A saída de Curitiba e a saída de São Paulo

28.04.2007

Chegamos cedo no aeroporto. Aliás, cedo demais. O voo para São Paulo era pra sair às 13h00 e, desesperado como sou, resolvi sair mais cedo. Resultado: Chegamos lá era 11h da manhã. O Check-in para o bendito não havia nem sido aberto. Bom, como eu esperava o Pazzinatto chegar, resolvi ficar sentado com minha mulher e filho. (Óbvio que ficar sentado com o Matsuru é lenda).

Alguns minutos sentados e o Marcelo chega, com mulher e sogros. Como não tinha nada o que fazer, disse que ficava cuidando das bagagens dele enquanto iam passear. Saímos de lá exatamente no horário, por incrível que pareça e descemos dentro do previsto.

Em São Paulo tudo nos conformes. Desembarcamos e iniciamos nossa jornada de espera de 8 horas até a hora do voo. Fomos então dar uma volta. Era hora do almoço e nenhum de nós havia comido algo descente, apenas o lanchinho da Tam (que aliás é muita comida para os 45 minutos de voo entre Curitiba e São Paulo). Foi então que tivemos a brilhante idéia de comprar uma lembrancinha do Brasil para nossos amigos nos Estados Unidos.

Que idéia idiota…

Como era uma conexão tivemos que ficar andando com nossas malas pelo aeroporto, andando de loja em loja. Isso foi ultra-cansativo. Acabamos descobrindo que somos mais enrolados pra dar presentes que mulher na frente do guarda-roupas quando vai sair. Depois de andar por quase 3 horas, resolvemos comprar alguns presentinhos, nada que identificasse Bahia ou Carnaval, mas com temas bem brasileiros, como uma caneca de Tucano e aqueles enfeites de mesa de Quartzo.

Paramos pra comer no Baked Potato e, o Marcelo foi engano pela técnica do Marketing descarado, onde tiram uma foto da comida, metem photoshop até não mais poder e transformam-na numa coisa deliciosa. Desta vez meu companheiro caiu no conto do Bacon Bronzeado, que na foto de 2 metros de altura parecia realmente apetitoso, mas que na verdade veio como um resto de carvão queimado. Realmente deprimente.

Cansados de tanto carregar as malas fomos buscar o check-in da companhia. Ainda não havia sido aberto mas já tinha uma breve fila de umas 20 pessoas. Esperando os 20 minutos que faltavam pra começar, ficamos por lá mesmo e nesse meio tempo só vimos a fila realmente crescer.

Detalhe muito importante: enquanto estávamos nos dirigindo para o check-in da Delta, notamos a fila do embarque internacional realmente comprida, mas achamos “não, não pode ser a mesma prá nós”. Bom, isso muda depois.

Ainda na fila do check-in da Delta, fomos abordados por vendedores de aeroporto, acho que uma nova variante dos ambulantes de rua que antes eram vendedoras da Avon, depois viraram vendedores de ônibus e então vendedores da Amway (?). O cara estava andando no aeroporto, vendendo chaveiros na forma do mapa do Brasil. 3 por 5.00. O Marcelo conseguiu reverter a situação e acabou fazendo 5 por 10 e levamos alguns brindes a mais pra viagem.

Voltando à história do check-in. Deu pra perceber que Estados Unidos era algo meio bizarro desde lá. Na fila padrão havia uma etapa que resolvi chamar de “pré-vistoria de terroristas”. Eles basicamente paravam as pessoas, pediam o passaporte e faziam o mesmo papel da imigração, perguntando que diabos você vai fazer por lá, o que você quer deles e se tinha algo bizarro dentro da sua bagagem de mão, tal como sabonete, pasta de dente, shampoo, TNT, nitroglicerina, kriptonita ou algo do gênero. Só após isso conseguimos ir para o check-in propriamente dito. Como sabíamos que a viagem seria meio longa, resolvemos combinar de sentarmos próximos. Por sorte fomos atendidos em guichês um ao lado do outro e conseguimos combinar de encontrar lugares próximos. Nosso único azar: ficaríamos na saída de emergência e seríamos acionados pelos comissários para verificar se tínhamos condição de atender às exigências deles caso acontecesse algum desastre. Era como se eu tivesse sido escalado pra seleção de futebol como reserva do gandula. Quase me senti importante. Mas essa história ainda teria conseqüências desastrosas.

E haja fila

Acho que não fiquei contando o número de filas até aqui, certo? Bom, sejam espertos e façam isso. Após a fila do check-in da Delta, foi a hora do check-in da imigração. Lembram daquela fila que falou antes, comprida igual jibóia? Pois é. Chegou nossa vez de entrar nela. Eram 19h00 e o voo sairia apenas as 21h30, mas já nos mandaram pra lá porque disseram que ia demorar. E demorou. Após quase uma hora de fila passamos para uma SEGUNDA fila dentro dessa. Dá pra crer? Era como se houvessem solitárias dentro de solitárias. Desta vez era a hora do Raio-X. Mais alguma meia hora esperando e pronto, finalmente foi a hora de ir pra sala de espera. Ao passar pela super vistoria da polícia federal (que fazia os estrangeiros falarem português mesmo que só soubesse dizer “samba” e “futebol”) estava o Duty Free. As luzes e as cores daquele lugar, somados às curvas das modelos que andavam por lá já nos davam a impressão de que não estávamos mais no Brasil, nem mesmo no mundo real, mas em algum lugar que eu descreveria como prévia de filme pornô, onde tudo parecia extremamente falso e muito excitante mas que na verdade eram as mesmas coisas que você veria na viagem toda: perfumes, eletrônicos e outras tralhas que te fazem consumir, consumir, consumir.

Já na sala de espera, ficamos esperando enquanto o Marcelo tentava desesperadamente acessar a rede Wi-Fi anunciada em todo buraco onde você andava. Depois de muitas e muitas tentativas ele conseguiu acessar a rede, sendo que era automaticamente transferido para a página da Oi Internet, que te oferecia as inúmeras vantagens de ser associado Oi, inclusive o fato de ter acesso à rede deles sem fio. Que ótimo! Imagine só eu assinar internet via wireless e não tê-la? Ia ser super interessante, sem contar que infame e estúpido, mas tudo bem. Como nenhum de nós era tão deseperado assim pra acessar a Internet, deixamos prá lá e resolvemos esperar chegar no hotel pra tentar buscar isso.

Pouco antes do embarque encontramos quem?! O PAPITO! SIM! O SUPLA TAVA LÁ! Aproveitamos a parada e tiramos uma foto com ele, comendo mesmo! E sabe o que, o cara é muito gente boa. Depois encontramos com ele no voo, sentando na classe econômica. É, econômica. Esse lance de não ceder aos interesses da indústria fonográfica faz isso com você, mas o cara continua com personalidade. Viajando sozinho, com a guitarra e só. ehehhehe. Uma outra hora eu ponho a foto dele aqui.

Enfim, tava na hora de embarcar. Agora era só sentar e descansar…

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