9:42 am



06.05.2007

Antes que passe mais de uma semana sem escrever, vou tentar colocar este cara em dia.

Dia 6, domingo, foi o dia de passear nas lojas que não conseguimos ir no sábado. E, a primeira parada tinha que ser na loja de guitarras: Guitar Center. O lugar é sensacional. Tirei algumas fotos pra mostrar as guitarras que têm por lá. Prestem atenção nos preços das coisas. E digo uma coisa, essas guitarras mais caras estão prá lá de surradas, mas devem ter pertencido a algum cara que já morreu e foi muito fodão. Claro que tem os equipamentos mais modestos, por menos de $1000, para nós, mortais.

DSCN0091.JPGDSCN0092.JPG

Acabei comprando meu Wah-wah por $40.00, além de um reverb da echo-park, tão bom quanto um Boss mas quase a metade do preço. Mas você tem que se controlar pra não fazer besteira num lugar desses. Dá pra torrar tudo o que você ganha em equipamentos nesse lugar, desde pedaleiras até mini-estúdios, passando por cordeamentos e cabos que fazem você se sentir um bosta. Não é a toa que é tão fácil brotar essas bandas “geração MTV”. Com todo esse equipamento à disposição os caras tem mais é que tocar decentemente. Apesar de que, já ouvi dizer que a moçada aqui nem toca tudo isso. É mais fama mesmo.

Bom, saindo de lá fomos dar uma volta em outros lugares, tentar achar o tal do CBGB, o bar onde os Ramones começaram tocando. Basicamente fomos parar em East Village, o lugar mais Gay que eu já vi. De fato, o bairro em si é muito massa, com prédios e lojas em arquitetura colonial. Droga, o que me lembra que não tirei fotos do lugar. Mas eu volto lá. O fato de ser gay é a liberdade com que a moçada desse time anda na rua, de mãos dadas e abertamente. É tanto viado que você não consegue se acostumar. Segundo nossa guia aqui, ela nem nota. Deve ser isso que os caras aqui chamam de achar natural. Sei lá. Pra mim não.

Pra variar, depois de andar quilômetros e mais quilômetros, não achamos a porra do bar. Rumamos então para a J&R, a loja do paraíso dos nerds, com porcarias eletrônicas de todos os tipos. Da mesma forma que em outras lojas, dá vontade de sair gastando, mas desta vez eu me contive e não tirei as mãos do bolso. Apesar da quantidade de mouses sem fio, teclados sem fio, memórias, pen drives e o diabo a quatro, tive que me segurar. Mas acho que vou voltar lá.

Na volta passamos por Chinatown, o que não foi difícil de deduzir. Todo mundo fala chinês nesse lugar. É uma espécie de muambódromo feito por chineses. Você se sente num jogo de ping-pong com toda essa moçada falando igual e te vendendo as mesmas coisas (fones de ouvido, filmes piratas, etc). Nada de útil mesmo, mas vale a pena dar uma olhada.

O passeio acabou por aqui. Apesar da pouca descrição, andamos pra caralho. Mesmo. Tanto quanto no dia anterior. Se isso virar um hábito vou virar atleta.

May 7, 2007

Passeando em Manhattan

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 12:46 pm


05.05.2007

A idéia era acordar cedo e ir passear em Manhattan. A parte do acordar cedo não deu muito certo. Eu fui acordado na marra pelo Marcelo que me ligou as 10AM perguntando que diabos eu ainda tava fazendo dormindo. Bem, foi culpa minha mesmo. Não botei o despertador pra tocar e tava ultra-cansado. Aquela cama nunca me pareceu tão boa. Mas, bem, tínhamos mais uma razão pra ter saído cedo: lavar roupa. É, lavar roupa. É o preço que se pagar por passar tanto tempo morando longe por conta da empresa e também ser mão de vaca (se não fosse teria pago uma lavanderia pra fazer tudo pra mim, mas não, o Nonô Correia aqui é capaz de nadar o atlântico inteiro com um sonrisal na mão e chegar inteiro do outro lado).

Fomos no mercado comprar sabão e amaciante. Pra variar, tudo lá é vendido em tonelada. Não tinha nada menor que 2kg de sabão e 2 litros de amaciante. Mas o preço compensava. Era comprar Omo pelo preço do Sabão Vigor. Incrível como as coisas são baratas aqui. Não páro de me surpreender. E se tivesse pego os cupons de desconto teria pago menos ainda!

Bom, passada a breve maratona no super-mercado, chegou a hora de lavar roupa. Deve ser fácil. Três caras, todos maiores de idade, curso superior e tudo o mais. Seria a tarefa mais fácil do mundo. Fomos pro apê do Espiga, que tinha máquina e secadora inclusos, e levamos as cosias prá lá. Depois de 15 minutos ainda estávamos olhando pra máquina de lavar, apertando todos os botões possíveis, numa típica cena de 2001 onde os macacos olham pro monolito. Chegava a hora do óbvio. Quando a lógica parecia ter ido pro pau, era a vez da ignorância. Num acesso de frustração o Marcelo deu um murro na máquina de lavar… e ela começou a funcionar!!! Incrível, não sabia que isso acontecia de verdade. Só viemos descobrir depois que a tampa funcionava com sensor de pressão e, nós, com medo de quebrar as coisas, fechamos-na com a maior delicadesa do mundo. Bastava soltar a porra da tampa e ser feliz.

Ah! Teve outro episódio antes também. Na confusão de aperta botão aqui e ali, colocamos o sabão no lugar errado… Depois de 14 minutos lavando roupa com água, descobrimos que não existe aquele lugar pra colocar sabão, você joga por cima da roupa (pelo menos era o que estava escrito nas instruções da caixa de sabão). Mas, vencida a batalha com a máquina era só esperar lavar as cuecas, as camisas e as calças pra poder sair. E lá fomos nós, as 14h, passear em Manhattan. Pro Marcelo foi bom esse horário. O cara tava morto de sono. Ficou plugado na Internet até as 4h da manhã e acordou às 9h. Resultado: enquanto as roupas lavavam ele desmaiava na cama.

Pegamos o PATH e partimos pra Manhattan. Destino: WTC Station.

Foi a coisa mais bizarra que eu vi. O trem pára numa estação onde costumavam estar as torres do World Trade Center e onde agora só tem um buraco. É aterrador. A sensação é terrível. Uma tristeza toma conta de você de maneira indescritível. Nunca fui pró EUA, mas você não tem como negar o tamanho da ignorância que foi isso. É uma área do tamanho de um campo de futebol, somando ainda os estacionamentos. Tudo reduzido a pó. Um buraco, é isso que tem lá. Um mega buraco. Vem gente de todos os lugares pra ver, tirar fotos. E, incrivelmente, um silêncio só quebrado pelo passar dos carros nas ruas e alguns murmurinhos. As torres devem ter sido muito grandes. Ao olhar um postal onde elas ainda estava lá nota-se que eram aproximadamente 2x mais altas que o resto dos prédios, que pra gente eram gigantescos. Só estando lá pra entender as coisas.

Saindo de lá, fomos passear pelo distrito financeiro, aproximadamente Wall Street. Prédios muito bonitos, em estilo neo-clássico, alguns góticos e muita suntuosidade, com detalhes em mármore de diferentes cores. Alguns com gárgulas, outros com leões e muitas, muitas colunas em todos os prédios, numa comparação ao extinto império romano. Não tem como deixar de pensar na quantidade de dinheiro que deve circular por ali, principalmente quando você olha os carros que andam por lá. Hummer, Audi, BMW, Mercedez, Mustang, Ferrari, todos esses totens de ostentação sobre quatro rodas circulando por ali. É muito dinheiro. É muito desperdício.

Saindo de lá, fomos em direção ao Battery Park, um parque que fica às margens do rio Hudson, donde se tem um vista muito bacana da baía, com aquele ir e vir de barcos que fazem a ligaçãom com Long Island e outros lugares. Aliás, foi muito bom ficar ali. Deu pra dar uma boa descansada. Ah! Outra coisa interessante. Estava ventando pacas no dia, apesar do sol forte lá em cima. Enquanto parávamos num carrinho de sorvete pra pegar algo pra tomar (tem desses caras por toda a cidade) parou uma loira com uma micro saia daquelas de estudantes. Bom, o que vocês acham que dá da equação: mulher boa + saia curta + muito vento? Exatamente, foto bacana. Mas, não vou colocar aqui… ainda =)

Saindo do parque pegamos um trem em direção à tal da Murray Street, porque o Espiga queria tirar uma foto de onde tinha sido o estúdio onde o Sonic Youth havia ensaiado. Aqui vale um comentário: ESPIGA, EU TE ODEIO! Andamos igual umas lhamas subindo morro pra chegar numa rua onde o tal do estúdio nem existe nem tem referência alguma, pro cara tirar fotos de nada. Só pra frisar: ESPIGA, EU TE ODEIO! (pronto, falei. to mais feliz).

Não contei que descemos numa estação no meio do que eu chamaria da 25 de maio daqui. Bicho, era gente pra tudo quanto era lado, naquelas calçadas apinhadas de gente comprando quinquilharia. QUINQUILHARIA! Carregadores de celular, lenços, panos, camisetas “I LOVE NY”, DVDs e CDs piratas, televisões, rádios e coisas do gênero. Era quase impossível se mexer por ali. E não adiantava trocar de lado da rua, era a mesma muvuca. Impossível de andar, mas seguimos pela tal da Canal Street em direção ao tal do estúdio do Sonic Youth.

Peraí, o ódio voltou: ESPIGA, EU TE ODEIO! To melhor de novo.

Acho que passamos quase 1 hora pra poder andar pela rua. Muito cheio. Esse foi o principal motivo da raiva. Depois de andar e andar e andar, chegamos num lugar que não existia, sem coisa alguma, pro cara tirar fotos da Rua. Se ainda fossem os Ramones, ou os Beatles… mas SONIC YOUTH?! Aff, tá bom.

Enfim, após passar pela tal da era hora de ir ver a tal da Murry Street, fomos ver a ponte do Brooklyn. Eu tava tão cansado que não queria nem olhar pra ponto, mas o Espiga queria ir até o outro lado, a pé! Chegamos ao consenso de ir até um pouco antes da metade e voltar. Realmente, a vista é bem bacana, legal mesmo, mas seria melhor aproveitar um pouco menos cansados. A tal da ponte é bem legal mesmo, bem mantida pelos órgãos competentes e com três diferentes caminhos: carros, trens e pessoas, este último com gente andando o dia inteiro, de bicicleta, correndo ou mesmo só passeando. Até agora essa cidade me surpreendeu. Muito bonita e muito voltada para a diversão e a satisfação das pessoas.

Bom, foi um dia cheio, com muitas coisas pra ver e trocentas fotos tiradas, realmente muito cheio de cultura, mas tem muita coisa por vir ainda. Domingo a idéia é acordar cedo mesmo e continuar nosso passeio, desta vez com algumas paradas bem definidas, como a Guitar Center e a J&R Computer Store, um ótimo lugar para nerds (tipo eu). Vamos lá. Tem coisas pra fazer ainda e eu to super cansado.

O Primeiro Happy Hour

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 10:19 am



04.07.2007

Sexta-feira, dia internacional da gandaia, certo? Pois é, tradição mundial não se contraria. Foi nossa vez de sairmos para curtir ao invés de só ficar ralando. Depois de ficar na dúvida se iríamos ficar de plantão no domingo ou não, ficamos mais tranquilos quando o Steve falou que desta vez estaríamos liberados, já que não teríamos nada de diferente para fazer. Portanto, já tínhamos a certeza de que o final de semana seria mais proveitoso.

Após um dia normal, fomos em direção a Hoboken, norte de Jersey City, lugar onde haveria mais emoção e coisas para fazer. O plano era ir assistir a um show de bandas locais em um boteco conhecido. Ao desembarcar na estação e começar a andar, notamos que realmente a coisa era diferente por lá. Havia muito mais gente, muita vida, lojas e restaurantes abertos, diferente de onde estávamos. A realidade é que Hoboken é uma região mais antiga e mais residencial, diferente de Newport que é um centro de negócios que passava por uma série de reconstruções para criar um ponto de desafogamento de Manhattan.

Procure no Google Maps por Jersey City, New Jersey, veja as fotos de satélite. Boa parte dos prédios está em construção, e não é para menos. Esta região era portuária e industrial antigamente, mas decidiram torná-la um ponto comercial moderno por diversos motivos. O principal é a proximidade de Manhattan. Em 10 minutos de trem você está em Downtown ou na 33rd, ambos pontos muito movimentados e no meio da ilha. Além disso, Jersey tem taxas de impostos menores que Manhattan, o que torna tudo mais interessante. Além disso, não há 1/3 do trânsito que existe em Manhattan, além das ruas limpas e organizadas.

Mas enfim, voltando ao nosso passeio, estávamos em Hoboken. Depois de andar pra cacete na tal da Washington Street, rua onde fica localizada a maior parte dos restaurantes e bares da região, decidimos comer numa típica lanchonete que serve hamburgers. Os sanduíches mataram uma fome que perdurava há algum tempo e acabamos descobrindo que o garçom falava português quando, ao sair, o cara vira-se pra nós e responde: “Obrigado”. Não deu pra descobrir muito, mas ele respondeu rapidamente que era português. Curioso, não? E assim é em trocentos outros lugares. Você se pega ouvindo conversas nos mais diferente idiomas: chinês (uh), italiano, espanhol, russo (os caras que sentam do meu lado), indiano (ah, sério?), português (claro, brasileiro em qq buraco do mundo) e outros dialetos que a gente não tem a menor idéia do que seja.

Sobre o depois do restaurante, acabamos não indo pro tal do boteco onde iríamos assistir o show das bandas. Demos meia-volta, pegamos um taxi e voltamos ao início da rua. Comentário sobre o motorista do taxi. Bicho estranho, velho. Tocando aquele hip-hop-hap do inferno nas alturas, uns 150kg de ser humano que falava algo parecido com inglês, mas que eu mal pescava algumas palavras. O Espiga acabou gravando na câmera dele alguma coisa da viagem. Vou ver se consigo pegar aquilo com ele e colocar aqui outra hora. Só vendo pra crer.

Ao final da viagem, achamos outro boteco pra ficar, um tal de Texas Arizona. Boteco mesmo, cheio de gente que tinha saído do trabalho bebendo e assistindo a jogos de hockey, baseball e outros bichos. Interessante, mas o DJ não colaborou muito. Começou a tocar aquelas músicas que pra gente são típicas de festa gay e não deu pra aguentar muito. Não, não era um bar gay. Os caras daqui realmente gostam dessas músicas mesmo, bele?! Bom, fomos embora porque tínhamos planejado passear no sábado e no domingo pra conhecer um pouco mais, além de fazer uso das câmeras pra valer.

May 4, 2007

Um dia de trabalho… mesmo

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 5:11 pm


03.05.2007

Tá bom, só vou escrever este dia pra não perder o costume. Realmente, não fizemos nada além de trabalhar. E trabalhar pra dedéu, por sinal. Bom, basicamente, o Steve levou a sério o negócio de treinamento, de tal maneira que ele está falando pra valer tudo que está relacionado com o projeto e algumas coisas a mais também. Só tem um problema nessa história. Acho que deve ser a questão de ficar prestando atenção pra valer ou alguma coisa na água, mas chega uma hora que ele está falando que dá um sono danado. Mas um sono tão pesado que não tem jeito, você acaba dormindo mesmo. Sorte que estamos em dois, então enquanto eu cochilo acredito que ele está olhando pro Marcelo (espero).

Apesar de que, essa história de sono é engraçada. Não é uma vez nem duas É SEMPRE que eu fico com sono. Num passado não muito distante, enquanto eu estava fazendo meu curso superior em parapsicologia (ei, é sério, bele?) lembro que existe uma corrente de pensamento que diz que, quando você conversa com pessoas que te dão muito sono é porque geralmente essa pessoa tende a te passar uma paz tão profundo que realmente a mente e o corpo relaxam. Talvez seja o caso do Steve, que realmente é um cara muito gente boa. Ou talvez eu esteja realmente tão cansado que a única coisa que consigo fazer é dormir mesmo.

Sinceramente, não deve ser algo isolado. Tem mais gente por aqui que passa por essa. Tanto deve ser verdade que encontrei um papel colado na cozinha com “10 Desculpas para dar quando te pegam dormindo”. Vejam só as pérolas:

10 Excuses For Sleeping At Work

1. ”They told me at the blood bank this might happen.”

2. ”This is just a 15 minute power-nap like they raved about in that time management course you sent me to.”

3. ”Whew! Guess I left the top off the Wite-Out. You probably got here just in time!”

4. ”I wasn’t sleeping! I was meditating on the mission statement and envisioning a new paradigm.”

5. ”I was testing my keyboard for drool resistance.”

6. ”I was doing a highly specific Yoga exercise to relieve work-related stess. Do you discriminate toward people who practice Yoga?”

7. ”Dang! Why did you interrupt me? I had almost figured out a solution to our biggest problem.”

8. ”The coffee machine is broken…”

9. ”Someone must have put decaf in the wrong pot…”

10. ”…..in Jesus’ name, Amen.”

De qualquer forma, o dia foi cansativo. Tão cansativo que saímos daqui as 7h30 PM. Só tivemos ânimo de passar no Mall aqui perto e ir comer no Chilli’s. E, amor, comi um salmão muito massa!

Bom, chega por hoje. Vou trabalhar de volta. Como não sei se vou ter um computador por perto no final de semana, não prometo escrever nos próximos dois dias, mas segunda-feira estamos de volta.

Manhattan

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 10:40 am


02.05.2007

Tá, chegou a hora de falar sobre Manhattan. Finalmente, este foi o dia que conseguimos ir até lá. Após o expediente, saimos um pouco mais cedo, pegamos o PATH até a 33rd. Duas emoções de uma vez: ir pra Manhattan e andar de trem. ehehehehhe. Tá achando engraçado? Eu já tinha andado no Japão em trens mas… é New York! Teoricamente é tudo novo, outros trens, outras pessoas, outros cheiros e outro ritmo também. Tokyo é milhões de vezes mais neurótica que este lugar, por mais incrível que possa parecer. As pessoas parecem ser mais normais, parecem ter vida social, sei lá, é diferente.

Enfim, lá fomos nós. Entramos na estação da PATH em frente ao prédio e fomos comprar um ticket de metro. $ 10 dólares te dão direito a 20 passagens + 2 adicionais de bônus. Parece bem razoável considerando que o trem vai passar debaixo do rio e nos deixar no meio da cidade. O trem já estava lá quando chegamos e partiu logo que entramos também. Os vagões tem ar condicionado e cheiram bem, ao contrário de muito lugar que a gente anda. Além disso tem placas de “Não Suje, Ajuder a Manter Limpo” em tudo quanto é lugar. A viagem foi bem breve até a estação da 33rd. Apesar de não ter contado o tempo exato, meus sentidos de marmota me dizem que deve ter sido algo em torno de uns 15 minutos (talvez menos, estou gripado). A estação é o tipo de coisa que você vê em filmes, com exceção que não tem aquele clima fúnebre ou dark que geralmente vemos nos filmes.

Saímos de lá e fomos em direção à loja B&H, uma loja de produtos fotográficos, indicação de muita gente. No caminho meu primeiro choque: tudo é enorme nesse lugar. Os prédios são gigantescos, as ruas, as lojas. A loja da Macy’s ocupa uma quadra inteira! Dá pra imaginar o valor que um lugar desse tem que gerar pra poder ser manter com uma quadra inteira por aqui?! Bom, continuamos andando até chegar na tal da B&H, quando chegou a hora da segunda surpresa. O lugar é uma loja de judeus, no sentido mais clássico da palavra. TODO MUNDO lá dentro está vestido como tal, inclusive com aquele chapeuzinho redondo na cabeça. Alguns tem até aqueles cachinhos no lado das costeletas. Muito engraçado. Tinha que ter uma camera essa hora pra poder tirar foto do lugar.

Falando da loja, os preços são bem agradáveis, inclusive com várias promoções. Até aproveitamos uma para comprar uma câmera. Comprei uma Nikon Coolpix S9. Muito bacana e prática de transportar, sem contar que milhões de vezes mais rápida que a Cybershot que tenho em casa (droga de defasagem tecnológica). 6.1 Mega Pixel e muita alegria, com mecanismo de stand-by pra economizar energia, detecção de foto borrada e muito mais coisas legais. Gostei mesmo. Agora posso cumprir meu papel de japonês melhor, tirando fotos onde quer que eu ande. eehhehehe

coolpix

Saindo da loja, fomos passear um pouco. Conheci o Madison Square Garden (mas não tem foto porque tinha recém-comprado a câmera e ainda precisava deixá-la carregando), que é estonteante. Nada de mais não fosse a fama do lugar e os shows que eram anunciados: Roger Waters, The Police, White Stripes, cara, é de f***er… Comecei a me convencer que, ganhando melhor eu até moraria neste lugar. Depois de babar um pouco fomos parar em Times Square. Já era noite, umas 8 e alguma coisa, então deu pra ver bem o efeito das luzes neste lugar. Você basicamente pára e olha. É alucinante. Não tem outra expressão, é Times Square. NASDAQ, ESPN Sports, Virgin Records, TOYS R US… cara, tava tudo lá, inclusive o stand maravilhoso da Nintendo na TOYS R US. Meus amigos não me deixaram entrar neste dia, mas ainda vou voltar lá, quem sabe ficar o dia inteiro se não me chutarem de lá. Por final fomos na loja da Virgin, procurar algumas coisas bacanas.

RECADOS: Kleber Eduardo, não achei a droga do CD do Rush. Não tinha em estoque por lá. To começando a achar que é mais fácil comprar pela Internet mesmo. Rodrigo Maia, também não achei o CD do Jerry Lee, e olha que eu procurei tanto que me perdi da moçada naquele lugar. Mas, a luta continua companheiros.

Saímos de lá meio acabados de tanto andar. Todo mundo foi com sapatos, recém saídos do trabalho, então não estava muito confortável. Pegamos o trem de volta e voltamos pro hotel. Amanhã é um novo dia e ainda tem que trabalhar. Mas a semana ainda reserva muita coisa pela frente.

May 3, 2007

Coisas que tremem

Filed under: Viagens — Masaru Hoshi @ 7:16 pm


Esqueci de contar algo curioso que aconteceu no primeiro dia de treinamento por aqui.

Estava eu sentado, acostumando a cadeira que me deram ao formato das minhas nádegas, esperando uma dor de garganta causada pelo ar condicionado me deixar pensar em paz quando senti algo estranho. Primeiro pensei comigo mesmo: “que foi isso? Deve ser a pressão. Sim, é a pressão. Afinal estou … no nível do mar.” E foi então que o fenômeno se repetiu. Era como se eu tivesse passado por uma lombada num Fiat 147. É, o prédio inteiro balançou e não foi um terremoto. Sinceramente nunca tinha passado por algo parecido, nem mesmo no Japão. Mas, nada que meu amigo Google não resolvesse pra mim.

Tuned Damper 02

Após alguns minutos de pesquisa encontrei a resposta para algo que eu já imaginava. Basicamente, arranha-céus e pontes longas são suscetíveis à ressonância criada por ventos fortes e atividades sísmicas. Para diminuir o efeito de ressonância, é importante colocar grandes amortecedores no seu desenho para interromper as ondas ressonantes. Se estes equipamentos não forem colocados, tanto os prédios como as pontes podem tremer até cair: um fenômeno bastante visto quando acontece um terremoto. Amortecedores convencionais usam o atrito para absorver uma parte da força das vibrações. Um sistema de amortecimento em um edifício é muito maior e também é projetado para absorver os choques violentos causados por um terremoto.

Grandes prédios possuem o que chamam de Tuned Mass Damper, ou amortecedor ressonante de massa, ou ainda absorvedor harmônico. Esses caras são instalados nos prédios, torres, pontes e outras coisas muito grandes que balançam para previnir o desconforto, danos à estrutura ou fenômenos físicos que podem causar sérios problemas ao conjunto. Ao invés de óleo comum como você está , como é o caso do seu carro ou da sua máquina de lavar, esses amortecedores monstruosos geralmente utilizam os chamados fluidos MR, ou fluidos magnetoreológicos, uma suspensão de partículas magnéticas micrométricas que quando submetidas a uma corrente eletromagnética eles aumentam violentamenta o grau de viscosidade.

Tuned Damper 01

Tá, e você se pergunta o que todo esse papo nerd tem a ver com o prédio tremendo? Cara, quando o bicho começa a balançar, você, bicho do mato, começa ficar sem entender esse negócio e corre pro refúgio científico pra amparar seu desespero. É como diz o Kleber: “O Google hoje mantém 95% da minha capacidade de raciocínio”. Eu complemento dizendo que os outros 5% são o suficiente pra saber usar o Google e nada mais.

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