Ócio também é cultura

November 20, 2008

Coisas do cotidiano do Québec

Filed under: Québec — Tags: , — Masaru Hoshi @ 12:59 pm

Três meses aqui já dá pra ter uma boa referência de como é viver por aqui. Não dá pra conhecer a fundo, mas já é tempo suficiente pra plantar e colher cogumelos.

Enfim, a Márcia já fez isso antes e agora me sobrou um tempo fazer eu também. Vou colocar algumas coisas curiosas que notei por aqui:

  • Fila de ônibus: Pode parecer estranho mas, não tem fila pra entrar no ônibus. Nada daquelas minhocas quilométricas que a gente tinha que enfrentar e quando chegava o coletivo todo mundo ia se empurrando pra entrar. Pelo contrário, além de não ter ordem, quando o ônibus chega todo mundo sem se matar. E dependendo do lugar até te dão a vez.
  • Fazendeiro != Matuto: Pois é. Tive a oportunidade de ir nesses mercados diretos do produtor antes de começar a esfriar pra valer. Parava nas barracas e ficava conversando com os próprios produtores sobre os produtos, os diferentes tipos de solo, a região, o país, a condição financeira dos produtores, os modelos novos dos carros, a história da colonização da Autrália, o período Meiji no Japão, a psiquê e os efeitos nocivos da exposição à violência, a história do império egípcio. Pois é. Logo cheguei à conclusão que o inverno deve ser muito, muito, muito frio e TV a cabo e Internet são a base da sobrevivência…
  • As línguas deveriam ter outros nomes: Sou partidário de que os idiomas deveriam ter suas denominações mudadas a partir do momento que evoluem. Por exemplo, no Brasil já não se fala português faz muito tempo. Tem gente que até me olha torto quando digo que falo brasileiro, mas é a pura realidade. Aqui é a mesma coisa. O que se fala no dia-a-dia aqui já foi francês e há muito tempo atrás. Filmes franceses da TV5 nunca foram problema pra mim, até o telejornal daqui eu entendia, mas o cotidiado é um troço totalmente diferente, principalmente se você ouve velhos ou adolescentes falando. É mais fácil fazer sudoku no escuro.
  • Faça você mesmo: Depois de se habituar ao jeito de ser daqui a gente aprende como nossa cultura no Brasil é colonialista e escravagista ainda. O sul do país nem tanto mas caras quem morou no norte/nordeste vai entender melhor isso. Taxista te leva de um lugar pra outro, nao te ajuda com mala nem nada. Caixa de mercado passa tuas compras, tu é quem tem que ensacar tudo. Frentista?! A cultura aqui é muito, muito voltada ao do-it-yourself. Por causa disso tem muitas opções de bricolagem, artesanato, pintura, tudo que vocês imaginar tem. Mas não espere que façam pra você. Trate de se mexer.
  • A torre de Babel é aqui: No Brasil a gente simplesmente fala português. Quem fala qualquer outro idioma, até mesmo a língua do P, é tido como diferente. Aqui é diferente. As pessoas mantém seu idioma materno vivo e isso se integra na vida cotidiana. Recebi um newsletter da minha empresa falando da nova empresa de contabilidade onde os funcionários tem descontos. O atendimento é feito em inglês, francês, espanhol, hindi, italiano, checko, filipino, grego, hebraico e até klingon se duvidar. E fica assim o dia inteiro. Você conversa com as pessoas em francês, te respondem em inglês. Você fala inglês, te respondem em francês e misturam qualquer outro idioma junto. Isso aqui em Québec. Dizem que Montréal e outras cidades isso é muito mais acentuado. E o mais interessante é que todo mundo vive tranquilo, sem se matar.
  • Carro não é artigo de luxo: São poucas as coisas que já vi por aqui que realmente são artigos de luxo. Se bem que eu ainda sonho em ter uma casa onde eu possa ter uma banheira de hidromassagem gigante onde eu possa ficar assistindo TV… Mas enfim, carro é barato e todo mundo realmente acaba tendo acesso a um. Também, veja só. Tem carro 0km vendido a juros zero e em 72x. E não é um carro, é um Toyota Corolla. Detalhe é que o valor do carro é proporcional a um carro popular no Brasil, só que pelado, sem nem motor se duvidar. E aqui o veículo só falta vir com heliponto e frigobar.
  • Impostos e legislação: O fato de ser diferente não basta pra explicar as coisas por aqui. Tem muita, muita, muita, muita informação sobre impostos por aqui. Você só conhece o pico do iceberg. Não bastasse os impostos federais aqui tem a independência provincial também, o que te põe à mercê da legislação local também. Com base no que eu já andei lendo dá pra reduzir muito o que se pagar. De fato, tem situações em que você até recebe a mais, mas pra isso tem que estudar. Depois de ver tudo isso descobri que a legislação do Brasil é só mau organizada, mas é simples. Aqui é MUITO intricada meeesmo. Contadores daqui ganharam meu respeito.
  • Aprenda a ter paciência: Se tem uma palavra que me dá medo essa palavra é “rendez-vous”. TUDO por aqui se faz na base do rendez-vous. Não espere ser atendido na hora na maioria dos locais onde vai, com exceção de lojas. Aliás, se duvidar deve ter até loja onde você tem que marcar rendez-vous pra ser atendido. Outro dia recebemos uma carta da Igreja onde o Matsuru vai fazer catequese convidando para um evento. Perdemos a data ou não iríamos poder ir, não lembro o que era, mas entramos em contato com a Igreja que nos pediu parar irmos lá. Chegando lá, adivinha só. O tal do encontro era única e simplesmente pra marcar um rendez-vous quando a gente ia conversar sobre a catequese.
  • Crise? Não em TI: É incrível. Em meio a todo esse papo de crise financeira TI continua sendo um campo de guerra. Tem muita vaga sendo aberta diariamente. E prá tudo, programador, analista de sistemas, Q&A specialist, admin de redes, suporte técnico, gerente de proejtos. Estava até lendo e uma lista outro dia de uns caras que são brasileiros, engenheiros, e que pensam em mudar pra TI por causa do aquecimento do mercado e da falta de necessidade de ter que ficar fazendo as provas da Ordem, mas isso é uma questão pessoal. Acho que as empresas recrutam esse monte de gente pra transformar em ração mesmo. Sabe qual o cúmulo do barato? Um programador chinês =)
  • TV aberta é difícil: Claro, depois da Internet, sem a qual a gente não sabe viver aqui, a próximo coisa a ter ido atrás foi uma televisão. Mas tinha comigo que não ia ter TV a cabo como no Brasil porque a programação local é mais que o suficiente pra eu assistir ao que passa. Bom, isso SERIA verdade se a TV pegasse direito. O aparelho é novo, ZERO, e só pega UM canal. Não adiantou nem meter uma antena externa que não tem jeito. A gente assiste só a Radio Canada e se dê por feliz com os chuviscos na imagem. Mas parando pra analisar preços compensa muito ter TV a cabo, mesmo com o pacote mais simples. São 25$ que você pagar por uma gama de uns 30 canais. Achou muito canal? Isso porque tem os pacotes de 300 canais! (alguém REALMENTE assiste isso!?)
  • Aprenda a se programar pra comer também: É preciso ser organizado aqui, sendo realmente obrigatório ter e USAR uma agenda e um relógio. Pontualidade e compromisso são essenciais. Quando você começa a trabalhar então é preciso extender isso pra comida. Todo mundo aqui leva a lancheirinha pro trabalho, normal mesmo. O mínimo que você tem que fazer é preparar o almoço no noite dia anterior. O melhor mesmo é você cozinhar com antecedência pra pelo menos uma semana e deixar congelado. Isso realmente salva MUITO tempo durante a semana e você evita de ficar podre acordado cozinhando um monte após um dia de trabalho e tanto.
  • Salários NÃO são mensais: Diferente de como a gente está acostumado, a grande maioria das pessoas não recebe salários mensais, mas anuais. BRINCADEIRA! Pelo contrário, é comum receber o salário quinzenalmente e até semanalmente. Minha opinião é que isso é pra estimular o consumo mesmo. Dessa maneira não se fica muito tempo sem dinheiro.
  • Dinheiro eletrônico:  Aqui é natural se usar cartão de crédito, mais do que débito. Diferente do Brasil a grande parte dos cartões pode ser controlado online. Você consulta o que gastou, quando e onde. É bom, mas ao mesmo tempo a facilidade de crédito deixa meio sem controle. Use um caderno de padeiro, um quadro branco, um PDA, qualquer software de gerenciamento de contas, até mesmo um chinês!, mas tenha cuidado com seus gastos.

É isso por enquanto. Tem mais coisas mas eu preciso trabalhar agora =)

Eu conto mais coisas à medida que for lembrando.

October 24, 2008

Québec e o mercado financeiro mundial

Filed under: Québec — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 5:10 pm
Tá perdido sobre o mercado também?

Tá perdido sobre o mercado também?

 

Semana passada alguém me enviou um e-mail perguntando sobre a atual situação financeira do Québec com relação aos efeitos causados por conta da crise financeira nos E.U. Bom, o e-mail rendeu frutos e ficou bem longo. Achei interessante copiá-lo aqui porque pode ser útil para outras pessoas.

Só lembrando, as coisas que escrevi aqui são resultado de pesquisas e leituras. Não sou especialista em economia nem nada afim, mas gosto do assunto e procuro ficar informado. Se alguém tiver informações/opiniões diferentes, respondam porque o assunto é interessante e bem diversificado.

Como está o mercado do Québec em relação aos problemas da crise financeira mundial?

Por aqui tudo anda tranquilo, até demais na verdade. O Québec sofreu sim com a c*gada dos E.-U., mas não teve grande impacto na sociedade. As três indústrias mais afetadas são a florestal, a aeroespacial e minérios (inclua nesse último a Vale do Rio Doce que entrou na hora errada por aqui). Fiquei sabendo recentemente também que o mercado petrolífero também entrou no grupo dos que apanharam bastante com isso, mas não tenho detalhes da situação. O principal aspecto que afetou as três primeiras indústrias é o fato de que o principal mercado era o estadosunidense. Contudo, mesmo com esse aspecto, o país luta para que os efeitos sejam salvaguardados pelo Governo a ponto de proteger as instituições bancárias. As pessoas esperam as conclusões das últimas eleições provinciais com otimismo. Pra te ser bem honesto não tenho acompanhado muito de perto esta parte (política), por isso não sei te dizer ao certo como está por aqui, mas só vejo o (Stephen) Harper sempre falando que tudo está indo bem (parece até o Lula falando do Brasil ser o paraíso e que nunca vai ser afetado por crise nenhuma).

Não dá pra te dizer ao certo o impacto dos preços nessa época do ano, principalmente porque no inverno boa parte dos alimentos fica mais caro. Por outro lado, o combustível tem baixado bastante ultimamente. Alguns amigos insistem em dizer que isso acontece todos os anos porque, como no inverno as pessoas usam mais carro o Governo tenta forçar a baixa dos preços no sentido de favorecer a população, mas eu discordo um pouco. Acredito que isso é reflexo do retorno do valor do barril de petróleo no mercado internacional para um valor próximo ao que era praticado antes da última alta desgovernada de preços. 

Mercado de trabalho ainda continua aquecido. Do nosso lado (IT) sempre tem vagas pra gente especializada. Por chegar próximo ao final do ano, comércio também tem contratado bastante. Todas as semanas eu vejo anúncios novos para trabalhos temporários, mas isso deve esfriar (metafórica e meteorologicamente falando) até depois do Natal, voltando a esquentar de novo (agora só to falando do Mercado, nada do clima) por Fevereiro.

E o mercado de trabalho?

Sobre emprego, tem bastante coisa mesmo. Programador então, é só dizer que você programa que tem emprego, sem exageros. Claro, francês é importante, importante mesmo. Em Montreal já ouvi dizer que atualmente nem é tão importante assim, basta você ter inglês suficiente para conversação que já consegue ser empregado. Isso muda quando você vai pra outras cidades, tipo Québec (onde estou eu e minha família). Claro, tudo isso é relativo. Por aqui isso é exigência porque 90% das empresas trabalham para o Governo provincial, o que implica em ter uma boa conversação e (dependendo da sua função) escrita e técnicas de negociação também. Mas isso pode ser relativo mesmo, vai depender da empresa onde você pretende trabalhar. Opinião pessoal: estude francês. Se você vier para uma cidade onde isso é fortemente exigido, você já está garantido. Senão, francês (e inglês) SEMPRE é um diferencial para a contratação.

A área de infra-estrutura também tem bastante coisa. Ao contrário do que acontece no Brasil, o governo prefere tecnologias proprietárias (Microsoft, Oracle, IBM, etc), enquanto que (algumas, não todas) empresas privadas se arriscam em tecnologias OpenSource (Linux e afins).

Se eu tivesse que te indicar algo, diria pra se especializar em tecnologias Microsoft, Oracle e Java, tanto para infra-estrutura quanto para desenvolvimento. Isso sempre tem vaga por aqui.

Se quiser ter uma idéia de salários, sugiro que você se cadastre no PayScale (http://www.payscale.com/) e monte seu perfil. As estimativas de lá são bem próximas da realidade, isso por experiência própria e com relatos de amigos que também trabalham na área.

October 23, 2008

Vídeos

Filed under: Québec — Tags: , , — Masaru Hoshi @ 11:25 pm

Eu adoro a facilidade com que a tecnologia promove a independência criativa. Não que isso gere coisas úteis, mas no mínimo interessantes. Sempre ouvi dizer que, todo pinico velho sempre encontra uma tampa. Bom, com a Internet parece que esse ditado se massificou e todo mundo acaba virando tampa de pinico pra alguma coisa.

Recentemente minha esposa resolveu ser cineasta-wannabe. Resultado: está passeando com a câmera fotográfica pela cidade de Québec retratando várias coisas que tem visto por aí, principalmente o que a gente considera novidade.

Pessoalmente eu posso dizer que me reconheci com o trabalho dela. É engraçado e tem coisas bem bacanas. Prá quem tiver curiosidade segue o endereço do Video Channel dela: http://www.youtube.com/marciahoshi

October 16, 2008

Trackdown da neve…

Filed under: Québec — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 11:03 am

 

E o frio está vindo. Será que a neve vem junto?

E o frio está vindo. Será que a neve vem junto?

Parece que nosso primeiro dia de neve está chegando (ou pelo menos um dia muito, muito, muito frio). E, pra nossa sorte, vai ser exatamente quando a gente vai assistir o Cirque du Soleil.

Bom, boa sorte pra gente. E se cair uma neve eu tiro fotos (com certeza) pra mostrar.

October 13, 2008

Você confia nisso?

Filed under: Pérolas — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 2:19 pm
Você confiaria em usar algo com essa marca?

Você confiaria em usar algo com essa marca?

Faz algum tempo que, inspirado pela criatividade das pessoas e pelo Blog do Thales, comecei a colecionar momentos mágicos que existem por aí. Esse mesmo assunto já tinha sido retratado antes, mas realmente a emoção de encontrar algo assim pessoalmente é única. E o mais importante é a quantidade de obras que fazem uso desses equipamentos. Você realmente confiaria nisso?

Aliás, Thales, tentei encontrar uma foto que tu havias feito sobre esse mesmo tema no teu Blog mas não tive muito sucesso. Se você souber exatamente onde está, me avise.

September 25, 2008

Receita do Yakisoba

Filed under: Culinária — Tags: , , — Masaru Hoshi @ 12:02 am

Depois de pedidos e mais pedidos, resolvi escrever a receita do Yakisoba como já havia prometido. A receita foi modificada para atender a meu gosto pessoal e chegar o mais próximo possível do prato que era feito por minha avó no Japão. Faço questão de ressaltar que a receita segue mais próxima da versão japonesa e não da chinesa, geralmente vendida em lojas como China in Box e afins no Brasil.

Comecei a escrever com base no que lembrava e talvez as quantidades não sejam bem exatas. De qualquer forma, vale o toque do cozinheiro experimentar e fazer por conta própria. De qualquer maneira, a idéia é que sirva de roteiro básico para quem quiser fazer. Pelas minhas contas isso deve dar pra mais ou menos umas 8 pessoas, talvez mais dependendo da fome das crianças.

Ingredientes

  • 1 kg de cochão mole
  • 2 Cebolas grandes
  • 1/2 pé de Couve-Flor
  • 1/2 pé de Brócolis
  • 2 cenouras
  • 1 pé de Acelga pequeno
  • 1 pé de Repolho pequeno
  • Moyashi
  • Shiitake
  • Macarrão para Yakisoba

Temperos

  • Caldo de galinha
  • Shoyu
  • Hondashi
  • Molho Tonkatsu
  • Manteiga

Preparando os Ingredientes
Comece com a carne. Corte tiras de mais ou menos 0.5 cm de espessura e separe. Descasque e corte as cebolas em 8. Caso você tenha comprado cebolas MUITO grandes, cuide para que os pedaços não fiquem enormes também. Se for necessário corte na metade.

Descasque as cenouras e corte-as em palito, da mesma espessura da carne. Cuidado com a faca nessa hora. Se você não tem muita prática pode deixar um talho do dedo na brincadeira. Nessas horas não queira parecer um mestre Ninja: corte devagar e com cuidado.

Lave os pés de couve-flor, brócolis, acelga e repolho. Pessoalmente acho que tanto brócolis quanto o repolho são altamente “explosivos”. Assim, se você não quiser acabar com o jantar por causa de problemas com gases, contenha-se na quantidade desses dois. Qualquer que seja a quantidade escolhida, prepare o brócolis e a couve-flor cortando os brotinhos em tamanhos pequenos pedaços. Minha métrica é sempre a mesma para esses dois: corte pedaços que caibam na boca.

Fatie a acelga e o repolho em tiras bem finas. Lembre-se que ambos tendem a soltar bastante água, por isso não se assuste com a quantidade que resultar.

Lave o moyashi e deixe escorrer. Lave também o shiitake e corte-os em tiras do mesmo tamanho que a carne e as cenouras.

DICA: O yakisoba é um prato com bastante verduras. Aliás, muito mais verduras do que carne. Assim, tente equilibrar a quantidade de verduras a seu gosto próprio. Como eu ADORO moyashi, acabo colocando muito mais desse cara quando preparo.

Modo de preparo
Dissolva um tablete de caldo de galinha em meio copo de água morna. Em uma panela Wok (eu prefiro Woks, mas pode ser feito em qualquer outra) coloque a manteiga e assim que tiver derretida acrescente a cebola até ficar dourada. Adicione então a carne e frite. Quando ela parar de soltar água coloque os ingredientes dos mais duros para os mais macios: cenoura, repolho, couve-flor, brócolis, acelga e moyashi. Acrescente-os um a um, tomando o cuidado de misturá-los bem aos demais ingredientes na panela e não deixando-os amolecer de forma que fiquem crocantes. Só após terminar de colocar todos os ingredientes jogue o shiitake cortado e mexa bem.

Pegue o caldo de carne dissolvido e jogue por cima de tudo. Acrescente meio copo de shoyu e mexa muito bem esses ingredientes de forma que o molho seja bem absorvido.

Bom, dependendo da quantidade de verduras que você cortou, nesse momento você pode estar querendo me mandar práquele lugar, principalmente porque sua panela deve estar transbordando de coisas. Ah sim. Caso você não saiba, minha mãe é muito gente boa, portanto modere a língua quando começar a me insultar, ok? =D

Cozinhando o macarrão
Em paralelo a essa fritada monstruosa, é preciso preparar o macarrão. Seguindo a receita da minha vó, o ideal é cozinhar o dito em molho tonkatsu. Você vai ver, assim que descobrir o que é e COMO é o dito do molho, que é um troço altamente viscoso e denso, dificultando um pouco esse trabalho. Além disso, o gosto é bem acentuado e pode não agradar todo mundo se feito dessa maneira. Assim, depois de várias experiência cheguei à seguinte fórmula.

Coloque água para esquentar. Acrescente 1 copo americano de molho tonkatsu na panela com água e misture pra que fique homogêneo. Quanto mais molho você adicionar mais preta a água deve ficar. Lembre-se de usar uma panela grande o suficiente pra cozinhar todo o macarrão que você vai utilizar, deixando sempre água de sobra. Cozinhe a massa e escorra o macarrão. Em uma panela anti-aderente de preferência, coloque duas colheres de sopa de manteira e derreta. Coloque o macarrão cozido e frite até notar que está levemente frito.

DICA: O ideal é terminar de cozinhar o macarrão alguns minutos antes de terminar de fritar o resto.

Junte o macarrão aos demais ingredientes e sirva ainda quente. Se não ficar bom da primeira vez, tente de novo. O importante é persistir até chegar no seu sabor.

September 11, 2008

Primeiras impressões e “expressões” de Ville de Québec

Filed under: Québec — Tags: , , — Márcia Hoshi @ 12:11 am

Vou colocar minhas primeiras impressões, características e expressões da cultura e cotidiano da cidade de Québec (Ville de Québec). Comentários pessoais (Márcia)  de quem está morando aqui fazem exatamente 9 dias e nunca tinha vindo antes para o Canadá.

  • Os dias de calor são realmente quentes, temperatura média de 28 graus com céu azul, sem nenhuma nuvem e o sol parece estar mais próximo da gente e brilhar mais. Essa era a temperatura média na semana de 1 de setembro.
  • O clima é mais seco, dá para notar que o cabelo fica diferente, mais seco e com estilo de vassoura hehehe. Tenho a impressão que fica menos oleoso também.
  • Já tivemos um dia de tempo nublado e com vento. Realmente o vento, como eu já tinha ouvido falar, é realmente meio chato. Venta bastante. Tem-se a sensação de temperatura mais fria, no inverno isso deve doer hehehe.
  • O sol faz as pessoas saírem de casa. Os parques ficam cheios. A “praia” do Rio São Lourenço também fica cheia. O rio São Lourenço atravessa a cidade.
  • No primeiro dia que chegamos fomos levados a uma praça para jogar volei. Muito legal essa primeira impressão. Essa praça pública parecia o Clube Paiol para quem é de Campo Largo e o Cultural para quem é de Curitiba. Impressionte, mas era uma praça pública com piscina azul e limpinha, tobogã, quadra de volei de areia, quadra de tenis pintada de verde e branco como na TV, parquinho de areia para as crianças. Tudo muito bem cuidado.
  • No calor todo mundo anda na rua: crianças, adultos e pessoas idosas. Andam muito, mas muito mesmo de bicicleta. Tem uma estrutura excelente de ciclovias por aqui. Geralmente as crianças não andam sozinhas de bicicleta quando a distância é maior. Existem uns carrinhos que são puxados pelas bicicletas e as crianças ficam protegidas do sol e não precisam pedalar, estilo uma carrocinha. Também é comum aquelas bicicletas duplas, onde várias pessoas pedalam, no caso das crianças elas ficam sentadas mais sem precisar pedalar de verdade. Aqui o povo não fica em casa só por que tem filho pequeno, eles tem solução para tudo para passear com ou sem criança. Já vi gente andando na rua com chuva e com carinho de bebê e o carrinho de bebê era protegido com um plástico próprio que se adaptava certinho ao carrinho. Ou seja, foi comprado em algum lugar pois é comum as pessoas saírem a pé com os carrinhos. A propósito, as calçadas são para se andar de carrinhos, a pé ou bicicleta. Não são de pedra e sim cimento, bem lisinhas.
  • A praia do rio Sao Lourenço é interessante e diferente para nós. A areia é meio cinza e grossa, o rio tem umas ondas leves e pequenas. Não vi as pessoas dentro da água, pelo menos aquele dia que eu estava lá. Mas tinha muito barco a vela navegando, quando digo muito é porque é muito. Ter um barco é bem comum para quem tem casa por aqui.
  • A areia da praia é outro cenário a parte, as pessoas fazem pique-nique na areia. Estendem as toalhas e comem como se estivessem num gramado.
  • Na praia de rio eles usam roupas de verão e as mulheres usam biquinis também. Não são tão feios assim, são horríveis hehehe. A parte de cima é razoável, mas a parte debaixo é enorme e alta, tipo biquini importado que se ve na televisão.
  • A roupa de praia das crianças também é um pouco diferente, tem muita criança que parece que está com roupa normal, mas na verdade eles estão usando roupa de lycra. Pelo que entendi, o importante na praia é usar uma roupa de lycra para molhar, não necessariamente estar sem roupa ou com pouca roupa.
  • Conhecemos um parque que é a beira do Rio São Lourenço (Baie de Beauport) que pagamos 6 dólares por carro. A estrutura do parque é fenomenal. Tem um gramado enorme com mesas enormes de cimento para o pessoal fazer pique-nique. O engraçado das mesas (geralmente com 3 ou 4 metros de comprimento) é que elas não tem cobertura, tipo telhado para se esconder do sol, pois o objetivo do povo é tomar sol na cabeça mesmo. Alguns levam sombrinhas e guarda-chuvas e colocam em cima da mesa para proteger um pouco do sol. Mas a maioria fica no sol. No grupo de brasileiros que estávamos, o pessoal levou aquelas tendas enormes para ficar sentado embaixo. Ainda bem, senão estaríamos fritos no sol de 30 graus.
  • O parque Beauport tem um prédio que tem banheiro, estilo banheiro chique de shopping. E tem chuveiro se você quiser tomar banho antes de ir embora. Não entrei na parte dos chuveiros, mas o pessoal que estava conosco deu banho nas crianças antes de ir embora. Seguindo o mesmo estilo dos banheiros, a estrutura dos chuveiros deve ser excelente também. Ah! Um detalhe, o vaso sanitário fazia descarga sozinho. Você faz a sua necessidade e quando sai de dentro do banheiro o vaso se encarrega de fazer a descarga, sem você se preocupar com essa atividade hehehe.
  • Uma coisa fantástica e simples que gostei no parque, foi o chafariz. Ele é um sucesso a parte. O chafariz com vários canos altos, tipo 10 metros para cima que jorram água e cai em forma de chuva. Então todas as crianças ficam brincando na chuva, como adultos também. Como estava muito quente naquele dia, tinha muita criança brincando.
  • Os brinquedos no parque de areia, também merecem um destaque especial. São adequados a cada tamanho das crianças. Tem balanços com proteção para crianças menores de 1 e 2 anos. Os balanços de tábuas que nós conhecemos é somente para as crianças maiores de 5 anos mais ou menos. Os brinquedos são de vários materiais como metal e plástico. Tudo adequado para a criança não se machucar, nada de brinquedo de manilha e coisas do gênero.
  • A areia que fica embaixo dos brinquedos é muito gostosa. É uma areia mais solta, fofa e que não suja. As crianças ficam horas brincando na areia e não ficam melecadas.
  • As casas daqui são de filme e parecem casas de Lego e de boneca. Realmente as pessoas moram em casas sem cerca e perto da rua. E as casas são uma do lado da outra, e o engraçado é que você não ve as pessoas nas casas ou fora delas. Em algumas casas que moram idosos você os vê lendo embaixo das árvores ou então se embalando naqueles balanços que cabem 4 pessoas e uma fica de frente para a outra. Bem linda a cena.
  • Os carros andam bem devagar nas ruas de casas e prédios. Tipo 30 km no máximo. Os prédios são baixos. No máximo 3 andares e não tem elevador. Existem alguns poucos prédios mais altos, mas a maioria são de 3 andares e todos iguais de tijolinho a vista.
  • Os carros, bem os carros são todos carros importados para nós hehehe. E qualquer carro aqui é um carrão. Muita gente e principalmente quem tem criança tem Van de 6 a 7 lugares, inclusive os brasileiros que moram aqui. Um brasileiro que tem 3 crianças comprou uma dessas VANS de 7 lugares (tipo um classe A grande) nova por 25 mil dólares. Se você converter para real é relativamente caro, mas se você ganhar em dólar nao é. Imagine, com 25 mil você não compra nem um palio simples no Brasil.
  • A grande maioria dos predios e casas tem piscina. Incrível a importância que eles dão aos poucos dias de sol que se tem durante o ano.
  • Os caminhões são enormes, cabine dupla e os caminhões que fazem manutenção na cidade também são enormes e estranhos, cheio de canos, mangueiras e tudo enorme. Os guindastes de construção são coisas de filme também.
  • Os ônibus andam tranquilos e os degraus são da altura do meio fio, então voce não salta do ônibus, simplesmente você sai pela porta, pois a altura da porta do ônibus é a mesma da calçada de fora. Achei isso fantástico e como isso ajuda hehehe. Os pontos de ônibus são geralmente em postes e ao ar livre, alguns tem uma cobertura de vidro para os dias de neve e frio. Senão você fica ao ar livre no sol. Existem motoristas homens e mulheres, bem comum as mulheres dirigirem ônibus aqui. Os ônibus são identificados por números e não por nomes, nós por exemplo usamos geralmente os onibus 800, 801 e 7 que passam aqui perto de casa.
  • Outra característica interessante do ônibus é que a porta de saída não abre sozinha. O ônibus pára no ponto e você empurra levemente a porta ou mexe com a mão na frente de uma lâmpada e a porta se abre. Vantagem disso é que a porta não te esmaga de repente se você estiver próximo a ela quando o ônibus estiver cheio. O ônibus cheio ou um pouco cheio acontece em horários de pico durante o dia, mas nada chega ao ponto do povo ficar se esfregando em você.
  • O semáforo de pedestre é interessante. Você tem em média 20 segundos para atravessar a rua, quando o sinal abre para o pedestre no poste você vai acompanhando a contagem dos 20 segundos regressivos (20,19,18,…0), assim você não precisa correr na hora de atravessar, pois você sabe qto tempo ainda tem para o sinal abrir para os carros.
  • Os banheiros possuem aquelas banheiras brancas e com cortina de plástico. Não sei se os prédios mais recentes possuem box de vidro ou plástico.
  • Os apartamentos não tem luz no meio do teto dos cômodos, por exemplo: na sala só se tem uma lâmpada na entrada da sala perto da porta. Se você quiser mais luz tem que colocar abajur.
  • Dependendo do tamanho do seu apartamento você pode ter a máquina de lavar e secar, caso não tenha espaço os prédios possuem máquinas comunitárias, que você paga 1 dólar por lavagem ou secagem.
  • Não existe área de serviço ou lavanderia nos apartamentos, as máquinas são colocadas escondidas dentro de armários embutidos nas paredes.
  • Os armários são um caso a parte. Os quartos não precisam de guarda roupas, pois todo quarto tem um armário embutido na parede com porta de correr. Igual em filmes americanos. E por todo o apartamento também existem outros vários desses armários que são ótimos para guardar qualquer tipo de objeto, pois são espaçosos.
  • Faz parte da cultura local o estilo mais rústico como modelos de móveis mais antigos, retorcidos e trabalhados, cortinas em tecido pesado, camas com aquela estrutura para colocar cortinas ao redor da cama, cores fortes (vermelho, verde musgo, marrom, laranja e afins). Paredes internas das casas e apartamentos pintadas de vermelho e outras cores fortes. Parece muito a Europa.
  • Uma coisa marcante para mim são as roupas da geração da terceira idade. As roupas são muito antiquadas, estilo antigo, estampadas, floreadas. Exatamente como minha mãe e minhas tias usavam em 1978. Combinações como saia evase preta e blusa pink com flores ao redor do decote, vestidos de malha estampada longos sem manga, ou com manga e de gola esporte (quando falo malha, é aquela malha que não amassa, estilo malha de uniforme escolar, só que mais fina).
  • Uma coisa marcante são os olhos dos canadenses. A grande maioria tem olhos azuis muito claros, alguns parecem ter olhos cinza de tão azuis. As mulheres tem um rosto bonito, olhos azuis, sombrancelha escura e cabelo loiro mais puxado para o loiro branco do que loiro amarelo. E parece que eles tem bastante melanina, pois quando tomam sol ficam com uma cor bem bonita. Daí fica o conjunto bronzeado, olho azul e loiro com sombrancelha escura.
  • Grande parte das mulheres usam o cabelo amarrado em forma de coqui, mas num estilo mais espantalho. Parece que está tudo caindo, mas é o estilo. Ou ainda, aquele estilo que a gente acaba usando quando vai fazer faxina em casa e prende o cabelo. Minha dedução diz que esse penteado é em função do vento que se tem por aqui. Acho que manter o cabelo preso é melhor e como venta bastante, o próprio vento despenteia o cabelo e acabou virando estilo. Atençao: isso é dedução própria.
  • Muita gente tinha comentado comigo que os sapatos eram feios e caros. Quanto ao preço é relativo, depende do sapato, loja e afins. Mas o estilo, bem o estilo mais presente pelo menos os que estão nas vitrines são estilo bruxa e boneca (bico redondo com solado mais alto). Sinceramente, a grande maioria tem um estilo bem brega.
  • Até o presente momento minha experiência com horário diz que ele existe e funciona. Então esteja no horário correto quando marcar um horário ou quando for buscar seu filho na escola, senão provavelmente vão te falar que voce está atrasado.

Com o passar do tempo algumas percepções podem ser confirmar ou se alterar. Vou postando meus sentimentos aqui no blog, a medida que os acontecimentos evoluírem.

August 28, 2008

Uma vida em seis malas

Filed under: Québec, Viagens — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 6:22 pm

Eu e minha mulher nunca fomos pessoas “tranqueirentas”, que guardam tudo quanto é coisa mesmo sem ter utilidade para isso. Talvez por ambos sermos extremamente muquiranas é que acabamos sendo bem minimalistas em nossas atitudes. Daí surge minha dúvida: se somos assim, COMO DIABOS TEM TANTA COISA PRA COLOCAR NESSAS MALAS!?

Com a viagem chegando perto (tipo, depois de amanhã), não tinha mais como fugir da organização das malas. Com a limitação imposta pela TAM de transportarmos apenas 2 malas de 32kg por passageiro, isso nos deixa bem limitados. Pra dizer a verdade, quando ouvi dizer que esse era o limite para transporte, até que achei bastante. Pensei comigo: “nossa, são 6 sacos de gohan (vulgo “arroz” em japonês, ok?). Isso é coisa prá dedéu.” Aham, ledo engano, caro padawan. Principalmente vindo de um nerd e viciado em quadrinhos como eu.

Depois de mais de 15 anos colecionando revistas em quadrinhos, mesmo após balanços e mais balanços buscando deixar apenas o melhor do melhor (tipo sagas completas e tal), ainda sobrou coisa suficiente pra deixar com inveja bastante bibliotecário. São mais de 800 exemplares que variam desde “Guerras Secretas” encadernado e pronto, até todos os contos de Sandman em encadernados especiais. Mas não tem jeito. Se eu resolvesse levar tudo na viagem agora ia deixar um rim e as duas córneas pra pagar o excesso de bagagem, isso SE me deixassem levar tudo. Resultado: tive que encaixotar tudo. Vão ficar todas no “limbo” até que tenhamos nosso canto organizado e eu possa enviar tudo num contêiner qualquer.

Enfim, tirando os gibis ainda temos mais coisas pra levar do que eu imaginava, isso sem contar eletro-domésticos e móveis (que mesmo se tivesse condição de levar eu não levaria). Bom, como em tudo no casamento, foi um pede-concede de vários meses, mas finalmente chegamos a um consenso sobre o que levaríamos. Bastava apenas o bobão aqui colocar as coisas dentro das malas…

Fazendo uso de anos de condicionamento Zen e treinamento em Yoga, consegui. Coloquei o equivalente a:

  • 1 guarda-roupas de mulher
  • 1 guarda-roupas de homem
  • 1 guarda-roupas de criança
  • brinquedos de uma criança de 5 anos (incluindo bichos de pelúcia)
  • documentos e fotos
  • sapatos, tênis, sandálias, chinelos
  • Edredons (SIM!, EDREDONS!), toalhas, panos-de-chão (É! ISSO MESMO!)

, tudo isso dentro de 6 pobres e sofridas malas que, se chegarem do destino delas, nunca mais vão servir para nada mais que não seja enfeite. As coitadas estão tão cheias, mas tão cheias, que tive que passar umas fitas de segurança ao redor delas para que não corram o risco de explodir enquanto forem manipuladas pelos “cuidadodos e delicados” aeroportuários que transportam sua bagagem. No momento estou morto de cansaço e não vou me mexer pra isso, mas outra hora eu tiro uma foto com o resultado final das malas, incluindo detalhes sobre como e SE chegaram inteiras.

August 18, 2008

Tosquera: Rumo ao Pólo Norte!

Filed under: Québec — Tags: , , , , — Masaru Hoshi @ 11:56 am
Venha pra essa tosquera!

Venha pra essa tosquera!

É isso mesmo, gente boa. Chegou a hora do grande evento do ano! Dia 23 de agosto, a partir das 21h, no Botequim vai acontecer o show “TOSQUERA: Rumo ao Pólo Norte” em homenagem à despedida do japonês e vocalista da banda nas horas vagas! Traga todo mundo que conhecer porque a noite é nossa e a gente vai comemorar!

Você não vai querer perder essa tosquera!!!

August 12, 2008

Enquanto o visto não vem…

Filed under: Québec — Tags: , , , — Masaru Hoshi @ 8:55 pm

Semana passada tivemos a oportunidade de botar A Tosquera em prática depois de vários anos só tocando para as paredes. Fomos convidados para tocar na associação dos empregados da Petrobrás em Paranaguá. O resultado foi muito bom: o público adorou, os músicos gostaram bastante e ainda tivemos a oportunidade de comer um churrasco.

Eventos a parte, o melhor de tudo foi tocar com os amigos. Realmente, seus Toscos, vocês são demais! O dia em que a gente tocar direito então acho que vai ser melhor ainda!! =D

Acompanhem também o artigo escrito pelo Kleber falando um pouco mais do primeiro dos muitos eventos de despedida.

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